A fumaça dos charutos formava uma nuvem densa sobre a mesa de carvalho, um reflexo da névoa que cobria nossas opções. O dossiê de Messina estava aberto no centro, a foto de Alessio Marino nos encarando com o julgamento silencioso de um fanático. — Então — falei, girando meu copo de uísque. — Marino quer sangue. Ele quer uma cruzada. Como respondemos? Bastiano Greco, o Touro da Catania, não hesitou. Eu sabia bem o que o meu maior rival estava pensando. Ele se inclinou para a frente, os ombros largos tencionando o tecido caro do seu terno. — Cortamos a cabeça da cobra, Vittorio. Simples. Se o problema é Marino, eliminamos Marino — ele bateu o punho fechado na mesa, fazendo os copos tremerem. — Me dê a ordem. Meus homens podem estar em Messina antes do amanhecer. Invadimos a casa dele,

