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Laços do passado

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Blurb

Lady Aurora nasceu em berço de ouro, cercada por sedas e expectativas. Para sua família nobre, o futuro dela é simples: casar-se com o príncipe e garantir o poder da linhagem. Mas, por baixo dos vestidos armados, Aurora esconde cicatrizes de treinos clandestinos com a espada e um espírito que nenhum espartilho consegue conter.Determinada a viver uma vida que nunca lhe permitiram, ela corta os cabelos, veste roupas de camponês e foge do palácio sob o disfarce de um jovem andarilho. O que era para ser apenas um dia de liberdade transforma-se em um caminho sem volta quando ela salva um jovem infrator de uma briga brutal.Acolhida por um grupo de rapazes que vivem à margem da lei na floresta, Aurora passa a ser "um deles". Sob o olhar atento de Lest, o enigmático e perspicaz líder do bando, ela descobre que a verdadeira honra não está nos salões de baile, mas na lealdade de quem nada tem.No entanto, manter o segredo torna-se impossível à medida que a proximidade com Lest cresce. Quando o disfarce cai e a verdade é revelada, um novo perigo surge: como viver um amor proibido entre um fora da lei e uma nobre, enquanto o reino inteiro está à sua procura?

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O peso da coroa de flores
Capítulo 1 O som do metal colidindo era a única música que Aurora realmente apreciava. Escondida atrás das tapeçarias pesadas da varanda leste, ela observava os soldados no pátio de treinamento. Seus olhos acompanhavam cada estocada, cada movimento de pés. Em sua mão direita, ela apertava um cabo de vassoura encurtado, imitando os golpes em silêncio. — Lady Aurora? — A voz da ama de companhia soou como um trovão de realidade. — O espartilho está pronto. Sua mãe a espera para a prova do vestido de noivado. Aurora suspirou, deixando a madeira cair. Noivado. Uma palavra que soava como uma sentença de prisão. Ela seria oferecida ao príncipe como um troféu, um selo em um contrato de terras e poder. — Diga a ela que já vou, Nana — respondeu Aurora, embora seus pés quisessem correr na direção oposta. Naquela noite, o palácio estava imerso no silêncio dos privilegiados. Mas nos aposentos de Aurora, o caos era silencioso. Com uma adaga de prata — um presente de um tio viajante — ela encarou o espelho. O longo cabelo escuro, que levava horas para ser penteado, caiu em mechas pesadas no chão de mármore. Ela não via mais uma dama. Via um rapaz magro, de queixo erguido e olhos famintos por mundo. Vestiu as calças de couro que roubara do estábulo e uma camisa de linho grosseiro. Prendeu a espada que havia escondido sob a cama durante meses e saltou a janela. A queda foi alta, mas o gosto da liberdade foi mais doce que qualquer banquete real. Aurora correu, sentindo o ar mudar. O cheiro enjoativo de talco, perfumes caros e cera de abelha do palácio foi substituído pelo aroma cru da terra úmida e dos pinheiros orvalhados. O vento frio batia em seu rosto agora exposto, e cada estalo de galho sob suas botas parecia um grito de independência. Ela não sabia para onde ir, apenas que precisava se perder para, finalmente, se encontrar. A escuridão da floresta a engoliu, um labirinto de sombras e promessas, guardando segredos que ela ainda não estava pronta para descobrir. Aurora chega a um vilarejo de pedra e madeira parecia uma pintura borrada sob a luz das tochas. Aurora caminhava tentando manter os ombros retos e o passo firme, como imaginava que um rapaz faria. O capuz cobria parte de seu rosto, mas seus olhos brilhavam ao ver a vida pulsando fora das muralhas. Ela parou diante de uma construção baixa de onde vinha um barulho ensurdecedor. O letreiro de madeira balançava com o vento: A Mandíbula do Lobo. Ao entrar, o calor a atingiu como um soco. O lugar cheirava a cerveja derramada, fumaça de cachimbo e suor. No centro, um círculo de homens gritava enquanto dois brutamontes se socavam por algumas moedas de cobre. Aurora sentiu uma eletricidade percorrer seu corpo. Era aquilo. Sem regras, sem etiquetas, apenas a força bruta. Enquanto observava a luta, um movimento rápido à sua direita chamou sua atenção. Um garoto franzino, de olhos alertas, deslizava entre as pernas dos homens bêbados. Com uma agilidade de gato, ele puxou a bolsa de couro do cinto de um soldado distraído. Mas, ao tentar recuar, o garoto tropeçou em um banco. — Rato imundo! — o soldado rugiu, percebendo o cinto leve. Ele agarrou o menino pelo colarinho e ergueu o punho fechado. — Vou te ensinar a não mexer com a guarda real! O garoto fechou os olhos, esperando o golpe que provavelmente quebraria seus ossos. Aurora não pensou. Ela atravessou a multidão e, antes que o soldado desferisse o soco, ela chutou a perna de apoio do homem e empurrou o braço dele para longe. — Ele é só um garoto, seu covarde! — Aurora disparou, a voz saindo mais grossa pela adrenalina. O soldado caiu de joelhos, confuso e furioso. O barulho da taverna cessou por um segundo. — Corra! Agora! — Aurora sibilou para o menino. Os dois dispararam pela porta antes que os guardas se recuperassem. Eles correram pelos becos escuros, saltando caixotes, ouvindo os gritos de "Peguem os ladrões!" logo atrás. O garoto a guiava com precisão, mas os soldados conheciam aqueles becos. Em poucos minutos, eles foram encurralados em uma ruela sem saída. — Acabou a brincadeira, moleques — disse o sargento, desembainhando uma espada curta. Aurora levou a mão ao cabo da sua própria espada, o coração martelando contra as costelas. Ela estava pronta para lutar pela vida quando, subitamente, vultos negros despencaram dos telhados como corvos. — Atrás de mim, Pirata! — uma voz firme e profunda ordenou. Três rapazes surgiram das sombras, cercando os soldados. Mas foi o que estava à frente que fez o fôlego de Aurora travar. Ele era um pouco mais velho, vestia roupas de couro desgastadas e tinha uma presença que dominava o beco inteiro. Com movimentos rápidos e certeiros, os recém-chegados desarmaram os soldados. O líder nem precisou usar uma lâmina; um golpe seco com o cabo de uma adaga foi o suficiente para desorientar o sargento. — Sumam daqui antes que eu decida que essas fardas ficariam melhor no lixo — o líder ameaçou, e os guardas, percebendo que não eram páreos para o bando, fugiram para a luz do vilarejo. O silêncio voltou ao beco. O rapaz de cabelos escuros se virou. Sob a luz fraca da lua, Aurora viu um par de olhos verdes intensos a avaliando. Ele não parecia um nobre, nem um cavaleiro, mas tinha um olhar mais nobre do que qualquer príncipe que ela já conhecera. — Você — ele disse, dando um passo na direção dela. — Quem é você para arriscar o pescoço por um dos meus? Aurora engoliu em seco, tentando manter o disfarce enquanto o coração dava saltos. — Alguém que não gosta de covardes — ela respondeu, tentando soar firme. Um meio sorriso surgiu nos lábios dele. Um sorriso perigoso e fascinante. — Corajoso. E i****a. Gostei — ele guardou a adaga na bota. — Sou Lest. E já que salvou o Pirata, acho que nos deve uma explicação. Venha, a floresta é mais segura para quem desafia a coroa. Aurora apenas assentiu, incapaz de desviar o olhar. Ela viera em busca de aventura, mas, ao seguir os passos de Lest para dentro das árvores, sentiu que tinha encontrado algo muito mais perigoso: um motivo para nunca mais querer voltar.

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