Eu entendi. Cada sílaba. Limpou a sua própria bagunça. Enterrou o problema fundo na terra. O mundo ficou vermelho nas bordas da minha visão. O som da festa, o cheiro da carne, tudo desapareceu. Só restava Romeo, com aquele sorriso triunfante e embriagado, brindando ao cadáver do meu filho e da mulher que eu amava. A taça na mão dele não continha vinho; continha o sangue deles. Minha mão direita se fechou sobre a faca de mesa. Eu ia levantar. Eu ia pular sobre a mesa, ignorar o protocolo, ignorar meu pai, e ia enfiar aquela lâmina na garganta dele até que o sorriso desaparecesse para sempre. Meu corpo se tensionou, os músculos das pernas prontos para o impulso. Senti uma pressão no meu antebraço esquerdo. Firme. Quente. Baixei os olhos. A mão de Emanuele estava lá, segurando m

