Eu olhava para a estrada à frente, observando as luzes amarelas de Palermo passarem como borrões através do vidro escuro, mas minha visão periférica, e cada maldito instinto do meu corpo, estava focado na mulher sentada ao meu lado. Emanuele não dizia nada. Ela olhava para a janela, o queixo erguido naquela postura aristocrática que ela não tinha quando chegou do Brasil, mas que agora parecia ter nascido com ela. O vestido... Cazz0. Quando ela desceu as escadas, senti como se estivesse me incendiando da cabeça aos pés. Era preto. Era tecido de menos e pele de mais. A f***a na perna esquerda subia tanto que, sentado aqui ao lado dela, no balanço suave do carro, eu podia ver a curva da coxa dela, branca e macia, a centímetros da minha mão. Eu queria cobri-la. Eu queria arrancar o paletó

