Alessandro Volkov O silêncio daquela sala, uma vez refúgio do meu poder absoluto, agora era preenchido por sombras que rastejavam lentamente em minha direção. Minhas mãos tremiam discretamente ao segurar o bilhete ameaçador de Sergei. O homem que eu aprendera a temer desde cedo, o homem que havia transformado minha inocência em aço frio, estava de volta. — Alessandro, você parece inquieto — a voz rouca, carregada de sarcasmo, ecoou atrás de mim, fazendo meu sangue congelar. Virei-me lentamente, enfrentando a figura esguia e ameaçadora de Sergei Volkov. Sua presença invadiu o ambiente como uma praga indesejada, cada passo dado era uma afronta direta à minha autoridade. — Não me diga que sente saudades — continuei, forçando uma calma que não sentia. A ironia em minha voz era a única defe

