Fiquei no quarto, ouvindo o barulho do chuveiro, esperando. Caminhei até a janela e olhei para as grades. A minha mente, no entanto, ainda estava no banheiro. Refleti sobre o que tinha acontecido. A minha reação física. Eu não fiquei e******o por maldade, ou por uma luxúria descontrolada e vulgar. Eu estava... apreciando o momento. O toque dos dedos dela em meu pescoço, a forma como ela cuidou de mim, limpando a sujeira que meu pai me obrigou a vestir. Era um momento de cuidado. Não havia outra palavra para descrever. E meu corpo masculino, privado de afeto e endurecido pela violência, apenas reagiu àquela gentileza inesperada. E o mais surpreendente: ela parecia ter entendido. A piada dela sobre o "sonho italiano" foi uma absolvição. O som da água parou. Segundos depois, três ba

