Saí dos aposentos de Viviana e ele já estava no meio do corredor, andando com passos largos e rápidos, sem olhar para trás. Tive que quase correr para acompanhá-lo, o som dos meus saltos ecoando apressado no mármore. O silêncio entre nós era pesado, mas diferente. Não era mais hostil. Era... tenso. Como a quietude antes de uma tempestade. Seguimos por corredores escuros que eu não conhecia, até que ele parou diante de uma porta dupla de madeira, semelhante à da sala de jantar, ou almoço, ou sei lá. Ele a abriu e me indicou com a cabeça que entrasse. Era uma biblioteca. E era o cômodo mais impressionante que eu já tinha visto. Prateleiras de madeira escura subiam do chão até o teto altíssimo, repletas de milhares de livros com lombadas de couro e letras douradas. O cheiro era de pap

