O silêncio na Suíte Valguarnera era mais pesado do que qualquer gritaria que eu já tivesse presenciado na Tenuta. Acordei com o lado da cama ao meu lado frio. O travesseiro de Emanuele estava perfeitamente liso, como se ela nunca tivesse deitado ali. Mas não estranhei. Levantei-me, sentindo o corpo rígido. O colchão era excelente, mas o peso de Palermo nos meus ombros não permitia descanso real. Fui até a antecâmara. Emanuele estava lá. Ela estava sentada na pequena mesa redonda perto da janela, tomando café da manhã. Ou melhor, encarando a xícara de café preto como se quisesse prever o futuro na borra. Ela usava um roupão de seda branco, fechado até o pescoço, o cabelo preso em um coque severo. Quando entrei, ela não levantou os olhos. — Buongiorno — murmurei, minha voz rouca de sono

