Malu e eu estávamos no meu parquinho, daddy levou alguns aperitivos que pedi, como queijo, salaminho, presunto em cubinhos como o queijo e tinha azeitona eca.
Daddy disse que tia Cris pediu um cardápio muito estranho naquela empresa, daddy disse que isso serve em qualquer restaurante e que não era bem um cardápio pro natal. Eu ri.
Mas estava muito bom e Malu disse que não comia muitas coisas diferentes e disse que de agora em diante ia comer de tudo... Até as azeitonas que tem um gostinho azedo.
- Malu. - ela comia e eu só brincava com o garfo no queijo até levá-lo a boca.
- oque? - ri, ela falou com a boca cheia de azeitona. Ela riu e mastigou.
Parei de rir.
- você acha que Mariana iria gostar de estar aqui? - Malu engoliu oque tinha em sua boca e me olhou normal.
- ela era igual a você quando tá muito feliz, só que ela é assim 24h por dia. - ri fraquinho. - ela sempre era a mais feliz entre todas nós. Nunca ficava triste e sempre mostrava que o mundo era diferente... Que o nosso mundo era. - me tocou.
- será que ela tinha infantilismo? - agora Malu sabe oque isso é.
- eu não acho... Malu só parecia ser a mais madura e a mais divertida entre todos. - sorri, isso me fez lembrar de alguém.
- nossa mãe era assim. - Malu me olhou já que pegava algo do prato.
- sério? - sorriu fascinada. - e ela... Ela era divertida com você? Ela te colocava pra dormir? - sorri me lembrando dos dias em que não dormia sem algum urso e com a luzinha ligada.
- todos os dias. - mexi nas minhas unhas pra não chorar, normalmente ajuda por eu ficar concentrada em outra coisa.
- Maria. - me tocou e eu olhei pra ela. - eu não sei como é essa sensação... Um pouco, mas quero que saiba que provavelmente ela te amou todos esses dias em que esteve por perto e longe. - sorri.
- pode ter certeza que ela te amou também. - sorri mas Malu se inclinou de volta pro seu lugar, fazendo uma cara triste.
- acho que não, ela nem soube da minha existência. - fiquei confusa.
- como não Malu? Você foi a segunda a sair. - ela deu de ombros.
- mais ela não me registrou... Só você e Mariana. - fiz um olhar triste e a toquei.
- mas isso não significa que ela não te amava. - me olhou. - não sabemos oque se passou na cabeça dela... Ela pode ter chorado mais de mil vezes por ter perdido vocês... Lembra que falaram pra ela que Mariana estava morta? - concordou. - talvez nossa mãe desmaiou quando você estava nascendo... Talvez enganaram ela... Malu, nossa mãe não era um monstro. - ela sorriu fraquinho.
- eu sei, o pai disse que as pessoas merecem uma segunda chance por que erram e acertam e as vezes a gente julga sem saber dos fatos. - fiquei feliz por isso.
- eu te amo Malu. - me inclinei e ela fez o mesmo pra eu abraça-la.
- eu também Maria. - sentir ela era uma das melhores coisas... E era o mais perto da minha mãe que eu tinha... E de Mariana.
- que lindas. - saímos do abraço e rimos. - posso subir aqui também? Eu sou gordo em. - rimos novamente mas ele subiu. - eai maninhas. - era Matheus.
- oi. - disse Malu.
- meu deus quem é quem? - rimos mas ele brincava. - tô brincando, minhas irmãzinhas. - deu um beijo nas nossas cabeças. - vim aqui pra dizer que o meu primeiro presente é.. - ele se sentou mas era muito grande pra estar aqui e do bolso da calça jeans tirou algo. - vou dar esse dinheiro por que acho que vamos viajar. - Malu e eu nos olhando com um enorme sorriso. - quero que gastem com besteiras. - nos deus várias notas de 100.
- quanto tem aqui? - perguntou Malu mas acho que ela já sabe fazer conta.
- 500 pra cada. - fiquei animada. - agora tem outra questão.. - levou a mão a boca.
- oque? - fiquei curiosa.
- tem dois presentes, um rosa e um roxo. - Malu e eu nos olhamos.
- rosa!
- roxo! - basicamente falamos juntos.
Matheus riu.
- então tá. Vamo entrar um pouco? Pri já quer dar os presentes mas eu falei pra ela esperar. - eu ri.
- sei, você que quer dar primeiro. - eu conhecia ele e Pri não é assim.
Nós três rimos.
Quando entramos todo mundo estava na sala e Pedrinho conversava com meu pai super de boa e até ria.
Me sentei ao lado do daddy e ele me olhou com um sorrisinho.
- daddy.. vamos contar? - digo no seu ouvido.
- vamos. - sorriu pra mim e eu respirei fundo.
- gente. - acho que não falei muito alto.
- pessoal a Maria quer dizer uma coisa. - a voz do daddy saiu bem alta e ele se levantou e me puxou também. Fomos pra frente de todo mundo e eles nos olharam.
Daddy e eu nos olhamos também sorrindo.
Henrique.
- daddy e eu estamos noivos. - disse Maria e todo mundo ficou surpreso mas em poucos segundos começaram a festejar.
Naquele momento olhei pra Maria e seu olhar se encontrou com o meu.
Estava muito orgulhoso de mim, um cara que já foi h******l com as mulheres e que nunca ligou pro amor... Alguém que estava pouco se fudendo pra vida até encontrar Maria...
Meu grande amor.
Estava orgulhoso de ter escolhido ela, de ter achado ela... De tê-la só pra mim.
- eu te amo tanto. - digo ouvindo todo mundo festejar.
- eu também. - nos beijamos e ouvimos mais gritos e assovios.
Porém paramos quando ouvimos o barulho da campainha e minha mãe saiu toda feliz dizendo ser Caio.
- seu presente de natal chegou. - disse Maria e fiquei confuso mas ela não me deixou ver oque era.
Em poucos minutos quem entrou em casa era apenas Caio e Letícia sendo acompanhados pela minha mãe.
Desfiz o sorriso.
Era quem? Meu presente era um deles?
Os dois cumprimentaram todos e fizeram bons elogios. Letícia tinha uma enorme barriga.
- oi.. - ela chegou em mim pra cumprimentar e fui educado por ser natal e por estar noivo.
Dei um abraço e nada mais. Maria deu um beijo assim como Letícia e ficou por isso mesmo.
Caio se entendeu com Álvaro e pareciam se conhecer a muito tempo... Enquanto isso Malu estava com receio e foi pra cozinha.
Fui atrás pela mesma preocupação que tenho caso fosse Maria.
- tudo bem Malu? - ela largou o docinho sobre o prato decorativo sobre o balcão, parecia assutada. - pode pegar. - digo e ela pega com medo mas não come.
- isso é... Uma família unida. - ela parecia ter medo. - não me sinto parte disso. - ficou triste.
- Malu.. - me aproximei. - demorou muito pra eu entender que minha mãe irá casar de novo, que terá outras pessoas pra ela cuidar e que ela vai morar longe. - Malu olhou pro docinho em sua mão, que era de chocolate com avelã e aquela coisa toda de rico, era bem diferente dos normais.
Minha mãe queria o natal perfeito mas ela esquece que ninguém aqui é da realeza.
- as vezes também sinto que não faço parte da família... Até Maria. - ela me olhou.
- você... Gostaria se sua mãe fosse embora? - neguei na hora.
- não... Mas ela já é adulta e seus filhos são crescidos. - Malu sorriu fraquinho.
- eu queria que minha mãe estivesse aqui com a gente. - disse e isso me partiu o coração.
- sabe de uma coisa Malu. - me sentei na cadeira do balcão e puxei a outra pra ela fazer isso, que fez sem hesitar. - eu também fico muito triste quando penso assim. Sabe, nunca gostei do meu pai por que ele foi h******l desde que eu era pequeno... Então nunca gostei dele... Mas depois que ele morreu tudo isso mudou, por que ele morreu pra salvar alguém que amo e hoje é estranho não ver ele nos meus natais ou mandando algo de outro país como presente como ele sempre fazia. - Malu sorriu fraquinho.
- ele salvou quem? - sorri.
- Maria. - Malu ficou com medo. - mas tudo bem, não aconteceu nada de mais. - sim, aconteceu e foi h******l mas eu não queria dizer a ela e preocupa-la. - todo mundo lá na sala é gente de bem, são pessoas que querem o seu amor e que querem te dar amor. - dei carinho no seu cabelo.
Quase via Maria na minha frente pela expressão que ela fazia por ser igual.
- Henrique.
- hum?
- você promete deixar minha irmã sempre ao meu lado?... Eu não quero perder mais ninguém. - sorri com ternura.
- eu prometo, não se preocupa. - sorri. - e agora quero saber como tá indo as aulas. - ela se animou.
- eu amei as aulas de ciências... A natureza... Os animais... Sei que ainda tô no começo e que quando eu terminar verei como é coisas mais relativas. - sorri contente.
Talvez ela ainda estivesse na matéria de ciências do quarto ou quinto ano.
- vai se dar bem. - alisei seu cabelo.
- daddy! - me virei pelo susto. - o amigo secreto!
Uau! Me lembrei do dia em que pedi Maria em casamento, que foi quando planejamos todo o natal e fizemos o amigo secreto.
"- p***a do c*****o em. - digo baixo puto da vida. - quem tu tirou? - aqueles eram os papéis que tinham sobrado já que não fizemos todos juntos, todos já tinham pegado e só sobrou cinco para eu, Pedro, Beatriz, minha mãe e Maria.
- Matheus por que? - disse Beatriz.
- troca comigo?
- quem tu tirou? - era meio óbvio que ela não trocaria. - aaaah sem chance alguma, vou dar oque de presente pra essa mulher? Tá louco Henrique?! - era Letícia.
- por favor Beatriz... Como que eu vou dar um presente pra ela..
- com as mãos te vira. - ela saiu andando mas eu insisti.
- te dou oque quiser. - ela pareceu pensar, mesmo brava. - por favor Bia..
- aff tá bom. - pegou o meu papel e deu o dela pra mim. - quero um notebook da Apple de natal igual o da Maria e 200 reais agora. - meu deus.
- tá, te dou o dinheiro agora mas o notebook só no natal.
- feito. - ela deu um sorrisinho".
- daddy! - cai na real.
- tá, tá bom.
- faltam dez minutos pra dar meia noite. - ela parecia desesperada.
- Mah, quem você tirou? - a voz da Malu estava frágil.
- a Pri. - sorriu animada. - e você? - Malu fez uma cara.
- alguém. - provavelmente Maria.
- tá vamo lá pegar os presentes. - digo antes que ela faça especulações.
Todo mundo deixou os presentes em baixo da árvore de natal mas Maria deixou lá em cima por ter esquecido eu acho.
Subimos só nós dois pro nosso quarto e eu fechei a porta quando ela passou.
Maria não usava mais o salto alto mas estava muito gostosa naquela roupa.
- daddy cadê? Onde você colocou? - ela procurava no guarda-roupa.
- tá aqui em cima. - fui até ela e fiquei atrás da mesma... Foi proposital pra senti-la ou só pra pegar o presente?
Talvez a primeira opção.
- você vai ganhar um presente enorme de natal mas depois... Só nós dois aqui no quarto. - aquilo me matou e mesmo ela carregando a sacola na mão com o presente da Priscila, não deixei de agarra-la e beija-la.
- o.. presente daddy. - interrompeu e foi bom, mais um pouco e eu tirava aquela roupa dela.
Quando descemos minha mãe, Pri, Malu e Letícia estavam na cozinha ajeitando a mesa.
Não caberia todos nela mas as crianças comeriam no balcão... As crianças, tudo com 16 anos pra cima.
Maria foi pra sala e ficou lá conversando e respondendo as perguntas do Caio.
- Malu pode comer se quiser. - Malu pegou um dos docinhos de antes.
- teu cabelo é muito bonito... É bem comprido. - Malu sorriu para Letícia. - gosta dele assim? - concordou tímida. - eu tinha um cabelão também. - isso me fez lembrar dela rebolando ao som do funk... O enorme cabelo até a b***a.
Mas não me alegro com esses pensamentos e nem quero que voltem a se tornar realidade.
- e você sabe fazer aquelas tranças? - perguntou Malu e eu só estava ouvindo por que tinha medo de Letícia dizer algo.
- eu sei, quer que eu faça? - Malu ficou animada.
- sim por favor. - sorri. Ao menos alguém nessa casa gosta da Letícia que não seja Caio e minha mãe.
Claro, Pri também por que não sabe de nada e nem Álvaro.
Agora o resto... Até meu irmão não gosta.
Enquanto Letícia fazia a trança no cabelo da Malu, eu fiquei ajudando as meninas a organizarem a mesa que já estava impecável, só que sem a comida.
Coloquei o frango bem no centro da mesa e Pri e minha mãe colocaram o resto.
Peguei mais taças pra gente tomar champanhe mas tirei os refrigerantes do congelador pras crianças/adolescentes adultos.
- oi daddy. - me assustei e sorri.
- oi. - eu pegava copos de vídeos novos pra eles beberem refrigerante.
- tia Cris deixou? - ri.
- não mais os outros tão tudo sujo, quantas crianças tem nessa casa pra usarem tudo isso?
- nenhuma. - ri. - tá bom, eu quero saber quando que vamos comer a sobremesa. - ri.
- mor... Falta oque? 4 minutos pro natal? Primeiro a ceia... Conversas... Os presentes... Aí lá depois a sobremesa. - Maria pensou até se inclinar.
- mais da pra roubar um docinho do balcão? - ri.
- da meu amor. - ela saiu toda feliz e foi pra onde Letícia tava com Malu.
Ela ficou lá conversando e talvez Letícia tenha mudado, estava rindo e fazendo elas rirem. Confesso, fiquei contente.
Logo minha mãe ficou desesperada chamando todo mundo pra rua por que ia começar os fogos e eu atrás da Maria até acha-la, era a última a sair.
- não... Você não pode ir na rua. - ri.
- por que? - ela corou.
- é que... Seu presente. - ficou desesperada.
- mor..
- por favor. - realmente Maria estava num desespero.
- então vamos pros fundos. - não seria r**m, passaria o natal ao lado de quem amo. - fomos pro quintal onde eu olhei no relógio, um minuto para meia noite.
- eu te amo daddy.
- também te amo. - abracei ela de lado e a gente olhou pro céu.
Começou a dar tantos fogos, Maria se assustava mas estava gostando.
Estava com ela, só eu e ela.
A amo tanto, não cabe nem no peito, quando olho pra ela é uma sensação multiplicada de desejo.
Os fogos duraram bastante tempo até todo mundo entrar e minha mãe começar com suas especulações "onde tavam?; Não foram pro quarto né?; Por que não estavam lá na rua?"
Aí aí, essa dona Cristina.
Agora era o momento mais legal pra Maria, planejado por ela a tantos dias.
Todos sentamos na sala e os mais novos no chão.
Começou por quem estava na ponta, Álvaro.
- meu amigo secreto... Ou amiga. - ele pegou o presente em baixo da árvore de natal. - é alguém que cuidou do meu bem maior como se fosse sua... Não é o Henrique. - a gente riu. - é alguém que foi mãe e amiga da minha pequena. - obviamente, dona Cristina.
Eles se abraçaram, se agradeceram até ser minha mãe.
- bom, nem sei oque dizer do meu amigo secreto, só que ele é um verdadeiro homem. - Caio...
Aí foi Caio, que tirou Beatriz. Beatriz tirou Letícia obviamente e sua frase foi "minha amiga secreta será minha meia irmã", só isso que ela disse e se esforçou pra dizer isso, minha mãe quase bateu nela ali mesmo.
Letícia tirou Pedro e pela sacola todos já sabiam que era o PlayStation da última geração.
Agora era Pedro.
- minha amiga secreta é garota obviamente. - todos riram, ele estava tímido e passava a mão naquele cabelo grande dele... O tal cabelo de Sasuke que Becca diz. - ela tem um clone. - rimos novamente. - cabelão... Aah é a Maria Luísa. - rimos e Malu foi muito tímida até ele, agradeceu e o abraçou.
Agora era ela, toda tímida.
- minha.. amiga secreta... - me olhou com medo e a encorajei com o olhar, ela respirou fundo. - é da minha altura.. tem boas piadas e me mostrou o mundo mágico do sorvete e...
- eu! Sou eu! - rimos após Maria se levantar. - é eu né? - ela ainda pergunta.
- sim. - se abraçaram.
- obrigada maninha! - Malu foi sentar e Maria pegou o presente da Pri. - não falem nada, deixa eu falar. - sorri, tão fofinha. - minha amiga secreta carrega um bebê... Que pode nascer f**o igual ao pai. - rimos, principalmente Pri. - ela ama livros e chá e tem os melhores conselhos da vida!... Fora que ela ama o meu irmão. - rimos. - é a Pri. - todos sabíamos.
Maria entregou o presente.
Aí a Pri tirou o Álvaro, como ele já tinha ido o Matheus foi o próximo e ele me tirou e eu tirei ele.
Pra variar.
Porém... Haviam os presentes fora do jogo, Pri deu dois kits de maquiagem pra Maria e Malu, pijamas iguais e esmaltes e elas amaram. Matheus também deu presentes pra elas, diários, agendas e coisas de material de artes e tudo era roxo e rosa, Maria ficou com rosa e pareciam ter concordado com isso antes.
Basicamente todo mundo se deu presente depois. Álvaro trouxe do carro com a ajuda do Matheus, os dois patins, as duas bicicletas e mais coisas pras duas, já que Maria pediu e obviamente não seria só pra uma.
Fiz o mesmo com o skate.
- mor. - eu vim do meu escritório.
- AAAAAH! - gritou e ri. - daddy! - sorriu pegando um dos skates.
- desculpa não ter achado de anime como queria. - ela olhou o shape.
- não faz m*l, eu amei. - em baixo tinha outro desenho.
- pra Malu também. - Malu estava olhando e entreguei a ela.
Ok, Maria teve seu primeiro tombo mas riu.
Pedi para a loja montar o skate lá mesmo já que a loja era só de skate e bicicletas. Então era um bom skate e não aqueles que compramos baratinho.
Beatriz claro... O notebook e pro Pedro não dei nada mas ele ganhou do Caio, da minha mãe e de Álvaro.
O resto do que eu tinha pra dar pra Maria eram roupas, sapatos e a rede que ela tanto pediu mas isso era grande de mais pra trazer aqui pra baixo e tava lá no quarto dentro da caixa.
Agora sim, comida.
Todo mundo tava se servindo então esperamos.
- eu ajudo Henrique. - Pri veio até mim já que eu estava com dois pratos que seriam da Malu e da Maria. Malu estava com vergonha e eu serviria pra ela e pra Maria junto.
- tá, serve a Malu que eu sirvo a Maria. - ela concordou.
- oque tu gosta meu amor? - Malu ficou tão tímida.
- de... Tudo. - Pri riu.
- uau, que coisa boa. - sorri.
- quer o que? Hum? - dei carinho na Maria.
- tudo menos aquela salada que tem azeitona. - concordei.
Fui pra mesa e peguei um pouco de cada coisa e levei pra Maria, ficou uma montanha de comida.
- Malu, quando quiser mais não fica com vergonha de ir pegar tá? - digo mas Pri ainda não tinha voltado.
- é que... Não quero atrapalhar.
- atrapalhar oque? O natal também é seu. - disse Bia, lambendo os dedos com a maionese do seu prato, ela se sentou do outro lado do balcão.
- é que... A gente só podia olhar. - neguei olhando pra Beatriz por que ela sabe que tem que ser mais sensível.
- ah... Mas essa também é sua casa. - agora sim. Malu sorriu. - ninguém vai te xingar ou mandar tu sair. - toquei na sua mão. - exceto o Pedro, ele é um animal. - Malu riu assim como eu.
- daddy. - Maria estava sentada ao meu lado e eu em pé.
- hum? - me inclinei.
- vou comer e você também e depois vamos lá pegar o seu presente. - até me esqueci e queria muito saber por que ele estava na rua.
Mas servi refrigerante pra todos eles, Pri deu o prato pra Malu e a gente seguiu pra mesa.