A pergunta dela pairou sobre a mesa, uma lâmina afiada apontada para o meu pescoço. De quem foi a ideia? O instinto me gritava para ficar em silêncio, para não me incriminar. Mas um outro impulso, mais forte, nascido do orgulho e da necessidade de mostrar que eu não era um peão indefeso, tomou a frente. — A ideia foi minha — respondi, a voz mais firme do que eu me sentia. — Eu não... eu não estava pronta. Eu pedi a ele um ano de espera. Para me acostumar com a ideia de... me deitar com ele. Viviana me encarou, os pequenos olhos negros me analisando, pesando cada palavra. O silêncio se esticou por uma eternidade. Então, para meu completo espanto, a expressão dura em seu rosto se suavizou, dando lugar a algo que parecia... orgulho. — Sei una ragazza in gamba — disse ela, um sorriso fin

