Capítulo 152: Emanuele

631 Words

Engoli meu orgulho, como se eu pudesse ter algum após tudo, amarrei o avental na cintura e me dirigi ao canto que Silvana indicara. A montanha de carciofi parecia rir da minha cara. Eu nem sabia o que era essa coisa ou a palavra em português para ela. Ou ele. Eu podia jurar que já tinha visto aquilo nos matos lá perto de casa na época de chuva. Certeza que era comestível? Ela me deu uma faca, então eu tinha que fingir que sabia o que devia ser feito. Sentei-me em um banquinho baixo e peguei o primeiro. Era duro, as folhas externas pareciam uma armadura com pequenos espinhos nas pontas. Perdidinha, tentei imitar o que via as outras mulheres fazendo em uma mesa próxima: arrancar as folhas mais duras até sobrar apenas o "coração" macio do negócio. Era um trabalho ingrato. Em poucos mi

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