O prato de porcelana à minha frente continuava branco, vazio, um espelho do meu próprio estômago. Eu não sabia o que fazer. As travessas de comida estavam dispostas no centro da mesa, longe demais para que eu alcançasse sem me inclinar de forma desajeitada sobre o espaço de outra pessoa. Ninguém me ofereceu nada. Ninguém me disse o que fazer. Era um teste? Ou eu era tão insignificante que eles sequer notavam que eu não estava comendo? Eu sentia os olhares. O da múmia, na outra ponta da mesa, era o mais pesado. Um olhar fixo, desaprovador, que parecia atravessar minha pele. O cretino do meu suposto noivo continuava a me ignorar, focado em seu prato como se fosse a coisa mais fascinante do mundo. E o irmão dele, o bonitão, me olhava com aquele sorrisinho divertido nos lábios, como se eu fo

