Capítulo 25: Emanuele

504 Words

As portas se abriram. O som do órgão, baixo e fúnebre, me engoliu. O mundo através do meu véu se tornou um borrão de luzes de velas e sombras profundas. Viviana me impulsionou para a frente, e minhas pernas se moveram por conta própria, um passo de cada vez sobre o corredor de pedra. O aperto da velha em meu braço era minha única âncora, a única coisa que me impedia de desmoronar. Lá na frente, no altar, três figuras escuras me esperavam. Três silhuetas que representavam meu inferno particular. Eu não conseguia distinguir seus rostos através da renda, apenas as formas de seus corpos. Um deles seria meu dono. A caminhada, que não deve ter durado mais que vinte segundos, pareceu levar uma vida inteira. Quando finalmente paramos, a mão de Viviana soltou meu braço e, no mesmo instante, out

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