O silêncio do Centro Storico à noite me engoliu. A ansiedade era imediata. O gesto foi automático: levei a mão ao bolso para pegar o celular, para avisar que estava subindo. Mas não o encontrei. Procurei no outro bolso. Nada. Onde eu o deixei? Na suíte? Na cantina? Teria caído enquanto eu pilotava até aqui? Um calafrio percorreu minha espinha, mas não havia tempo para pânico. Eu só precisava seguir em frente. E assim eu fiz. A rua, para minha sorte, estava deserta. A porta do pátio interno, fechada. Tudo quieto demais. Meu coração disparou. Com a chave que eu conseguira com o proprietário meses atrás - obtida através de um bom dinheiro e a desculpa do "filhinho de papai preocupado com a segurança da namorada" -, entrei no saguão silencioso. A subida pelas escadas de pedra foi mais pe

