Entrei nos aposentos de Viviana, o coração ainda disparado. Ela me indicou uma poltrona de veludo e se sentou à minha frente, esperando. Em um português apressado, contei tudo o que aconteceu na sala da pranzo: a cobrança de Vittorio, a forma como ele me chamou de "a brasileira", a correção inesperada de Dante e, por fim, a sentença. Dante, proibido de sair da villa até que eu engravidasse. Viviana ouviu sem demonstrar a menor surpresa, os dedos tamborilando sobre o cabo de sua bengala. — Meu filho está colocando o gado no curral. Era o movimento óbvio — disse ela, com uma frieza anciã. — Ele está eliminando a distração. A ordem não foi apenas para você, criança. Foi uma mensagem direta para cortar os laços de Dante com a outra. Pelo menos por enquanto. A lógica dela era assustadora,

