Henrique.
Eu esperava Maria da consulta ao ginecologista e hoje ela quis ir sozinha... Lá fui eu imaginar oque ela vai conversar com a médica.
E quando ela saiu as duas ficaram rindo na porta. Maria Maria.
Depois fomos no shopping e deixei ela escolher oque usaria no natal, no fim Maria queria estar apresentável "já preciso ser uma mocinha daddy". Ela disse isso por que sugeri um vestido rosinha que achei bonito, mas Maria quis um preto... Logo depois mudou de ideia.
Não ligava muito pra essas coisas de cores do natal e ano novo e não tava afim de encher a cabeça da Maria com isso, mesmo que ela saiba. Ela também odeia por que daí tem que comprar a roupa daquela cor e tal.
No fim ela comprou dois vestidos, um seria pra Malu que comprou num número menor. Comprou salto também e... Outro chinelo holográfico por que ela fez uma choradeira no shopping por que eu falei que não tinha necessidade.
Lá foi ela comprar um pra Malu também. Tudo que era pra Maria vinha pra Malu também.
Ah, antes da consulta ao ginecologista, não era de hoje que eu via Maria com certas dificuldades em ficar olhando normalmente pra tal lugar, ou ela apertava os olhos ou chegava mais perto, isso acontecia com o celular, que ela aproximava no rosto por dizer que não conseguia enxergar.
Então a levei no oftalmologista.
E realmente Maria precisava de óculos e ele falou que se ela não tivesse chegado antes, teria piorado pra ela.
Mas Maria não era obrigada a viver usando, por exemplo, ela tinha que usar quando fosse assistir tv, usar o celular, ler, escola... Mas pro básico como brincar, fazer as refeições ou algo do tipo, não tinha necessidade.
Também Maria não gostou da ideia de usar óculos e vai viver sem eles. Antes ela tinha, essa não é a primeira vez no oftalmologista, mas naquela escola tóxica em que Maria estudava, eles roubaram. Maria pode ter perdido mas teriam achado e nunca foi achado, a diretora mesmo passou nas salas de aulas e ninguém tinha ideia do que aconteceu e eu me lembro, cuido muito bem da Maria e lembro de sempre colocar dentro da sua mochila, ela não perdeu em outro lugar como disseram.
Mas tudo bem, já passou isso.
Então no shopping mesmo eu fiz o óculos. Maria escolheu um bem bonito e terminamos as compras.
Basicamente encomendei algumas coisas que minha mãe pediu por que o resto, decoração de natal, a árvore... Tudo seria contratado de uma loja que atua para os "ricos", na página deles só mostra gente famosa e rica seguindo e até nas fotos.
Foi caro e não tem muita necessidade mas quem pagou não fui eu.
Porém oque levei hoje era enfeites que minha mãe pediu que iriam na escada, que ficariam no corrimão no caso.
Maria comprou presentes pra quem quis e hoje teria um almoço lá em casa.
Faríamos amigos secreto por pedido da Maria e eu não pude negar.
Maria só disse isso "por que se não tiver amigo secreto daddy, Bia e Pedrinho ganharam presentes só dá sua mãe e os adultos não vão ganhar".
Mesmo assim eu daria o meu presente pra Maria normalmente mas teria o amigo secreto.
Nosso Natal seria com Letícia...
Então eu precisava incluí-la nos papéis.
Já em casa Maria quis colocar os enfeites como decoração e minha mãe estava eufórica por que quem ela contratou viria aqui pra montar a decoração deles, oque comprei iam nas prateleiras e nem eram muitos enfeites.
Maria fez os papéis e colocou dentro de um saquinho, tudo bonitinho.
Teria um almoço aqui agora pra gente decidir isso e só faltava esse pessoal chegar pra montar a decoração.
Faríamos um churrasco mesmo.
Maria estava faminta por comida mesmo e pediu um sanduíche, fiz pra ela por que nem deu tempo da gente comer um sorvetinho na rua e pedi desculpas por que sempre compro e ela nem pediu hoje por ver a correria. Tadinha, fico com peninha por que Maria é toda sentimental.
Mas ela não ligou e disse que tudo bem por que estava animada com o natal.
Ela foi pro seu quarto com o lanchinho pra embrulhar os presentes que comprou pra Malu, que seria dado separadamente assim como os meus presentes pra Maria... Que chegariam em dois dias.
O natal era em cinco dias, ainda tinha tempo pra resolver muitas coisas.
Enquanto Maria não estava ajudei minha mãe com o serviço pesado e lavei o chão, Lennon tomou um banho e tive que dar outro nele por que tinha produtos de limpeza que fariam m*l caso ele lambesse, ele havia caído na água do chão sem querer. Ele me arranhou todo mas quanto mais eu falava pra ele ter calma, ele ficava quieto e só miava. A água tava bem morninha no tanque.
Depois ele foi se secar no parquinho da Maria e eu precisava limpar lá também, tava com folhas lá por cima tudo.
Mas terminei aqui primeiro e Maria veio com o dedo sangrando, ela pregou com o grampeador mas foi só um furinho, coloquei um band-aid da hello kitty e nem era da Maria, era da Beatriz, que achou fofo e comprou na farmácia outro dia.
Maria foi limpar oque tava fácil no seu parquinho, por que ela não ia conseguir tirar todas as folhas, mas juntou com a vassoura específica e depois ajudei ela a colocar no saco de lixo.
Aí chegaram gente, montaram a tão desejada árvore que tava matando minha mãe e fizeram oque tinham que fazer.
Minha mãe também contratou um bufê pro natal, que só traria a comida pronta e tudo mais... Mais uma coisa pra ela ficar preocupada meu deus.
Depois Maria quis atenção minha e dei, ela pediu uma rede de natal e tínhamos, só não tinha mais a outra árvore em que costumava ficar, só tinha uma. Mas improvisei e pro peso da Maria dava, ela ficou muito feliz que pegou seu celular e um travesseiro e foi ler ali, me pedindo pra chama-la pra tomar banho antes que todo mundo chegasse.
Maria Luísa.
Estava acostumada a acordar bem cedo, quando o sol ainda não havia nascido. Depois tomávamos café da manhã, pão e água e após isso começavam as tarefas domésticas. Eu sempre arrumava a cozinha toda. Era minha única tarefa quando saía do porão.
Mariana costumava arrumar o quarto do nosso pai, que era o dono da casa e quem mandava, ela nunca voltava na hora certa e quando isso acontecia ela tinha que voltar pro porão e se arrumar novamente... Seu vestido ficava manchado de sangue enquanto seus cabelos estavam bagunçados.
Ela sentiu aquela dor.
Após isso voltavamos para o porão escuro mas já havia me acostumado com a pouca luz. Eu cuidava das crianças e as preparava para subir... Para sentirem aquela dor também.
E o daí se seguia assim até a noite, no porão, com duas refeições apenas, o café da manhã e o almoço das três horas.
Mariana nunca ficava com a gente por que nosso pai mandava ela ficar lá em cima e quando ela voltava estava sempre chorando.
E um dia ela fugiu, eu apanhei por me dizerem culpada disso e quebrei dois de meus dedos, quando apanhava era com um pedaço de p*u.
Hoje meus dedos estão melhores.
Quando eu fugi atrás de Mariana, já sabia que ela havia ido pro céu e não senti nada por que eu não sei como é essa sensação, nunca fui ensinada, mas posso dizer que me sinto com falta de ar quando imagino que ela nunca mais me dará boa noite.
Em compensação a isso, tenho Maria, que é muito parecida com a gente e lembra o corpo da Mariana, Mariana era bem gordinha por já ter tido um bebê... Que já morreu também.
Agora no relógio marcava 07:32?
Eu não sabia ver muito bem mas eu já havia aprendido com um dos homens que nos levavam para quartos, ele era m*l mas gentil ao mesmo tempo.
Terminei de lavar a louça e hoje a senhorita Melinda não estava, meu pai de verdade a mandou se divertir.
Eu estava aprendendo muito com meu pai e ele me disse que eu posso fazer oque quiser e pensar e dizer também, por que sou eu e livre para muitas coisas.
Então a cozinha estava brilhando por que eu quis arrumar e foi quando meu pai desceu.
Suas palavras foram de "quero que saiba que não é obrigada a arrumar a casa", e terminaram em "você é uma ótima menina e tenho orgulho de ser seu pai".
Ninguém nunca me falou isso.
Depois meu pai me avisou novamente sobre sair de casa para ir na casa da Maria e fiquei com medo de andar de carro novamente, parece que é algo impossível.
Meu pai falou sobre natal e me explicou que ganhamos e damos presentes para quem amamos. Também falei pra ele que nos meus natais eu nunca havia ganhado presente e eu perguntei como deveria ir para servir os outros.
Meu pai ficou muito confuso e eu expliquei, nos natais em que passei a vida toda, tínhamos que se vestir com trajes vermelhos e ficar com o vinho ou champanhe na mão em pé no canto da sala até alguém nos chamar.
Meu pai começou a chorar e eu não entendia por que tudo é um motivo de tristeza.
Para mim isso sempre foi normal.
Ele me abraçou e eu gosto de abraços, são quentinhos e confortáveis.
Depois ele me disse que não queria que eu fizesse mais nada do que me mandavam e eu tentaria.
A manhã passou bem rápido até e quando meu pai disse para eu ir me arrumar, fui tomar um banho e lavei meu cabelão.
Quando sai, ainda de toalhas, meu pai estava no quarto e pediu desculpas mas tudo bem, ele só me deu uma sacola com roupas novas e eu falei que já tinha muitas e ele disse que não tinha limites para ter roupas.
Sorri e agradeci amando aquele vestido.
Coloquei um dos sapatos novos que ganhei e aprendi a fazer uma maquiagem leve com Maria e com o tutorial do... Iou tubi...
Era um mundo cheio de experiências.
Meu novo mundo é melhor que o antigo, não há horário para dormir e nem para ir ao banheiro!
Posso ficar quantas horas quiser na rua e comer tudo da geladeira... E eu realmente como e meu pai ri dizendo que não tem problema.
Amava meu pai e não queria sair do seu lado.
- pai.. - digo descendo as escadas e ele pareceu pronto. Deu um grande sorriso me olhando.
- uau, está perfeita. - sorri feliz e quando cheguei lá em baixo ele abriu os braços e o abracei. - está linda, está... Única. - me deu carinho e sorri.
- o senhor também está. - ele sorriu me olhando. - você e sua irmã são lindas como sua mãe. - meu pai sorriu com lágrimas nos olhos. - nunca te deixarei acontecer m*l algum. - eu voltei a abraça-lo forte por um bom tempo, até Luigi me lamber.
- eu não sabia que existiam esses animais. - ele voltou com aquele olhar e peguei Luigi. - eles são adoráveis e entendem oque dizemos... Mas não falam. - olhei para Luigi.
- você pode escolher um bichinho para adotar. - olhei pra ele e sorri. - do que você gosta? - penso, largando Luigi.
- vi um vídeo de uma mulher com um coelhinho... São tão pequenos. - meu pai sorriu.
- então adotaremos um. - me deu carinho.
Em poucos minutos a gente saiu de casa, eu fui na frente no carro e meu pai me ensinou como usar o sinto e disse que era muito importante por causa do perigo que há nas estradas... E soube disso quando fui atropelada. Levamos Luigi pelo medo dele em ficar sozinho e Lola se dava bem ficando apenas ela.
Eu nunca havia visto um carro e fiquei com muito medo de andar mas meu pai me passava tanta tranquilidade.
O caminho não foi longo e tinha tantas coisas para serem vista na rua... Muitas coisas! Eu fiquei fascinada.
No caminho meu pai me deixou no carro sozinha e fiquei com um pouco de medo mas ele foi comprar sorvete e voltou com muitas sacolas deles.
A comida favorita da minha irmã é sorvete e eu também gosto muito, é uma das melhores coisas que já provei na vida.
Quando chegamos... Uma linda casa...
A casa da minha irmã.
Maria Clara.
- daddy você é fofinho, daddy você é gostoso, você é perfeito, você tem cheirinho bom, você parece um deus, você é gostoso, lindo, perfeito... - eu tentava explicar ao daddy por que ele usando uma camisa preta com um short normal o deixava gostoso e daddy ficava dizendo que não.
Eu usava um vestido normal e preto e fiz uma leve maquiagem.
A decoração lá em baixo estava muito linda e eu tinha medo de que estragassem.
- oiii entrem. - tia Cris falou e eu comecei a pular.
- calma. - daddy tentava pentear meu cabelo.
- daddy tá bom, tá bom. - ele segurou meu braço.
- Maria eles arrecem chegaram, não vão embora tão cedo. - fiquei pensando e daddy passou a escova no meu cabelo.
- aaai. - doeu.
- viu, ficou se mexendo inozou tudo de novo. - foi com calma e não doeu tanto.
Quando daddy terminou eu saí correndo igual louca de pés descalços e quando vi era Matheus e Pri.
Pri usava um vestido rosinha que ia até os joelhos e sua barriga aparecia muito.
- Priiiii! - corri até ela.
- ah, oi meu amor. - me abraçou. - que linda que ela tá. - me deu carinho.
- sua barriga tá aparecendo. - toquei e ela olhou pra baixo. - ele já chuta? - Pri riu.
- não, na verdade ele ainda tá igual uma avelã ainda. - fiquei pensando. - só quando eu tiver com 6 ou 7 meses. - sorri.
- sua barriga vai ficar linda. - ela sorriu animada.
Dei oi pro Matheus, que me encheu de cócegas e me abraçou, sussurando no meu ouvido pra eu ir no seu carro que tinha chocolate, eu fui correndo com sua chave.
Estava na garagem, daddy tirou seu carro pra caber o dele, do meu pai e... De Caio.
Não tinha ódio de Caio, ele é um amor, mas tinha ódio que quem andava grudada com ele 24h por dia.
Mas peguei a barra de chocolate e quando voltei daddy ficou com uma cara perguntando se eu tinha pedido mas Matheus e Pri vieram na minha defesa dizendo que me deram e que tudo bem.
Daddy riu.
O próximo a chegar foram Caio e sua linda filha.
Letícia sim estava com uma barriga muito grande e fiquei me perguntando quantos dias não vi ela.
Usava um vestido também e cílios postiços muito exagerados. Porém ela não parecia muito feliz mas ninguém perguntou.
Fui pra minha rede com meu chocolate, que ninguém quis e eu comi a metade pra dar a outra pra Malu, por que ela adora doce agora.
- Maria. - olhei pro daddy.
- hum? - ele veio até mim.
- teu pai ligou e falou que já tão vindo, tu ajuda a Malu a se apresentar? Ela tá com vergonha. - sai da rede feliz e concordei. - lindinha, deixou um pedaço pra ela? - mostrei concordando. - isso mesmo, agora tem uma irmã pra ti dividir tudo. - eu fiquei rindo.
Quando Malu chegou, foi uma enorme surpresa ver ela sorrindo e...
- Luigi! - corri até ele na coleira, que se atirou no chão no mesmo momento.
- ó, sempre dando o ar da graça pra ganhar carinho. - disse meu pai e ri.
- oi Maria. - me levantei e me virei.
Malu usava um vestido igual o meu, preto e justo e parecia ser bem novinho. Tinha uma maquiagem leve... Ela aprendeu! E seu cheirinho era muito bom.
- oi Malu! - pulei nela. - isso é pra você. - dei a barra pra ela.
- chocolate. - sorriu. - o pai ontem comprou e eu não sabia que viria então não guardei pra você. - sorri.
- tudo bem, não tem problema. - ela sorriu fraco. - oi paizinho. - dei um beijo nele.
- tudo bem? - concordei. - pega o Luigi pra eu pegar a sacola que trouxe. - concordei e eu e Malu fomos entrando mas esperei meu pai quando vi sorvete e fiquei muito feliz.
Tinha uns cinco potes ali!
Daddy o recebeu primeiro e depois todo mundo cumprimentou meu pai, ele foi pra cozinha com daddy... Malu ficou vermelha e era do meu tamanho!
- gente.. essa é a Maria Luísa, ela gosta de ser chamada de Malu e tem 16 anos... É igual a mim e... Não, eu sou igual a ela. - todos riram e Malu também.
- estou feliz de ter uma nova família. - a olhei não esperando por aquilo. - quero conhecer todos vocês. - Malu estava tão tímida.
- ah meu amor. - tia Cris foi a primeira a vim. - me chamo Cristina, sou a mãe do Henrique e da Maria também, pode me chamar de mãe se quiser. - tia Cris deu um beijo nela com um sorriso.
Depois foi Pri, disse belas palavras e falou que fomos lindas. Aí Matheus fez o mesmo com ela que fez comigo... Cócegas. Depois daddy e Caio, que brincou falando que não sabia qual era qual.
E... Letícia tinha cara de confusa e tal, ela não sabia o ocorrido POR QUE NÃO É DA FAMILIA.
Levei Malu pro parquinho e ela gostou muito...
Malu não teve infância e nem adolescência.
Eu entendia oque era isso, não tive uma infância também e estou vivendo ela na adolescência.
Só espero não viver minha adolescência quando estiver adulta.
Malu era muito boa em fazer alguém rir e ficou muito feliz de ter contato com a água da piscina, ela diz que todas as noites quando não consegue dormir, vai até o quintal tocar na água e eu perguntei se ela não tem medo do escuro, ela falou que não e que já estava acostumada... Que triste.
Enquanto a gente tava ali super de boa, Luigi e Lennon se entendiam um cheirando o outro e Malu ria pela paciência deles.
Lily veio logo depois e lambeu Luigi todo e foi muito fofo.
A gente via tudo de cima do parquinho.
Quando ouvimos um barulho eu fiquei com medo e Malu percebeu mas mudei o assunto. Da última vez o barulho era uma briga e essa briga custou um tiro no daddy, então eu tinha medo sim.
Porém aquele barulho foi nada mais e nada menos do que um champanhe sendo aberto e Malu quem falou isso por que ela via outras pessoas abrindo.
Quando entramos eu queria mostrar meus dois quarto pra ela e ficou "dois quartos?!" E ri explicando que um era meu e o outro eu dividia com daddy.
Bom... Lá em cima tem só um corredor, um corredor grande com várias portas... Uma delas, ao lado da porta do meu quarto e do daddy, que fica no final do corredor, tem uma outra porta que é o banheiro igual lá de baixo, sem ser o lavabo claro.
Ninguém usa esse banheiro e eu não sei por que ele estava aqui.
- vocês são... Gêmeas mesmo? - isto mesmo, era Letícia.
- somos. - digo apenas e Malu fica encarando ela.
- você está... Carregando um bebê.. - Malu se aproximou tensa. - é um menino. - Letícia fez uma cara e eu fiquei surpresa.
- é... Sim. - Malu sorriu.
- então que ele nasça muito forte e gordinho. - sorri.
- assim espero. - disse Letícia um pouco confusa e logo desceu. Talvez ela vinha no banheiro mas recuou.
- como sabe que é um menino? - perguntei.
- experiência... A barriga dela carrega um menino a muito tempo. - eu não entendi mas depois Malu disse que várias meninas ficavam grávidas na mesma época e as barrigas eram diferentes, logo depois nascia um menino de uma e menina de outra.
Mas mostrei os dois quarto pra Malu e ela adorou, disse que amava nosso quarto na casa do meu pai e que sentia falta de dormir com alguém.
Nisso tivemos a ideia de continuar com aquela cama de casal ao invés ter uma pra cada, até por que o quarto é mais da Malu do que meu e ficaria estranho seu quarto ter duas camas sendo que uma nunca está ocupada.
[...]
Daddy me dava beijinhos enquanto eu estava a sua frente, sentindo seu pipi atrás de mim.
Já havíamos almoçado a muito tempo e todo mundo tava lá na sala... Eu na cozinha colocando sorvete pra mim, Malu e Bia.
- daddy... - o balcão impedia alguém de ver as proezas do daddy mas eu não queria sentir vontade e dizer pra meninas "já volto" e pro daddy na sala "daddy, você pode ver uma coisa pra mim no quarto?".
Eu era capaz disso sim, com meu t***o ninguém brinca.
Mas daddy parou e riu.
Coloquei bala fini nas três taças grandes assim como calda, canudinhos de chocolate e dois Bis em cada sorvetinho.
Daddy comeu um pouco do meu sorvete e ri pela sua cara por que tava muito gelado.
Aí fui pra rua, Bia tirava sorrisos da Malu e eu ficava olhando pra elas super feliz.
- um pra você e um pra você. - digo entregando a elas e quase deixando o meu cair, foi por pouco.
- em Maria, perguntei pra Malu se eu bater nela tu sente. - ri mas fiquei séria depois.
- será? - ela riram.
- não né Mah. - ainda confusa.
Mas dei um tapinha na perna da Malu.
- ai. - riu.
- eu não senti. - elas começaram a rir. - acho que tá quebrado. - elas riram de novo. - oque? Pode ter algo errado. - elas continuavam rindo e nem tem graça.
Quando começamos a comer o papo tava só entre as duas e eu olhei com uma cara pra Bia por que não era pra ela falar e nem perguntar nada sobre oque aconteceu com Malu mas ela insistiu.
Perguntava como eram as pessoas e Malu descrevia. Depois como era o lugar onde dormia e oque ela costumava comer.
Malu comia arroz.
Ela disse "arroz", Bia perguntou mais um pouco sobre "só isso?" E Malu disse sim, que era arroz num dia e as vezes quando alguém dava algo especial... Que era carne. Mas sempre era pão e água.
Por isso no almoço Malu comeu tanto arroz, era óbvio que isso não era estranho, arroz é comida mas ela realmente comeu muito.
Depois falei pra gente trocar de assunto pro que sentia a indiferença no olhar da Malu e presumi que elas estava triste.
Fui pegar mais sorvete...
- que p***a Letícia, se ela ver isso fica muito magoada.
- então esconde.
Já estava só de ouvir.
- daddy... - ele olhou pra trás... Segurando um vestido.
Na hora na minha cabeça me passou tantas coisas... Daddy pode ter ficado com a Letícia na nossa casa e tirado seu vestido... Que ele devolvia agora.
- Maria..
- fala a verdade pra ela. - olhei pra Letícia e de volta ao daddy, que tava puto da vida.
- sai fora... Não se mete. - daddy se virou e ordenou. - por favor Letícia, sai. - Letícia saiu.
Daddy tinha tanto ódio.
Mas Letícia saiu e daddy se aproximou, recuei.
- Maria. - olhou triste por eu ter feito isso.
- oque você fez com ela? - ele olhou confuso mas eu senti vontade de chorar e fui pro meu lado direito, onde era a lavanderia e daddy me seguiu, fechando a porta.
- amor... - larguei a taça e levei as mãos aos rosto, chorando baixinho.
Daddy pode ter transado com ela na nossa cama... Ou aqui!
- não tira conclusões sem saber oque tá acontecendo. - daddy me tocou e me virei. - Maria... Não faz assim comigo. - daddy estava triste. - não faz isso meu amor. - me abraçou forte por trás, me balançando no seu abraço até eu me sentir bem. Me virei pra ele e o encarei, daddy estava m*l.
- tá se sentindo culpado... Então fez algo. - digo.
- fiz... - meu olhar fragilizou. - mas não isso que tu tá pensando. - não falei nada.
- você não pode mentir. - digo frágil.
- e não vou, ei, não vou. - pegou meu rosto. - posso explicar? - concordei fraquinho. - hum? - concordei novamente.
- pode. - digo tristinha.
- outro dia teve outro almoço, tu tava na casa do teu pai e soube por que eu te contei... Beatriz não gosta da Letícia e derrubou um copo com algo dentro no vestido dela. Xinguei tanto Beatriz por que ela não pensou que eu teria que emprestar um vestido pra Letícia... Aí eu peguei um seu, esse no caso. - daddy pegou de cima da máquina de lavar.
Desfiz aquela cara.
- era só isso? - concordou sincero. - então por que sussurravam? - deu de ombros.
- por que ela foi pro carro, aí voltou, me chamou no meio de todo mundo e todo mundo ficou com uma cara... Aí ela "Henrique, trouxe o vestido da sua namorada". - daddy interpretou a fala de um jeito debochado. - falei pra ela não trazer o vestido, e é esse, que a Maria não gosta. - me mostrou e realmente, nunca usava. - entende? Parece que ela faz de propósito, aí eu sussurrei pra não gritar, por que não tem necessidade dela ficar fazendo isso. - eu entendia. - tô dizendo a verdade meu amor. - concordei fraquinho.
- eu sei daddy. - sorri.
Logo daddy me abraçou e ficamos no abraço por muito tempo, ele ficava me dizendo belas palavras e pedia desculpas por ter dado algo meu pra Letícia. Mas tudo bem, não tava brava com isso. Ao menos daddy não enfiou nada nela.
Depois daddy falou que ia bater na Bia e eu fiquei com medo por que ele parecia sincero de mais, porém só falou que dá próxima vez quem vai dar um vestido pra Letícia é ela mesma... Isso se Bia tiver vestido e isso se haver uma próxima vez... Que daddy disse que pode ser hoje.
Bia odeia Letícia.
E eu também.
Em compensação por se sentir m*l, daddy me deu mais sorvete e me encheu de carinho, coisa que Letícia quando veio pra cozinha não gostou.
Já era amiga, seu tempo com o daddy já era, sentou sentou, se não sentou não senta mais.
Quis mostrar pra ela que eu posso beijar, tocar e dar... Por que fiz esse gesto, empinei a b***a quando daddy tava por trás e o beijo inteiro que ele deu ajudou muito... Ela saiu se mordendo.
Aaah eu adoro fazer isso.
Depois disso vi que aticei daddy e eu teria que o aliviar.. mesmo daddy sendo malvado dizendo que não.
Mas fomos pra lavanderia... Eu chupei daddy todo e não quis s**o por que sei que ficaria com o ar da graça... Sempre depois do s**o eu mudo. Então só chupei o daddy e ele gozou na minha boquinha e engoli tudo como sempre.
Aí voltei a comer meu sorvete derretido e fui pro parquinho, onde as meninas me cobraram pela demora e eu xinguei Bia pelo ocorrido com meu vestido, ela não ficou com expressão alguma ao invés de ódio.
Revirava os olhos e tudo, "eu mato essa mulher, fica se atirando pro Henrique na minha frente, ah se toca né garota".
Parecia Karla falando.
- ainda quebro ela na porrada... Nojenta, escrota... Argh, ela tem muita sorte de estar grávida. - meu deus, Malu e eu nos olhamos.
Eu tinha até medo sabia? Vai que sem querer Letícia cai da escada.
Eu posso odia-la mas nunca colocaria sua vida em risco, nunca mesmo... Ao menos se ela tentasse m***r alguém que amo. Aí tudo muda.
[...]