Os lírios brancos eram uma boa escolha. Imaculados, perfumados, a flor da pureza virginal que tanto importava para o meu filho. E também, a flor dos mortos. A beleza da capela era a beleza de um mausoléu bem cuidado. As velas nos candelabros de prata queimavam altas e sem tremer, derramando uma luz solene sobre o mármore frio do altar. Não havia alegria lá. Apenas ordem. Meu filho, Vittorio, sempre fora um homem impaciente. A decisão de apressar a cerimônia, de uma semana para um único dia, não me surpreendeu. Era o método dele. Um golpe rápido e decisivo para selar um contrato, para tornar a posse da garota um fato consumado antes que complicações pudessem surgir. Eficiente. E sem alma. O som da minha bengala era o único ruído enquanto eu levava a noiva pelos corredores em direção às

