O estalo ecoou no silêncio do quarto. O corpo de Elena ficou mole em minhas mãos, um peso morto. Ajoelhado sobre a governanta, eu olhava para o ângulo quebrado do seu pescoço, para os olhos abertos, aterrorizados. Eu nunca tinha feito aquele movimento antes. Mas eu o tinha visto. Como em um turbilhão, a memória me arrastou para o passado. Para o escritório do meu pai. Eu era criança, m*l entendia o mundo em que nascera. Romeo, mais velho, mais esperto, assistia ao lado do meu pai com uma seriedade que imitava a de um adulto. Ele era capaz de apreciar a lição. Eu só queria ir dormir. — Vejam, meninos — disse Vittorio, a voz calma, didática, para o homem amarrado à cadeira à sua frente. — Algumas intrigas são tão graves... que até um homem de negócios deve resolver com as próprias mãos

