Saí do banheiro, a toalha amarrada na cintura, o vapor ainda se agarrando à minha pele. O quarto estava diferente. Mais claro. As cortinas pesadas, tinham sido abertas. A luz forte da manhã invadiu o espaço, agredindo meus olhos. Tive que piscar várias vezes, a cabeça latejando. Sobre uma mesinha perto da janela, uma bandeja de prata com o café da manhã. Alguém – um criado – entrara enquanto eu estava no banho. Uma xícara estava suja, alguns pratos pequenos, vazios. Ela já tinha comido. Eu não sentia a menor vontade. O cheiro de café e cornetto me enjoava. Emanuele estava ali. Tinha arrastado sua poltrona para perto da janela aberta, aproveitando a luz. Estava lendo um livro em português, a capa colorida um contraste estranho com a sobriedade do quarto. Talvez tivesse pedido um pequeno

