Cheguei ao topo da colina, o sol quente batendo no meu rosto. Parei a alguns metros dele. Meu pai não estava olhando para os contadini que trabalhavam lá embaixo. Estava olhando na direção do mar ao longe, o rosto impassível, um brilho azul dizendo que ele estava lá. Esperei que ele falasse da colheita. Da qualidade da safra. Da minha nova e patética responsabilidade. Em vez disso, ele falou, a voz baixa, quase nostálgica: — A primeira vez que bebi vinho, eu tinha sete anos. Fiquei em silêncio. Aquele não era o sermão que eu esperava. — Era meu aniversário — ele continuou, ainda de costas para mim. — De noite. Minha mãe, sua Nonna, já dormia. Meu pai, o Don antes de mim, me chamou ao seu escritório. Ele disse que era um rito. Que o pai dele o fez beber com sete anos. E o avô dele f

