259° capítulo

3712 Words
Henrique. É, precisei levar Maria no hospital. - da pra ir mais rápido? - perguntei gentilmente ao motorista. - claro, me perdoe. - não, tudo bem... Só tô preocupado. - digo. - ela tá pálida. - disse Malu, que veio junto. - mor? Tudo bem? - conheço Maria, era palidez do frio. - a pressão dela pode tá baixa, e se o rosto ta branco assim pode ser falta de circulação no sangue. - Malu pegou os pulsos da Maria. - pulseiras trancam o sangue assim como alguns alimentos. - dei carinho na Maria prestando atenção na Malu. - precisa de ar circulando, mesmo no frio. - Malu abriu bem pouco da janela e senti um pouco do vento gelado. - provavelmente ela precisa de soro, tá bem fraca, mas precisa tomar muita água. Maria bebe. - abriu a garrafinha de unicórnio da Maria, trouxe pra caso ela sinta sede e o hospital tá cheio do vírus. Maria bebeu um pouquinho. - parece que me senti melhor... Checa meu coração? - ri e Malu também. - hum... - Malu checou atravéz do pulso da Maria. - batimentos bons, mas fracos. - colocou a mão no peito da Maria. - parece bom, pera aí. - fez Maria tirar as costas do banco e colocou as mãos nas costas da Maria. - respira fundo, mas bem fundo. - Maria fez isso. - da pra sentir arranhando, acho que é só gripe, seu pulmão tá meio r**m. Pode ser pneumonia. - Maria se encostou novamente no banco. - espero que seja isso, é o menor dos casos. - sorri pra Malu por que isso fez Maria sorrir e ela parecia melhorzinha. - ok, agora sua barriga. - não... Tá doendo. - não vou apertar. - Maria deixou e Malu colocou a mão delicadamente na sua barriga. - não dá pra saber se tem um nó ou se ela tá meio dura por que você não deixa eu apertar, mas ela parece mole e bem. - Maria riu. - você tá fazendo cócegas. - ri. - senhor, chegamos. - parei de rir olhando e era o hospital. O motorista estacionou. - tá bom, máscaras. - digo. Malu colocou a sua e eu também, ajudando Maria logo depois e ajeitando seu cabelo atrás da orelha. Arrumei sua roupa. Ela usava calça jeans com legging por baixo por que tava bem frio, usava uma blusa normal, uma de manga comprida e um de seus moletons que estavam novinhos e serviam na Maria bem. Os meus ficavam gigante nela e não coloquei por esse motivo. Saímos do carro, os documentos da Maria estavam todos comigo. - Malu, não acho que vai ter médico pra te acompanhar. - digo tentando não desapontar ela, ela tinha um caderninho em mãos e uma caneta. - tudo bem, só vou olhar de longe. - não tira a máscara e não se perde pelo amor de deus. - digo. - tá. O segurança que estava ao lado do motorista no carro nos seguiu. - eu vou com ela senhor Henrique? - perguntou e concordei. - fica por perto. - digo me referindo a Malu e ela tava toda animada. Entramos, preenchi a fixa da Maria usando seus documentos e passamos direto, não estava cheio, era um hospital particular mas as poucas pessoas presentes ali estavam bem m*l. Espero não ser covid. E como sempre que Cida aparece, hoje ela não apareceu. Malu foi pra um lado com o segurança, doida pra ver sangue ou uma cirurgia e eu fui com a Maria. Fomos antendidos e como só podia entrar um e Maria não estava disposta, tive que ir junto. O médico apertou sua barriga e Maria chorou, aí ele se preocupou e mandou pra um raio-x... Me dizendo da possibilidade de ser um bebê. Não havia pensado nisso mas não acho que seja. Maria tem essas dores as vezes. Mas lá fomos nós. Malu. Dilate a veia do braço antes de aplicar a injeção. - mais isso todo mundo sabe Malu. - digo pra mim mesma anotando. Coloque luvas. - é... Com licença senhor, preciso de luvas. - sim? - disse o médico. - luvas, aqui tem a variante do covid-19. - digo e ele entende. - ah claro, tem naquele carrinho ali. - apontou e agradeci. - vem segurança. - digo, indo. O carrinho era... Ao... Lado... De... Uma... Porta... - fique aqui. - digo. - onde você vai? - espera aqui. - entrei dentro da salinha. Meus olhos brilharam. Um jaleco.. AH MEU DEUS UM JALECO SEM NOME! Vesti, toda feliz, ficou grande, sou meio pequeno mas eu dobrei as mangas um pouco. - oque achou? - dei uma voltinha pra ele. - desde que não se machuque, ficou bom. - sorri animada. - vamos. - fomos andando e peguei o elevador. - não podemos subir pra outros andares. - xi, você só me segue, se não pode voltar pro carro. - digo anotando. - desculpa. - me senti m*l. O elevador se abriu após subirmos. Fiquei parada olhando tudo a minha frente. Macas sendo arrastadas, pessoas doentes, médicos pra lá e pra cá e um telefone que tocava sem parar. Grey's Anatomy versão Brasil... E menos legal claro. Sem café em copos descartáveis nas mãos de pacientes e médicos. Mas em compensação máquinas de comidas e bebidas. - ah meu deus! - parei fazendo o segurança parar. - oque está acontecendo?! - disse um dos médicos que entrou no quarto de um paciente. - eu não sei.. ele começou a convulsionar. - você é a enfermeira dele? - o médico era rápido. - eu sou nova aqui.. eu.. - deveria ter chamado um médico! - brigou com ela e me viu. - você! Pegue um carrinho de parada, duas unidades de sangue e sucção, rápido! - ele falou comigo! - pega. - dou o caderno e a caneta pro segurança e saio correndo. - cadê o carrinho de parada?! - digo no corredor. - ali. - apontou uma enfermeira e eu peguei rápido, parando no caminho e pegando o resto das coisas em uma estante. Corri pro quarto. - aqui, tá vendo? É a fonte da hemorragia. - me mostrou após eu chegar... E a parada cardíaca? - você é rápida. - disse a mim. - uou.. - tinha gases em cima de um buraco enorme. Nem dava pra notar que o paciente estava aberto. - oque você está vendo? - enfiou a mão lá dentro e o paciente gemeu de dor. - a.. aorta? - não, em que ano você está? - é.. segundo. - digo. - artéria epigástrica superior. Uma das regras do trauma é achar a fonte da hemorragia e? - perguntou com a mão dentro do paciente. - obter controle proximal e distal. - falei rápido. - muito bem... d***a, vamos ter que fazer um reparo e uma lavagem rápida. - disse com uma expressão. - vai, marque uma sala pra mim, Dr. Soares. - concordei saindo da sala rápido mas ouvi um barulho do bep ligado ao coração. - parada cardíaca. - digo. - rápido, reanime o paciente. - mais... - anda Dra! - peguei as pás do carrinho. - carrega em cem. - disse e fiz isso. - afasta. - digo colocando sobre o peito do homem e dando o choque. - 150. - fiz isso. - afasta. - dei outro choque. - sinais voltando. - digo. - muito bem, não temos tempo, vamos logo. - larguei as pás. - precione o local da hemorragia sem tirar as mãos daqui. - concordei indo pro seu lugar e colocando as mãos dentro do paciente. - eu empurro e você não tira a mão do local. - ok. - digo firme. Saímos da sala. - paciente com hemorragia interna! - o Dr era rápido. - rápido pessoal, não temos tempo! - digo gritando pra todos saírem do caminho. - oque temos? - alguns médicos chegaram até nós. - paciente homem, 42 anos, sofreu um acidente caindo do sexto andar de um prédio. Tórax aberto, hemorragia interna com a artéria epigástrica superior aberta. - digo. - decorou rápido a fixa. - tenho boa memória. - digo. Eu amo esse trabalho. ... - como ele tá? Eu consegui acalmar a mulher dele, ela foi pegar um café e quando voltou o marido não estava na cama. - um médico adentrou a sala de cirurgia. - parece que o ferimento do abdômen gerou uma dissecção da artéria coronária, vamos ter que passar a cárdio 3G por cima da coronária pra fazer esse coração parar. - disse a médica cardiologista, eu estava achando de mais. Eu vestida com a roupa pra cirurgia, toquinha e tudo. - ele não está com sorte. - disse a ajudando ao meu lado. - como eu posso ajudar? - perguntou o homem que chegou por último. - vamos ter que fazer um bypass então você pode coletar uma veia da perna dele enquanto o Dr Soares fecha o abdômen junto da Dra.. - me olhou. - Dra. Ma... Parada cardíaca. - ah não, começa a compressão. - d***a a raiz tá rompendo. - disse a médica. - preciso de sucção, sucção rápido! - peguei o aparelho pra sugar o sangue e coloquei ali. ... Maria Clara. - oi meu amor, como tá? - era daddy. - eu dormi? - um pouquinho. - me deu carinho. - por que tô numa cama de hospital? E essa não é confortável. - riu. - não é um quarto, é o lugar pra tomar soro. - soro? - me desesperei e meu braço doeu. - calma... Já tomou o soro. - olhei pro meu braço e já tinha um daqueles band-aids de médico. - já? - riu. - tava cansadinha também meu amor, nem viu. - e Malu? - daddy olhou em volta. - boa pergunta, tinha ido pra um tour mas o segurança tá com ela. - penso como tá sendo o tour. Deve ter muita gente vomitando e Malu tá lá vendo isso, eca. Quando saímos da sala, após o médico dizer pra onde deveríamos ir, encontramos com Cida. - ah, trocou de roupa. - sorriu pra mim e me olhei. - eu tava usando roupa de paciente? - perguntei. - ela não trocou de roupa. - disse daddy e eu ainda me olhava mas logo olhei pra eles. - ué, Maria tava em outro andar. - daddy riu. - ah não, era Malu, inclusive preciso achar ela. - ah então vamos lá, ela tava bem animada, dei oi achando que era Maria. - riu. Subimos de elevador e algum telefone tocava, por que ninguém nunca atende? Pode ser alguém morrendo. Mas fomos pra um balcão. - pacientes com altas no mesmo dia fazem a fixa de saída nesse andar agora, por que o segundo tá sendo reformado. - disse Cida e daddy pegou a prancheta sobre um balcão que era dos dois lado do corredor, era virado pra um lado e pro outro também, que legal. - Dra. Cida. - prestei atenção nos dois. - não participou da cirurgia, te bipei diversas vezes. - do paciente que caiu do sexto andar essa madrugada? - é, mas por sorte uma aluna do segundo ano estava aqui hoje de visitas. - que aluna? Não tivemos nenhuma visita de alunos esse ano, por causa da pandemia. - eles se olharam. Seus olhos pararam em mim. - não era você a aluna? - fiquei confusa. - daddy. - puxei seu moletom. - hum? - me olhou. - não era eu. - digo. - você só pode estar se confundindo, ela estava tomando soro agora pouco, é paciente. - disse Cida em minha defesa. O médico continuou me olhando. - devo estar louco. - olhou pro prontuário em suas mãos, escrevendo algo e usando óculos de grau de vovô. - mas que ela foi uma excelente ajuda foi. Boas respostas, age rápido. Assim que terminar todos os anos que ainda faltam, quero ela no nosso hospital. - ele saiu andando. Daddy e eu nos olhamos e ficamos quietos. - é Maria Luísa não é? - perguntou Cida. - provavelmente. - ela pode se encrencar, se o paciente morrer sim. Vamos achar ela. - fiquei com medo e daddy me deu a mão. Subimos de elevador pra um andar com portas e silêncio. Era o andar de dormir. Eu acho que é assim que chama. - ah Dra. - chegamos em uma mulher mas a médica era Cida e não eu. - você salvou o meu marido, muito obrigada. - pegou minha mão tocando. - desculpa eu... - não foi ela senhora... - fui eu. - olhamos pra trás e Malu veio. - ah! - se surpreendeu. - idênticas... Mas muito obrigada. - apertou a mão da Malu freneticamente. A olhei de cima a baixo. Jaleco, roupa de médico, touca na cabeça e touca tipo de cozinheiro nos tênis. Onde ela foi??? - você parou o sangue dele... Ele poderia ter perdido tanto sangue. - continuou a senhora. - ah tudo bem, oque fiz foi conter a hemorragia, é a primeira coisa a se fazer. Mas o Dr. Soares quem estava lá também. - e como foi a cirurgia? - ocorreu tudo bem, a queda fez ele ter um choque no coração por assim dizer, mas a Dra... Me fugiu o nome, mas ela reanimou ele e agora com um bom descanso ele ficará bem. - só faltou a moça se ajoelhar na frente da Malu de tanto que ela agradeceu após Malu dizer isso. E eu, Cida e daddy? Chocados. Chocados. Chocadoooossss! Após todo esse tumulto, mesmo que sendo ilegal oque Malu fez, ela ganhou muito elogios e o jaleco ficou pra ela assim como outros pertences que ela ganhou. Daddy e eu ainda chocados. Ela... Meteu a mão na barriga de um paciente???!! - vocês tinham que ver, o coração pulsava sobre a mesa dentro do corpo daquele homem. - dizia ela dentro do carro. - senhorita. - o carro já estava em movimento e o segurança no banco da frente entregou a Malu o seu caderninho e a caneta. - obrigada... Ah! Eu reaminei o paciente com as pás de dar choque aaaaaaa. - eu estava com os olhos arregalados. - e tem mais. - e tem mais???!! - quando um outro médico... Bonitão por sinal, entrou na sala, a cardiologista disse pra ele tirar uma veia da perna do paciente enquanto ela fazia um bypass aaa. Malu disse "baipés". Eu não fazia ideia de como isso é escrito ou oque é. Oque é isso? Como eles dão nomes as coisas assim???!! Daddy e eu? Chocados. [...] Henrique. Maria não tinha nada, graças a deus estava bem, só precisou de soro. A dor na sua barriga era resultado de várias comidas juntas. O que eu precisava fazer era esperar ela ir ao banheiro e começar a dar uma dieta por alguns dias e muito líquido. - quer dormir um pouquinho? - concordou coçando os olhinhos e ajudei ela a deitar. - daddy você viu? A Malu foi médica. - sorri. - é, e poderia ter acontecido m***a. - por que? - cobri ela. - por que não pode, se alguém morre nas mãos dela, que nem médica é, pode se dar m*l. - Maria pensou. - você pode ficar aqui? - concordei. - só um pouquinho assim? - sorri. - tá bom meu amor. Me deitei com ela, tava frio e Maria gelada. Ainda era cedo, não demoramos tanto. Deveria ser 9:30, pra um final de semana é cedo pra estar em pé. E saímos seis e pouco, quase sete horas. - você da batidinhas assim? - mostrou e sorri. - dou meu amorzinho. - coloquei a mão na sua b***a dando batidinhas. Claro, já havíamos trocado de roupa e tudo, só não tomamos banho por Maria estar com o bracinho dolorido e eu não queria que ela passasse por uma dor, mas combinamos que a noite tomariamos banho e ela concordou. Em poucos segundos Maria dormiu, mas eu não estava tão cansado assim e tinha algumas coisas a serem resolvidas. Deixei ela na cama, com o cobertor até o pescoço e parecia quentinha. Liguei o umidificador como recomendaram e sai do quarto deixando a porta entreaberta pra ela. - Henrique você viu?! - Malu estava empolgada, e se vestia na minha frente no corredor. Mas era uma calça por cima da outra. Ri. - poderia ter se encrencado. - mais eu me sai bem! Eu vi um coração. - arrumou a roupa e me acompanhou. - precionei uma hemorragia. - isso deve ser h******l. - como consegue em? - estudos, aulas onlines... - não, digo... Gostar disso sem sentir nojo. - descemos as escadas. - ah é questão de mentalidade. Você precisa fazer sua cabeça aceitar e dizer a ela firmemente que você tem que salvar a vida de alguém. - mesmo assim eu não teria estômago pra ver tripas pra fora. - tá. - ri. - oque vai fazer? - responder uns e-mails.. ver oque tem pra fazer por que? - nada, será que posso pegar o moletom que tá na sala? - tento lembrar. - ah pode, é meu mais nem uso mais, é mais da Maria. - digo. - é que parece ser tão bom pra usar lá fora. - sorri. - claro que pode. - você é como um irmão... Tô com saudades do Matheus. - sorri fraquinho dando carinho na sua cabeça. - pode ligar pra ele... Só tenha cuidado em dizer onde tá ou coisa assim. - concordou. - ta bom... Bom trabalho, eu vou estudar. - sorri. - obrigado, vai lá. - ela foi pra um lado e eu pro outro. Só ia vim aqui em baixo pra pegar um café, não tomamos antes de sair, Maria não quis e nem eu e acho que Malu comeu uma torrada com algo, dizendo que ir pro hospital sem comer, aumentam as chances de você ficar enjoado com o cheiro de soro e álcool, então apenas ela tomou café. Agradeci a cozinheira pelo bom café e ela era tipo aquelas avós que enchem a gente de comida, ela me empurrou tantas opções mas eu recusei educadamente dizendo que tinha trabalho e ela no final não insistiu mais. Aí subi, indo pro meu novo escritório. Enquanto o computador ligava e eu estava sentado bebendo meu café, fiquei pensando em algumas coisas. Quase virei pai. Isso tava na minha cabeça. E aí lembrei de filhos e lembrei que Matheus está esperando um filho. Resolvi ligar. Porém não falamos tanto do bebê, Matheus disse que "uma mulher" ligou. Automaticamente pensei naquela mulher que está atrás das meninas, mas logo depois eu pensei ser Melissa e era. Melissa entrou em contato, chocou Matheus e não falou que era a própria Melissa, mas fez Matheus ter suas dúvidas e ligar pra Álvaro assim que desligou a nossa chamada. E quando ele me retornou, em meio aos e-mails que respondi, ele estava puto, puto comigo e Álvaro por ter escondido isso dele. Principalmente por que suas irmãs estavam com uma pessoa que morreu e não avisamos ele. Ele estava mais preocupado com as meninas do que com o fato de sua mãe estar viva. Mas o acalmei como consegui e no final ele aceitou um pouco a história, dizendo que fazia sentido a casa dele parecer ser vigiada dia e noite... Era Melissa. Depois ele ficou feliz que sua mãe na verdade não morreu e já queria vim vê-la, mas ela não estava e tinha toda essa coisa acontecendo que ele sabia desde o começo, até por que quando Malu veio morar com a gente já sabiamos sobre a mulher querendo elas. Mas ocorreu tudo bem, será um choque pra eles pelos próximos dias mas ele reagiu bem. Alguém bateu na porta e antes que falasse algo essa pessoa entrou, era Maria. - daddy.. - me levantei preocupado. - oi meu amor, oque foi? - fui até ela. - eu, fiz c**ô. - sorri. - ah que bom, tá se sentindo bem? - concordou e me abraçou. - hummmmm ta bom então. - abracei também dando carinho nela. - é que eu acordei com fome e dor de barriga, aí eu fiz c**ô e passou. - sorri. - que tal ir comer então? - ela pensou. - podemos fazer churrasco? - penso, levantando as sombrancelhas. - por favor, eu você e Malu. - e o resto do pessoal? - também, você faz bastante. - suspirei pensando. - tá. - sorriu animada. E após um tempo ouvindo ela falar, a gente saiu do escritório e fomos providenciar o almoço. Dois dos seguranças foram no mercado com a lista que dei e quando eu fui pegar o meu cartão, descobri que eles já andam com o cartão de Melissa e recusaram o meu. Não reclamei e também não insisti. Melissa tem uma enorme herança que herdou de seus pais, que vieram de fazendas da família e essas coisas. Pelo que entendi quando Melissa e eu tivemos aquele jantar no restaurante pra esclarecer tudo, essa mulher passou de querer o dinheiro a querer só as meninas. Então dinheiro não é algo que ela queira. Então... Melissa é ricassa. As cozinheiras disseram que fariam salada de maionese, arroz e outras saladas. Já Malu pediu pra eu assar alguns legumes e eu nunca havia feito isso mas ela disse que me ajudaria e tudo bem. Aí ela disse triste que queria seu pai aqui... Na hora eu pensei que não dava e tal mas depois eu pensei que seria bom, companhia pra mim e pra elas principalmente. Então chamei Álvaro e como Malu disse: "sábados de manhã ele tá no golf", era onde ele tava quando liguei, mas falou que voltaria rápido e avisei uns dos motoristas para ir buscá-lo. Os seguranças que foram no mercado voltaram com tanta coisa e Maria... Pirada. Tinha pão de alho, muitos, carnes, frango, coração... Muitas coisas. E lá ficamos nós fazendo, até Álvaro chegar e as meninas basicamente pularem em cima dele. Era uma cena muito boa de se ver. Malu principalmente ficou tão feliz, tão feliz mesmo. E esse foi o nosso almoço, não o melhor possível mas foi bom, estávamos todos juntos. As meninas felizes principalmente.
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