Emanuele pareceu surpresa com a minha decisão, como se esperasse que eu recusasse a ideia de uma testemunha. Certamente não poderia ser meu pai, a menos que quiséssemos morrer antes de a noite cair de verdade. A avó era a única opção. — Andiamo — eu disse, em italiano, sem me dar ao trabalho de traduzir. Ela já estava tendo aulas, afinal. Levantei-me e andei em direção à porta, sem olhar para trás para ver se ela vinha. Ouvi seus passos, pequenos e apressados, me acompanhando de forma cautelosa às minhas costas, como um filhote seguindo a mãe. A presença dela na villa deixava as coisas diferentes. O som dos saltos dela ecoando atrás de mim nos corredores que sempre foram silenciosos. O vislumbre de um vestido verde no meu campo de visão periférica. Era como ter uma criança curiosa pa

