Capítulo 73: Dante

544 Words

O sol da tarde no Centro Storico era diferente. Mais suave. Refletido pelas pedras claras dos prédios antigos e pela superfície do mar que cercava a península por quase todos os lados, ele perdia sua agressividade e se tornava uma carícia dourada. O ar cheirava a sal, a café expresso vindo das portas abertas dos bares e ao perfume de Chiara, que andava ao meu lado, a mão dela na minha. Este era o meu único metro quadrado de paz no mundo. Andávamos sem rumo pelas ruelas, os vicoli que se entrelaçavam como um labirinto projetado para se perder. Ela ria de alguma piada que eu fiz, a cabeça jogada para trás, o som da risada dela a única música que importava. Paramos para tomar um gelato, ela escolhendo pistache, eu, o amargo do chocolate amargo. Sentamos nos degraus de uma fonte antiga,

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