Capítulo 57: Emanuele

469 Words

O mundo ao meu redor se desfez. O som desapareceu, a luz das velas pareceu congelar no ar. A única coisa que existia era a voz rouca de Viviana ecoando em minha cabeça. Eu sei que você ainda é virgem. Meu coração, que tinha parado, voltou a bater com a força de um martelo, bombeando gelo em minhas veias. Como? Como ela podia saber? O criado? O sangue no lençol parecia falso? A cor estava errada? Minha mente girava, buscando uma explicação, uma saída, mas não havia nenhuma. Eu me sentia nua, exposta, minha pequena e única vitória, meu único ato de controle, arrancado de mim e exposto sobre a mesa como um truque de cartas barato. — Eu... — comecei, a voz um fiapo de som. — Eu não sei do que a senhora está falando. A negação saiu fraca, patética. Eu sabia, e ela sabia que eu sabia. Vi

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