Vergonha 7.

608 Words
Luiza. Eu estava completamente perdida nos braços daquele deus grego. Como um homem podia ser tão habilidoso? A língua dele devorava cada parte de mim, enquanto os dedos trabalhavam em uma sintonia inigualável. Já não conseguia pensar em nada. Aquele homem lindo e gostoso estava me destruindo — e destruindo mesmo. Sentia um orgasmo se formando, meu corpo inteiro entrando em colapso. Ele pareceu pressentir e, de repente, parou. Soltei um suspiro pesado. Eu estava desesperada. Não me importaria com o que viesse depois. Pouco importava se ele era frio, arrogante e calculista. Luíza: — Por Deus, Lucca… eu quero. Lucca: — Calma, docinho. Estou apenas começando. Ele se posicionou sobre mim e começou a dar leves “pinceladas” na minha entrada. Lucca: — Vou acabar com esse seu sofrimento. Falou no meu ouvido, me deixando ainda mais louca. Luíza: — Pois cuide… mas vai com calma. Eu ainda sou virgem. Lucca: — Você é louca, garota? Luíza: — Não, é verdade. Ele saiu de cima de mim, vestiu a roupa e foi embora, me deixando no quarto com um sentimento de humilhação. Levantei, vesti minha roupa e agradeci mentalmente por encontrar a Any rapidamente. Any: — Tudo bem, amiga? Luíza: — Vamos embora? Any: — Tá. Saímos de lá o mais rápido possível. Deixei as lágrimas banharem meu rosto e agradeci por Any não me encher de perguntas. Quando chegamos na casa do meu pai, nos deitamos. Ela fez cafuné na minha cabeça e acabei dormindo. Quando acordei, já passava das 10h. A primeira coisa que fiz foi contar para Any o que havia acontecido. Any: — Amiga, ele é um homem responsável e já deixou claro que esse casamento não vai passar a ser real. Ele só não quis brincar com você e te ferir. A primeira vez da gente tem que ser com uma pessoa muito especial e que amamos. Mesmo ele sendo seu marido, não achou que tinha direito a algo tão importante assim. Ele só te levou pro quarto por causa do álcool e acho que acabou se arrependendo. Luíza: — Verdade, amiga… vou ficar longe de bebidas. [risos] Ela me apoiou muito. Fizemos nossa higiene e fomos tomar café da manhã. Já eram quase onze horas quando ela foi para a casa dela — afinal, hoje era o casamento dela com o Dennys. Quando a noite chegou, me arrumei bem bonita, afinal, eu era uma das madrinhas e tinha quase certeza de que o Lucca seria um dos padrinhos. Meu vestido era vermelho puxando para o rosa, e o salto combinava. Fiz uma maquiagem leve, apenas para destacar minha beleza natural. Me olhei no espelho: estava impecável. Saí de casa com meu motorista, mas o dispensei ao chegar, pois meu pai viria me buscar depois. Fui para o quarto onde as meninas estavam — a maior algazarra. Any: — Lu, como você está linda! Ai, que perfeição, amiga. Luíza: — Eu que diga, você está deslumbrante. Nos abraçamos, tentando segurar as lágrimas. A Any era uma bobona mesmo. Saí e peguei uma taça de vinho com o garçom. Fiquei bebendo e observando o ambiente. Eu só queria que minha amiga fosse muito feliz. Sabia o que ela tinha vivido ao lado do crápula do Caio e torcia para que Dennys jamais a fizesse sofrer. Senti como se estivesse sendo observada. Percorri os olhos pelo salão… e lá estava ele. Lindo, com uma camisa vermelha e calça social preta. Ele me encarava intensamente, como se enxergasse minha alma. Senti vergonha pela noite anterior, mas tentei agir naturalmente. Levantei minha taça e fiz um gesto de brinde. Ele retribuiu. Continuei apreciando a noite
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