Descemos para o pátio. A noite tinha transformado a Tenuta. Onde antes havia sol e suor, agora havia fogueiras, tochas e lanternas penduradas nas árvores, lançando uma luz alaranjada e trêmula sobre as mesas longas. O cheiro de carne assada, vinho derramado e lenha queimada era denso, quase palpável. A música estava mais alta, os risos mais soltos. O vinho corria livremente, e a Famiglia celebrava. Dante manteve meu braço preso ao dele, um aperto firme, possessivo, não de afeto, mas de território. Ele caminhava com a cabeça erguida, o rosto uma máscara de pedra, ignorando os sussurros e os olhares que nos seguiam. Nós eramos o casal do dia. Os bonecos que dançaram na tina de uvas. Fomos levados à mesa principal. Desta vez, não houve mesa das crianças. Vittorio nos queria perto. S

