Capítulo 11: Romeo

419 Words

O ragù de cordeiro estava divino. Cada garfada era um lembrete da ordem e da excelência que meu pai exigia em tudo, da comida aos negócios. O Nero d'Avola descia suave, aquecendo meu peito. Eu estava tendo um ótimo jantar. Meu irmão, por outro lado, parecia estar mastigando cinzas. A mandíbula travada, os olhos fixos no prato, emanando uma fúria silenciosa e infantil que me era tão familiar. Dante sempre fora assim: um turbilhão de emoções inúteis contra a rocha que era a vontade de nosso pai. E então a porta se abriu, e a causa do drama da noite entrou. Ergui minha taça de vinho para cobrir a boca, escondendo o sorriso que teimava em nascer. A brasileira. Trazida de algum lugar esquecido por Deus, parecendo um filhote de passarinho assustado em um vestido vermelho caro demais para ela

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD