O som da cadeira de Dante voltando ao chão ecoou no silêncio da sala da pranzo. Ele estava sentado. A fúria ainda fervia em seus olhos, mas ele estava contido. O riso de Vittorio havia feito o que a briga e as ameaças não fariam: quebrou o momento. Olhei para o Don. Ele estava de volta ao seu cordeiro, o único que tinha permissão para ser um selvagem na mesa. Eu sentia falta de comer com as mãos, mas nunca arriscaria fazer isso na frente deles. O silêncio era de vidro. Ninguém se atrevia a respirar muito forte, muito menos falar. Eu podia sentir o olhar de Romeo em mim, uma mistura de ódio frio e surpresa. Eu havia estragado o show dele. E o estragado por causa de uma sobremesa. Mas tenha pena, eu tinha que suportar aquilo tudo sem nem comer um docinho? Instantes depois, o second

