Personagem desconhecido.
Meus punhos estavam doendo e fiz um pouco de massagem.
Não adiantou.
Estava tudo tão silencioso, eu não fazia ideia de que horas eram.
Até que ouvi um barulho e fingi estar dormindo.
Maria Clara.
Daddy e eu já havíamos tomado banho e Luigi e Lily estavam em cima da cama juntinhos.
- daddy.
- hum? - ele fazia alguma coisa mas não olhei. Porém ouvi o barulho do seu desodorante. - a Maria já passou?
- daddy eles podem t*****r? - perguntei curiosa mas daddy riu.
- não, eles são castrados, não vão sentir vontade. - fiquei triste.
- gatos não podem t*****r?
- quando são castrados não.
- mais somos horríveis, somos seres humanos horríveis. - fiquei triste. - todo mundo tem que t*****r. - daddy riu e veio até mim.
- passa o desodorante Maria. - disse rindo e me entregando.
- você não tem pena? - passei o desodorante e dei pra ele.
- amor eles não sentem prazer como a gente. - penso.
- sério? - concordou.
- é, eles só fazem pra se reproduzir e nada mais, por isso a gente castra pra eles não terem filhotes.
- mais isso é triste. - daddy riu outra vez.
- amor, tem gatinhas que tem os seus filhotes na rua, e alguns morrem, ou quando elas tem um lar e dão cria, nem sempre os donos tem condições de cuidar e dar comida. Então é bom castrar. - abri a boca.
- então somos horríveis.
- por que?
- por que temos condições de dar comida e você castrou todos eles. - fiquei muito triste.
- não, Maria... Luna já era castrada e Lennon não, o daddy castrou ele pra ele não engravidar a gata dos outros e pra segurança dele mesmo. Sabia que as vezes é bom castrar até mesmo pra saúde deles? - refleti. - e Lily o daddy castrou porque ela era uma gatinha da rua, podia ter alguma doença ou até mesmo fazer m*l pra ela, não sei. - mesmo assim eu tava triste. - não fica assim. - me deu carinho no rosto ficando em pé a minha frente.
O quadril do daddy tava bem no meu rosto hihi.
- tudo bem. - olhei pra cima e ele sorriu pra mim.
- então vamo jantar? - concordei.
Daddy veio hoje, já transamos, tomamos banho, agora vamos jantar e vamos t*****r mais depois.
Deixamos a porta aberta pra Lily e o Luigi saírem depois e eles ficaram lá na cama deitadinhos.
- senhor... Senhorita. - Adam nos cumprimentou gentilmente e daddy e eu retribuímos.
Sentamos na mesa e em poucos minutos Malu veio e logo depois minha mãe.
Só nós quatro.
O jantar era arroz, feijão, batata frita ebaaaaa, bife com cebola mas tinha galinha frita, salada de alface, tomate e cebola e tinha pepino e eu tava com tanta saudade de comer isso. Era o que a tia Cris mais fazia pra gente comer.
Minha mãe e daddy ficaram conversando, minha mãe estava um pouco preocupada com algumas coisas mas disse que não era nada de mais. Era só a viagem.
Malu estava com seu livro na mesa, de medicina.
Consegui ler algo sobre veia arterial mas não quis olhar mais nada por pensar que era nojento.
E ela tava comendo super de boa e lendo sobre o corpo humano.
Eca.
Mais que bom que ela tem um estômago forte.
Após o jantar estava frio. Minha mãe teve um telefonema pra atender e mesmo ela dizendo que voltava em 10 minutos, ela demorou uma hora e meia, foi o tempo do filme que colocamos na sala.
Eu, daddy e Malu ficamos assistindo sabe onde? Na lareira que estava muito quentinha.
Nós três sentados no chão com cobertores e almofadas e daddy negou sorvete, que tinha no congelador, mas em troca me deixou pegar balas fini... E peguei vários saquinhos de diferentes sabores.
Já Malu quis comer salgadinho e ela continuava grudada ao livro, mas não estava lendo.
O filme era Shrek terceiro, escolhido por mim mas todos aceitaram.
Henrique.
- mor? - dei carinho nela e sorri.
- ela não vai acordar, ontem ela fez isso só que na minha cama, mais era cedo e depois ela foi pra dela. - disse Malu e sorri.
- é, pelo visto vou ter que levar no colo. - Malu fechou seu livro. - vai ser médica? - concordou sorrindo.
- cirurgiã cardiotorácica. - fiz uma expressão de surpresa.
- ah eu conheço alguém que...
- que é cirurgiã?! - ficou animada, parecia Maria só que com a voz mais grossa que o normal e um pouco diferente. Sorri.
- é, conheço. - Malu ficou feliz.
- uau, deve ser demais.
- quando a gente puder sair e der pra ficar o dia todo fora, te deixo com ela no hospital pra um tour. - isso a deixou feliz e me deixou feliz por vê-la assim.
- obrigada Henrique. - sorrimos.
- bom, agora vou levar essa mocinha pra cama. - riu.
- eu também vou, manhã é sexta mas tem aula. - disse e concordei.
- é, só mais amanhã.
Nos levantamos e Maria escorregou pro lado deitando na almofada.
- nada disso, vamo pra cama. - com muito esforço consegui pegá-la no colo. Maria tá ficando pesada e ela deitou em uma posição r**m também.
Malu ficou mais um pouco, dizendo que tinha remédios pra tomar e tentei ser o mais breve possível pra não deixá-la triste. Ela já fez uma carinha quando falou dos remédios.
Deve ser difícil.
Mas cheguei no quarto.
- hummm.. - Maria murmurou brava mas a deitei na cama. - o.. filme. - ri.
- já acabou.
- tá frio. - cobri ela. - a cama tá fria. - ri.
- já vou deitar meu amor, vou no banheiro. - dei um beijinho nela e a cobri bem, saindo do quarto logo depois.
- ela dormiu? - era Melissa, já de pijamas.
- no meio do filme. - sorriu.
- podemos conversar? - concordei. - vamos pro meu escritório. - fomos andando.
Era no andar de baixo.
Lá entramos e ela fechou a porta, era quentinho aqui dentro e composto por muitas coisas.
A mesa com computadores, um sofá grande, cadeiras, estantes com muitos livros, arquivos provavelmente dá polícia, tinha até tv.
- parece filme mas ninguém nunca pensa nisso. - olhei pra ela. - aqui atrás dessa estante tem um lugar secreto. - riu e fiquei curioso.
- ninguém pensa nisso mesmo. - ri e ela mostrou, não era puxando um livro como nos filmes e sim acessando algo na prateleira. - é grande e só você, Adam e o segurança que está no comando sabem dele. - concordei olhando. - é espaçoso, tem comida, saída de ar... Não vão precisar mas é bom que saibam que tem um lugar protegido na casa. - concordei outra vez olhando em volta.
Era como um cômodo pequeno na casa. Tinha um sofá, atrás deles oque pareciam ser colchonetes, estantes com livros, jogos, uma pia e um armário, uma mini geladeira, ao lado mantimentos enlatados, um mini banheiro com uma porta de correr e um armário com cobertores.
- não vai acontecer nada, tem muitos seguranças, o condomínio é meu e desde a entrada já tem gente cuidando de vocês. - concordei. - só... Tenho medo de perde-las. - sorri fraquinho.
- do jeito que tá cuidando delas eu acho difícil. - sorriu.
Saímos dali e ela fechou a passagem secreta.
- olha... Pode sentar. - tinha duas cadeiras atrás da sua mesa. Me sentei e ela ligou os computadores. - alguém Henrique... Eu não sei quem mas alguém.. - ficou eufórica e o computador ligou. - na Espanha, o primeiro país que fui pra fugir, tinham uns funcionários da polícia, que ainda tão lá, são de lá... Eles me ensinaram como usar o computador igual a polícia e falaram que se um sistema igual a esse ou próximo acessa a mesma linha que eu, ele pode mandar sinais. - eu não entendi nada.
- como assim?
- isso não importa... Oque é importa é que... - ela engolhiu em seco. - alguém me mandou isso, alguém entrou na mesma linha que eu, alguém... Eu não sei quem. - ela digitava tão rápido, era tudo preto com letras coloridas mas ficou branco e vi.
Malu?
- Malu? - perguntei.
- alguém digitou Malu Henrique. - me olhou.
- deve ser alguma criança, ela não tá com crianças? Cadê aquelas crianças? - ela estava muito eufórica. - Melissa calma.
- é que... Não é isso... O meu servidor é privado, obviamente não tem a minha foto, muito menos um código sei lá... Entramos na mesma linha..
- oque é linha?
- é como um espaço. Eu estava em uma linha que conseguia ver toda a grande São Paulo. - concordei entendendo. - essa pessoa estava dentro de São Paulo, na mesma linha que eu. - eu ainda estava confuso mas entendi. - como uma criança entra em um computador?
- olha... O primeiro celular que a Malu teve, Maria ensinou a ela e ela aprendeu rápido, mas ela não sabia usar nada dele. - digo. - não acho que essas crianças sabem usar o computador, mas se ela sabe escrever, deve ser um adolescente... Deve ter sido sequestrado já grande. - ela se levantou pensando. - não tem como rastrear? - negou.
- ela mandou mensagem dessa página, isso é equipamento da polícia, muito fácil de acessar pela deep web mais... O computador devia tá ligado... Só que eu não entendo é que veio pra mim, pro meu servidor. É isso que é estranho, poderia ter caído em qualquer computador. - agora eu entendi.
- então... - me olhou. - essa pessoa pode..
- tá tentando se comunicar. - nos encaramos.
Alguém bateu na porta.
- oi? - disse Melissa se assustando.
- mãe? - era Malu.
Ela foi lá atender.
- oi meu amor, entra.
- na verdade queria saber se posso comer queijo... E fazer uma receita. - disse tímida.
- claro que pode meu amor, as empregadas podem ajudar..
- ah tudo bem, elas estão dormindo... Na verdade pensem em você me ajudar. - Melissa me olhou e sorri.
- amanhã conversamos. - digo indo até elas e Melissa diz tudo bem.
Elas foram pra cozinha e achei bom, mas fiquei pensando tanto.
Tem que ser esperto pra entrar na deep web, tem que conseguir o servidor da Melissa...
Tem que conhecer Malu.
É algo tão... Surreal.
Fui pro quarto após finalmente mijar, Maria ainda dormia só que bem pra ponta e eu não podia deitar no canto, ela não gosta de dormir na ponta.
Ajeitei ela com cuidado na cama e me deitei do seu lado, ela se mexeu.
- humm.. - me empurrou e ri.
- para amor. - se virou pra mim já que estava de barriga pra baixo.
- a gente... Ia t*****r. - ri fraquinho e beijei ela.
- amanhã, agora já é tarde, amanhã tem aula.
- aaah.. você sempre diz isso.
- mas pro seu bem. - dei carinho.
- de ladinho, e se eu dormir você pode continuar. - meu deus.
- isso passaria a ser e*****o e eu tô bem, o daddy tá cansado também. - digo pra ela não ficar falando nisso.
- tá bom. - disse de olhos fechados e dei outro beijo nela. - você gosta de t*****r com a Maria? - disse cansadinha e ri.
- uhum, muito.
- ela também gosta de t*****r com o daddy.
- o daddy também gosta. - abracei ela e em alguns segundos vi sua respiração ficar mais pesada.
Ela dormiu e ri.
Sapequinha.
Fechei os olhos também, me prendendo a sensação de que aquela mensagem era como um pedido de socorro.
E se a pessoa confiou o nome "Malu" á mensagem, ela provavelmente sabia que ninguém veria, até por que se alguém ver pode saber de cara quem digitou aquilo.
Mas e se essa pessoa sabia que era seguro? Por que não pediu socorro, ou mandou o endereço ou até mesmo algo que ouviu pra saberem onde ela tá.
Por que obviamente uma criança sequestrada não sabe o nome da rua onde tá, mas deve ouvir algo que deduza um lugar.
Igual naquele filme, o Quarto de j**k, não deixo Maria ver, eu particularmente acho algo muito pesado pra ela, ainda mais agora que ela tem alguém na vida dela que passou por algo parecido.
Mas no filme o menino não sabia onde morava quando foi encontrado pela polícia, mas disse sobre a clarabóia no teto da sua casa e foi assim que acharam a mãe dele também.
Mas... Essa pessoa sabe escrever, sabe ler...
Nossa isso tá me torturando tanto!
[...]
Maria Clara.
- ó meu amor. - disse daddy colocando um prato e um copo na minha mesa. - tá com soninho? - perguntou e eu concordei com cara de sono. - não vai demorar muito. - era 8:30 arrecem, a aula vai até às 13h.
- fica aqui? - concordou.
- uhum, vou fazer umas coisas no computador aqui mesmo, mas depois preciso ir pro escritório. - concordei e ganhei um beijo.
Na minha escola é assim, aula presencial ou online, porém são outros professores ou os mesmos desde que eles estejam em seu tempo livre.
Tipo a professora de artes, ela tá dando aula aqui agora pra mim e outros alunos, mas só por que ela tá sem turmas até às 9:45.
Ela passou um desenho pra gente copiar e pintar, parece fácil mas não era não.
Ela disse que quem tivesse aqueles computadores com canetas igual o da Becca, seria melhor mas eu não tinha e nem quero, eu não gosto muito de desenhar.
Então fiz oque pude, ficou h******l e me irritei várias vezes, mas deu certo no final.
As outras aulas correram bem até o final.
Nos intervalos eu ia no banheiro e ia tomando meu café aos poucos, Nescau com torrada de queijo e presunto que daddy fez.
As empregadas meio que... São mais especialistas em almoço e janta e no café da manhã e tarde fazem bolo ou algo assim mas não Nescau e torradas.
Mas em fim, a aula foi até 12h ainda bem.
Daddy tinha ido pro seu novo escritório depois das 10h e voltou agora.
- você terminou o trabalho? - perguntei fechando meus livros.
- basicamente não tem muita coisa pra fazer. - disse. - e a Maria? Terminou já? - concordei.
- a próxima aula era de educação física e a professora mandou a gente fazer exercícios em casa e eu só falei que fiz.
- Maria...
- mais ela não viu. - daddy negou.
- pode perder nota.
- mais ela não passa só isso, ela da trabalho também.
- hum, quero ver então tu fazendo esses trabalhos.
- eu vou. - terminei de guardar tudo.
- o almoço só vai ficar pronto uma hora já que a aula termina nesse horário. - concordei.
- tá bom, eu não tô com fome. - eu estava cansada isso sim.
Fui até a cama onde daddy tava e me sentei do seu lado.
- oque isso? - ele enviava algo... Pra Juliane.
- ela precisa responder uns e-mails pra mim, vou mandar pelo celular mesmo.
Fiquei quieta.
Ele salvou o nome dela normal, só Juliane.
- que foi? - riu.
- nada. - ele saiu do w******p e desligou o celular me olhando.
- Ju e eu não passamos de mais nada além de amigos. - sei.
- hum... O nome dela não é Ju. - daddy riu e subiu em cima me de mim me deitando na cama.
- é sim, é o começo do nome dela. - cruzei os braços ainda em baixo dele e daddy começou a beijar o meu pescoço.
Confesso que foi bom.
- para... De... Ser... Tão... Ciumenta. - disse me dando selinhos no meu pescoço todo e ri. - Ju dorme com todo mundo sabia? - se sentou e fiz o mesmo olhando brava pro daddy.
- tá chamando ela de p**a, você não pode. - ele riu.
- não, não é isso... Ela dorme com todo mundo, por opção dela, a vida é dela. - penso.
- com você também?
- não. - riu. - para Maria. - me olhou. - ela me falou, e tá grávida de um cara que ela dormiu e nem sabe da onde ele é. - pensei. - ela ainda tem uma conta bancária enorme e ainda tá pensando se vai viajar ou não. - meu deus.
- tá mais por que ela tem dinheiro? E por que tá grávida?
- é herança e ela tá grávida por que... Sei lá aconteceu.
- e o anticoncepcional?
- talvez ela esqueceu de tomar ou não fez efeito. - refleti nisso. - mais para de pensar, ela tá bem, tem dinheiro pra fazer oque quiser e a nossa vida é aqui, eu e você. - sorri. - gatinha do daddy. - abracei ele.
- me dá colhinho? Vamos ficar em baixo das cobertas até o almoço? - sorriu e logo concordou.
Nos deitamos em baixo das cobertas e eu enfiei as pernas sobre as do daddy por ele tá quentinho e ele ligou a tv.
- daddy a nossa filha não pode te chamar de daddy. - riu.
- ela vai me chamar de papai.
- a gente já falou isso uma vez né? - perguntei. - parede um dejavu. - riu.
- já, falamos disso várias vezes.
- e... Será estranho quando eu te chamar de daddy na frente deles? - pensou. - e se eles pensaram que você é o meu pai também. - daddy riu outra vez.
- amor, acho que até lá tu vai tá mais... Grandinha. - refleti. - quero que cresça do jeito que quiser. Mas um dia eu tenho certeza que vai se cansar de me chamar de daddy.
- não gosto de chamar de Henrique.
- pode chamar de amor... Vida... - me beijou mas eu fiquei pensando.
- até lá eu vou crescer?
- é... Sem pressão... Tem que ser naturalmente. E vamos ser os pais, eles vão te chamar de mamãe e eu de papai, não vai ter essa de acharem que você é irmã deles também. - daddy era fofinho. - eles vão ver a gente como o porto seguro. - sorri.
- como heróis né? - concordou sorrindo pra mim.
- uhum... E até lá a Maria vai ser adulta... Outros pensamentos e se continuar igualzinha a agora... Vamos amar igual, eu vou amar e nossos filhos também. - abracei daddy por sentir vontade de fazer isso com tanta força.
Ele sorriu.
- você acha que o meu infantilismo vai acabar? - nos olhamos.
Daddy ficou pensando ou procurando palavras.
- meu amor... - vi que ele falaria sério. - o infantilismo é algo permanente em uma pessoa, oque pode ocorrer é ele não evoluir ou a Maria evoluir nele, igual ela já fez.
- eu já evolui? - concordou.
- sim, pra bom... Pra Maria entender bem... O infantilismo meio que é uma pessoa agir e ser como criança e a Maria evoluiu pra bom nele por que não brinca mais de boneca, não usa mais aqueles vestidinhos estampados com a Barbie. - ri. - ficava lindinha. - me beijou. - agora ela mudou, já tá grande, gosta de coisas da idade dela, é muito, muito, muito inteligente... Se não evoluísse no infantilismo, teria problemas no aprendizado escolar. - penso.
- e eu sou muito inteligente né? - sorriu.
- muito, acho impressionante como não me chama mais pra te ajudar. - sorriu pra mim, me olhando todo apaixonado. - tenho orgulho de ti, e saiba que o infantilismo nunca será uma barreira, a Maria nunca vai deixar os filhos de lado pra fazer outra coisa... Tu será uma ótima mãe, independentemente de qualquer coisa e outra... - pegou seu rosto. - vou sempre estar ali, nunca vai fazer nada sozinha, vamos ficar cansados juntos se é pra isso que servem filhos, pra cansar a gente. - sorrimos mas logo daddy parou. - sério tá? Não se preocupa com nada do futuro agora... Nossos filhos serão lindos, vão te chamar de mamãe, vão pedir colo, pra ler historinhas e tu vai ser uma excelentíssima mãe. - sorri. - eu amo você. - o abracei.
- você também vai ser um bom pai... Menos quando nossos filhos baterem a porta do quarto. - riu.
- é, odeio. - daddy odeia mesmo. - vou ser bravo mas só quando realmente for necessário, se não tiver motivo não vou. - olhei pra ele.
- tipo se o nosso filho sair com os amigos e roubar um carro? - daddy riu confuso.
- é, por aí. Por ele faria isso? - dei de ombros.
- Pedrinho disse que uma vez ele saiu de uma festa e uns amigos dele roubaram um carro, só que o Pedrinho foi em outro carro. É que os pais do dono da festa chegaram de viagem antes do previsto. - daddy riu negando.
- tá, isso é uma das coisas que vou fazer de tudo pros nossos filhos não fazerem. - sorri.
- e vamos ensinar as nossas filhas a não darem tão cedo. - sorriu.
- vai sair tudo bem. - me deu carinho. - vai ver. - cheguei mais perto pelo frio e abracei daddy.
Quero tudo isso, pra sempre.
Um dia vou ter minhas filhinhas, não vejo a hora.
[...]