As palavras dele, traduzidas pela voz sem alma do celular, foram um teste. Uma última chance para eu recuar. — "Se você aceita assumir o risco... eu não posso garantir sua proteção." Puxei o celular da mão dele, o gesto agora gentil, quase um pedido. Eu precisava que ele entendesse. — "Agradeço a preocupação, mas estou certa disso" — falei, a voz firme. — "Minha vida já corre risco constante só por eu estar aqui. Não me resta nada, apenas a minha dignidade. E eu só entregarei..." — as palavras eram difíceis, a confissão íntima e humilhante — "...só entregarei minha virgindade quando eu me sentir à vontade. Você é meu marido, nós ouvimos um pouco daquela ópera juntos, mas você ainda é um estranho. E sou grata pela sua compreensão." Ele deu um sorriso de canto, um gesto que eu já com

