A tranquilidade no Palazzo Rossi é sempre um intervalo curto entre dois desastres. Assim que saímos do centro do salão, Dante me guiou para uma das laterais, onde mesas de mármore estavam dispostas perto das janelas altas cobertas por cortinas de veludo. Eu ainda sentia a vertigem da Contraddanza, o mundo girando um pouco mais rápido do que deveria. Dante pegou uma taça de água de um garçom que passava e a colocou na minha mão. — Beba — ele ordenou, mas seus olhos não estavam na taça. Eles varriam o perímetro, verificando as saídas, os garçons, as sombras. — Você está pálida. — Estou tonta — admiti, levando a taça aos lábios. A água gelada ajudou a dissipar o calor sufocante das máscaras. — Achei que nunca fosse acabar. — Acabou — ele disse, e por um segundo, a tensão nos ombros dele

