O médico fechou a maleta com um clique seco que ecoou no quarto silencioso. Ele fez uma reverência rápida, sem ousar olhar nos meus olhos, e saiu apressado, sabendo que o ar naquela sala estava pesado demais para civis respirarem. Fiquei sozinho com eles. O quarto era amplo, com as cortinas pesadas fechadas contra o sol da tarde que partia. Havia duas camas, separadas por uma mesa de cabeceira e um abismo de ressentimento. Na cama da esquerda, Dante estava sentado. Ele recusara a se deitar. Tinha um corte no supercílio e os nós dos dedos da mão direita estavam enfaixados, inchados pelo impacto contra o rosto do irmão. Ele olhava para a parede oposta com uma frieza que me lembrava o meu próprio pai. Na cama da direita, Romeo começava a se mexer. O rosto dele era uma ruína de hemat

