Romeo O vinho na minha taça era um Petrus, safra de 90. O tipo de bebida que exige respeito e um paladar que não tenha sido estragado por excessos baratos. Eu apreciava a cor rubi contra a luz das velas na minha suíte, enquanto Sara se servia de mais lagosta, rindo de um jeito que me lembrava o som de vidro quebrando. — Então eu fui lá e beijei ele — ela disse, limpando o canto da boca com o guardanapo de seda, os olhos brilhando com uma excitação maliciosa. — Ele tentou se livrar no começo, fez aquela cara de Sottocapo honrado que ele adora usar, mas eu não deixei. Insisti um pouco, usei o choro... e pronto. Ele beijou de volta. Ergui uma sobrancelha, genuinamente divertido. Dante sempre foi o elo fraco quando se tratava de repressão. Ele guardava tanta raiva e tanto desejo sob aquela

