Acordei com um calor estranho nas costas. E um peso. Um peso firme sobre a minha cintura. Dormi tão profundamente que nem sonhos tive. Demorei um segundo para processar, a névoa do sono se dissipando lentamente. E então, o horror me atingiu. Era um braço me envolvendo. O braço dele. Durante a noite, em seu sono pesado, Dante tinha se virado e me envolvido, me puxando para perto. E eu nem tinha sentido, outra desmaiada de cansaço. Que horror! Estávamos praticamente de conchinha. Seu corpo grande e quente colado às minhas costas, a respiração dele, pesada pelo álcool, soprando em minha nuca. Uma onda de repulsa e raiva me subiu pela garganta. Como ele ousava? Depois de tudo? Depois de me ameaçar, de me ignorar, de me tratar como lixo? Calma... não foi de propósito. Não foi, mas que inf

