(Inicia-se o segundo mês do contrato - Parola D'onore.) Um mês. Fazia um mês que eu era Emanuele Rossi. O terror inicial, aquele pânico agudo que me fazia pular a cada sombra, tinha se dissipado, dando lugar a algo talvez pior: uma rotina sufocante. A estranheza virou meu dia a dia. As manhãs, não mais as tardes, eram para o italiano. Eu e Viviana, nos aposentos dela, cercadas pelo cheiro de cera e ervas. Começamos com pronomes e palavras do cotidiano, formas de me apresentar, o básico. Meu progresso era lento, mas constante. Se eu saísse na rua agora, conseguiria ao menos parecer uma turista i****a, não uma selvagem muda. Conseguiria dizer: "Buongiorno, sono brasiliana, e tu? Che bella giornata, no?" As tardes eram para a exploração, minha parte favorita. Usava meu tempo livre para a

