O mundo se resumia ao som da nossa respiração e ao peso quente de Chiara sobre o meu peito. A tempestade dentro de mim havia passado, deixando em seu lugar uma calmaria frágil, que eu sabia ser temporária. Abracei-a, afundando o rosto em seus cabelos loiros, inalando o cheiro dela, uma mistura de jasmim e pele aquecida pelo sol. Aqui, neste emaranhado de lençóis, no silêncio do seu quarto, eu não era um Rossi. Eu era apenas um homem. Ela se moveu, apoiando o queixo no meu peito para poder me olhar. Seus dedos traçaram o contorno do meu maxilar, o toque suave e familiar. — O que aconteceu hoje, Dante? — Ela perguntou, a voz baixa, sem qualquer traço de julgamento. — Você estava... mais desesperado que o normal. A pergunta, tão simples e honesta, atingiu-me como um soco. A mentira se

