Capítulo 215: Dante

1620 Words

O silêncio na Suíte Valguarnera era mais pesado do que qualquer gritaria que eu já tivesse presenciado na Tenuta. Acordei com o lado da cama ao meu lado frio. O travesseiro de Emanuele estava perfeitamente liso, como se ela nunca tivesse deitado ali. Mas não estranhei. Levantei-me, sentindo o corpo rígido. O colchão era excelente, mas o peso de Palermo nos meus ombros não permitia descanso real. Fui até a antecâmara. Emanuele estava lá. Ela estava sentada na pequena mesa redonda perto da janela, tomando café da manhã. Ou melhor, encarando a xícara de café preto como se quisesse prever o futuro na borra. Ela usava um roupão de seda branco, fechado até o pescoço, o cabelo preso em um coque severo. Quando entrei, ela não levantou os olhos. — Buongiorno — murmurei, minha voz rouca de sono

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD