Caminhei pelos corredores da Ala Oeste, a mente uma confusão de raiva e cálculo. A ameaça do meu pai ainda ecoava na minha cabeça. Que ela seja mãe logo. A única saída era convencê-la a quebrar o nosso acordo recém-formado, pelo bem da vida dela. Odiei o pensamento, mas não via outra opção. Cheguei à porta da nossa suíte e entrei. A sala de estar estava vazia, silenciosa, iluminada apenas pela luz fraca de um abajur. Já passava das cinco; a aula de italiano dela com a minha avó já devia ter acabado. Eu precisava de um banho antes de começar mais uma negociação infernal. Escolhi a porta da direita, assumindo que era apenas um quarto vazio. Abri-a e entrei, já puxando os botões da minha camisa, a cabeça baixa, focado apenas na promessa da água quente. E parei. Ela estava lá. De pé, a

