Capítulo 01

1442 Words
Uma noite de festa Beatriz _______ Me olho no espelho e passo meu batom vermelho. Hoje tem tudo pra dar errado. E é disso que eu gosto. — Já tá pronta? — Gabi pergunta na porta do banheiro. — Tô, o que você achou? — pergunto. — Uma grande gostosa. — Mariane diz sorrindo. — Concordo. — Gabi disse e rimos. Sai do banheiro e fui pro quarto da Mariane, peguei a minha bolsa e coloquei o batom vermelho dentro dela. — Já pedi o uber. — Gabi fala. — Tá bom. — digo. Elas pegaram as coisas dela e saímos de casa, o carro não demorou pra chegar, então fomos para a boate. Mostramos o nosso ingresso e entramos. — Não importa o que aconteça, nenhuma sai sem a outra. — Mariane disse. — É isso aí garotas. — falo. Dizem que uma mulher fica mais bonita depois de um término, é verdade, eu sou a prova viva disso, ainda mais quando o termino é por motivo de traição, aí que ficamos mais lindas e gostosas. Tudo pela vinhaça. A música alta, pessoas todo tempo derrubando bebidas umas nas outras por falta de espaço. Fui até o bar com as meninas, eu pedi um copo de gin, energético e gelo de coco. — Vem vamos dançar. — Mariane disse. — Vão vocês, juro que depois eu vou. — eu disse. — Tudo bem, mas não sai dai. — Gabriela disse. Elas foram juntas dançar. — Não gosta de dançar? — ouço uma voz perguntar, me viro e vejo que era o cara do meu lado no bar. — Gosto. — digo me virando pra vê-lo. Ele era alto, pele n***a, olhos castanhos escuros, tinha várias tatuagens, ele tinha um olhar bem forte. — Então por que não dançar com as suas amigas? — ele pergunta olhando nos meus olhos. — Eu gosto de ficar observando quando chego, mas por que quer tanto saber? — pergunto e ele sorri. Puta m***a que sorriso. — Nada, só te achei interessante. — ele diz e dá um leve sorriso. Tudo bem, eu não vou cair na graça de um cara extremamente gostoso e atraente. Não hoje. — Quer beber alguma coisa? — ele pergunta. — Já tô bebendo. — respondi e levantei o copo. — O que é isso, gin? — ele pergunta rindo. — É, por que? — pergunto. — Deveria tomar algo a sua altura. — É, tipo o que? — pergunto. — uísque. — ele diz. — Um bem forte e caro. — Eu tenho cara de quem tem dinheiro pra tomar bebida cara? — pergunto rindo. Ele chamou o barman e pediu pra ele a bebida, ele se levantou e eu percebi o quão alto ele era e também o seu belo físico. Ele colocou o banco dele mais perto do meu. — Não precisava dessa bebida. — falo e ele dá um leve sorriso. — Bebe e depois me fala se não precisava mesmo. — ele diz. Coloco o meu copo de lado e então pego o copo que ele me deu. É, a bebida é forte, cara e muito boa. Ele ficou me olhando a todo momento. — O que foi que você me encara tanto? — perguntei. — Porque você é bonita. — ele diz olhando nos meus olhos — Obrigada. —falo um pouco envergonhada. — Eu não queria te deixar com vergonha. — ele fala e toca o meu rosto me fazendo olhar pra ele. Ele colocou uma mecha do meu cabelo para trás e deu um sorriso largo. — Você tem belos olhos. — ele disse. — E você uma bela boca. — falo e ele ri. — Então por que não a beija? — ele pergunta olhando nos meus olhos. — Estava esperando o convite. — falo. Me levantei do banco e fiquei em pé em sua frente, ele esticou o corpo e colocou as mãos na minha cintura. Entrei no meio da arena dele e então o beijei. Deixei a sua lingua invadir a linha boca, com gosto de uísque e cigarro. Sinto suas mãos indo um pouco mais para baixo e me puxando mais ainda pra perto do seu corpo. Depois do beijo ele ainda ficou com a mão no meu pescoço, e colocou a outra mão no meu rosto. — Você é ainda mais gata de perto. — ele disse sorrido. — Eu deixo você sozinha por 20 minutos e você já está atracada com um desconhecido. — Gabriela apareceu falando. — Relaxa, foi só um beijo. — ele diz rindo — afinal eu nem perguntei o seu nome. — ele diz me encarando. Gabi me puxa pela mão. — É Beatriz. — falo. — O meu é Carlos. — ele diz. — Prazer em te conhecer Carlos. — falo e a Gabi sai me puxando pela mão pro meio das pessoas. — Você beijou um cara que nem perguntou o seu nome. — ela disse brava. — Relaxa, porque eu também não perguntei o dele. — digo. — Não posso te deixar sozinha. — Relaxa que eu não tô atrás de namorado. — Por falar em namorado, aquele ali não é o teu ex? — Mariane diz. Ela estava apontando pro Antônio, agarrado em uma loira de 1,60 de altura, aos beijos como se o mundo fosse acabar amanhã. — Pelo amor de Deus, era isso que faltava. — falo e reviro os olhos. — Vem, vamos pro outro lado. — Mariane diz e pega na minha mão. Fomos pro outro lado da balada. Ficamos dançando juntas, até que eu vi o Carlos ir embora com uma loira. Em seguida vi o meu ex vindo na minha direção. — Alerta de ex, alerta de ex. — falo e as meninas me encaram. — O que? Na onde? — Gabi pergunta. — Logo a frente. — falo tentando disfarçar. — Estava demorando. — Mari diz e me olha. — Oi meninas. — Antônio fala olhando pra Gabi e pra Mari. — Oi. — ambas respondem. — Oi Bea. — ele diz olhando pra mim. — Beatriz, o que foi Antônio? — falo olhando pra ele. — Calma, eu não tô aqui pra brigar, nem nada, só queria saber se a gente pode conversar. — ele diz em um tom calmo. Eu bem sei o que ele quer. — Não, balada não é lugar pra conversar. — falo. — O que custa meo? — Custa meu tempo e minha paciência. — respondo. — Você é sempre assim comigo, eu tô tentando ser gente boa, tentando ser teu amigo e você vem com as quatro pedras nas mãos. — ele diz. — Amigo? Fala sério, você me traiu com Satanás e o mundo e agora quer ser meu amigo, vai caçar o que fazer cara. — falo já um pouco mais brava. As meninas me encaram, já que eu nunca fui de falar nada desse tipo, muito pelo contrário, eu sempre fui a mais calma do grupo. — Tudo bem, já vi que não vai ter conversa com você. — ele diz e faz uma cara de decepção. Ele se vira e sai andando. — Isso, já vai tarde. Encosto. — falo. É acho que a bebida que o Carlos me deu é realmente boa. Pena que ele foi embora com outra, senão eu iria lá agradecer ele. — O que foi isso? — Gabi pergunta rindo. — Nem eu sei. — falo rindo. — Acho que foi a bebida que eu tomei. — Olha só o que o gin não faz. — Mari disse. — Na verdade o Carlos me pagou um dos uísque mais caros daqui, e mais fortes também. — falei. — Ata, agora sim tá explicado a coragem. — Gabi diz rindo. Ficamos daquele lado da balada, dançando e se divertindo até o dia amanhecer, mas tínhamos que ir pra casa, porque nem só o de baladas vivemos. Pedi um uber e fomos pra casa da Mariane, os pais dela não estavam em casa, estavam fazendo uma viagem. Assim que chegamos tirei o salto e me joguei no sofá. — Era disso que eu precisava. — falo. Mariane faz o mesmo e senta na poltrona. — Nossa, parece que eu estava carregando o peso do mundo nas costas. — ela diz e rimos. — Nossa ainda bem que amanhã ainda é domingo e estamos de folga. — Gabi diz. — Nem me fale, segunda estamos de volta para a luta. Subimos para o quarto da Mariane, nos arrumamos pra dormir, arrumamos o quarto também, então cada uma deitou em um canto, me virei de lado, peguei no sono.
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