— Amare. Amar. Piacere. Gostar. Marito. Marido. As palavras saíam da boca de Viviana e eu as repetia, a pronúncia arranhando minha garganta. Estávamos sentadas em sua sala, o caderno em meu colo cheio de verbos e substantivos. Um mês de aulas, e eu já conseguia formar frases curtas. Viviana, que não perdia um único detalhe, me testou com uma pergunta direta, os olhos pequenos fixos em mim. — E tu, ragazza? Ti piace tuo marito? A pergunta foi o estopim. O cansaço de tentar pensar em italiano, a frustração do último mês, a raiva... tudo veio à tona. Explodi em português. — Gostar? Como eu vou gostar de um homem que m*l vejo? Ele é um fantasma! E quando está aqui, me trata como uma doença, me evitando a todo custo. Nem falar, ele fala. Como eu vou conseguir cumprir o contrato dentro

