O baile de máscaras foi anunciado e o Palazzo Rossi mudou novamente, feito um camaleão se adaptando às rápidas transformações de tudo ao seu redor. A quietude sepulcral que habitava aqueles corredores foi substituída por um frenesi que eu jamais tinha visto. Eu me perguntava se isso era mesmo necessário. Ou prudente. — Mas isso não vai aumentar os riscos de alguém entrar aqui? — Perguntei a Dante, encostada no batente da porta do closet, enquanto ele terminava de se arrumar para o trabalho. — Estaremos ao alcance dos inimigos da Famiglia. Dante ajustou o nó da gravata e me olhou pelo reflexo do espelho. — Não, Emanuele — ele respondeu, virando-se para pegar o paletó. — São os inimigos que estarão ao nosso alcance. Se alguém se aproximar de você trazendo algum bilhete ou poema, será o ú

