Alessandro Volkov O sabor de Olivia ainda dançava em meus lábios, uma doçura proibida que me embriagava. Aquele beijo, roubado, impulsivo, havia incendiado algo em mim que eu m*l sabia existir. Era uma promessa de possessão, um vislumbre do que eu desejava dela: sua boca, sua pele, sua rendição completa. A urgência de tê-la, de sentir cada curva de seu corpo contra o meu, era uma febre que me consumia. Seus lábios macios, a forma como ela se entregou por um instante, a surpresa em seus olhos antes de se afastar – tudo isso apenas alimentava a chama da minha obsessão. Mas o momento, que deveria ser apenas nosso, foi brutalmente interrompido. A porta da sala de reuniões se abriu, e a figura de Arthur surgiu, um sorriso fácil demais nos lábios, uma casualidade que me irritou profundamente.

