(Narrado por Viviana, no passado) O fim de Ettore não foi rápido, nem limpo. Ele apodreceu naquela cama por semanas. No último dia, quando o ar em seu peito já era um chiado fraco, ele me mandou chamar Vittorio. Eu fiquei na porta, observando. Ettore, o homem que me chamou de "put@" por toda a vida, o homem que chamava seu próprio filho de "bastardo" por não se parecer com ele, agarrou a mão de Vittorio. — Você... — ele ofegou, os olhos injetados de sangue e medo. — É um bastardo... mas é um Rossi. Ele puxou uma pequena caixa de veludo de debaixo do travesseiro. Abriu-a. Dentro, as pesadas abotoaduras de ouro do pai dele. O brasão da Famiglia. — Honre o nome. Use-as. No seu casamento... Jure, garoto. Vittorio, com dezenove anos, olhou para o homem que o odiou a vida inteira. Vi a l

