Os dias no Palazzo Rossi variavam entre um dia de funeral e um dia de assassinato. Não literalmente, era apenas a sensação. Diferente da villa, em Palermo, não sabíamos o que esperar ou de quem viria o próximo ataque. Na Tenuta, tínhamos apenas o Don Vittorio, na capital, os inimigos pareciam mais numerosos. Desconhecidos, não apenas as palavras venenosas de Romeo e suas “maquiavelações” para nos atingir. E eu ainda achava que ele ia se vingar fisicamente do irmão por ter quebrado a sua cara. Minha rotina era uma coreografia de prisioneira: acordar, ver o lado vazio da cama onde Dante tinha dormido poucas horas, tomar café sob o olhar de dois seguranças, ler na biblioteca sob o olhar de mais um, e voltar para o quarto. Uma princesa de outro reino, um reino pobre que a vendeu, levada par

