Cuidar de mim. A frase dela, a ordem do meu pai, ecoou na minha cabeça. Eu não precisava ser cuidado por ninguém. Muito menos por ela. Don Vittorio Rossi... cada dia mais senil. Minha vontade foi de esmurrar a porta até ela cair. Ou pular pela janela e quebrar cada osso do meu corpo na queda. Trancados. Depois de todo o tempo compartilhando a suíte, agora tínhamos apenas o quarto. Apenas isso. O efeito do vinho bem que podia durar mais. Mas o que veio foi apenas uma dor de cabeça lancinante, martelando minhas têmporas. A luz do sol, mesmo filtrada pelas cortinas pesadas, era uma agressão. Se não estivessem fechadas, meus olhos se fechariam para sempre. Na penumbra do quarto, ela continuava me olhando. Nervosa. Mantendo a maior distância possível, encolhida perto da parede oposta, com

