Que cretino. Nem esperou o que eu tinha a dizer. Simplesmente resolveu e pronto, feito. A cama é dele, a beirada é minha. Um pro lado, um pro outro. O peito ainda me ardia pela raiva contida, e a lembrança do seu abraço me deixou em um estado de confusão que eu odiava. O traste demorou demais. Ele era aquele tipo de homem que demorava um ano no banheiro, fazendo o que precisava ser feito como se tivesse todo o tempo do mundo. Eu me cansei de esperar. Eu precisava sair daquele vestido, que agora parecia sujo e pesado. Fui até o meu armadio. Peguei o meu pijaminha mais modesto, um conjunto de algodão com mangas curtas e calças que, pelo menos, escondia mais do que o short de seda que me deram na noite anterior. Não teria jeito. Mas dessa vez, eu seria cuidadosa. Eu não ia dar a ele out

