256° capítulo

3606 Words
Personagem desconhecido. Meus punhos estavam doendo e fiz um pouco de massagem. Não adiantou. Estava tudo tão silencioso, eu não fazia ideia de que horas eram. Até que ouvi um barulho e fingi estar dormindo. Maria Clara. Daddy e eu já havíamos tomado banho e Luigi e Lily estavam em cima da cama juntinhos. - daddy. - hum? - ele fazia alguma coisa mas não olhei. Porém ouvi o barulho do seu desodorante. - a Maria já passou? - daddy eles podem t*****r? - perguntei curiosa mas daddy riu. - não, eles são castrados, não vão sentir vontade. - fiquei triste. - gatos não podem t*****r? - quando são castrados não. - mais somos horríveis, somos seres humanos horríveis. - fiquei triste. - todo mundo tem que t*****r. - daddy riu e veio até mim. - passa o desodorante Maria. - disse rindo e me entregando. - você não tem pena? - passei o desodorante e dei pra ele. - amor eles não sentem prazer como a gente. - penso. - sério? - concordou. - é, eles só fazem pra se reproduzir e nada mais, por isso a gente castra pra eles não terem filhotes. - mais isso é triste. - daddy riu outra vez. - amor, tem gatinhas que tem os seus filhotes na rua, e alguns morrem, ou quando elas tem um lar e dão cria, nem sempre os donos tem condições de cuidar e dar comida. Então é bom castrar. - abri a boca. - então somos horríveis. - por que? - por que temos condições de dar comida e você castrou todos eles. - fiquei muito triste. - não, Maria... Luna já era castrada e Lennon não, o daddy castrou ele pra ele não engravidar a gata dos outros e pra segurança dele mesmo. Sabia que as vezes é bom castrar até mesmo pra saúde deles? - refleti. - e Lily o daddy castrou porque ela era uma gatinha da rua, podia ter alguma doença ou até mesmo fazer m*l pra ela, não sei. - mesmo assim eu tava triste. - não fica assim. - me deu carinho no rosto ficando em pé a minha frente. O quadril do daddy tava bem no meu rosto hihi. - tudo bem. - olhei pra cima e ele sorriu pra mim. - então vamo jantar? - concordei. Daddy veio hoje, já transamos, tomamos banho, agora vamos jantar e vamos t*****r mais depois. Deixamos a porta aberta pra Lily e o Luigi saírem depois e eles ficaram lá na cama deitadinhos. - senhor... Senhorita. - Adam nos cumprimentou gentilmente e daddy e eu retribuímos. Sentamos na mesa e em poucos minutos Malu veio e logo depois minha mãe. Só nós quatro. O jantar era arroz, feijão, batata frita ebaaaaa, bife com cebola mas tinha galinha frita, salada de alface, tomate e cebola e tinha pepino e eu tava com tanta saudade de comer isso. Era o que a tia Cris mais fazia pra gente comer. Minha mãe e daddy ficaram conversando, minha mãe estava um pouco preocupada com algumas coisas mas disse que não era nada de mais. Era só a viagem. Malu estava com seu livro na mesa, de medicina. Consegui ler algo sobre veia arterial mas não quis olhar mais nada por pensar que era nojento. E ela tava comendo super de boa e lendo sobre o corpo humano. Eca. Mais que bom que ela tem um estômago forte. Após o jantar estava frio. Minha mãe teve um telefonema pra atender e mesmo ela dizendo que voltava em 10 minutos, ela demorou uma hora e meia, foi o tempo do filme que colocamos na sala. Eu, daddy e Malu ficamos assistindo sabe onde? Na lareira que estava muito quentinha. Nós três sentados no chão com cobertores e almofadas e daddy negou sorvete, que tinha no congelador, mas em troca me deixou pegar balas fini... E peguei vários saquinhos de diferentes sabores. Já Malu quis comer salgadinho e ela continuava grudada ao livro, mas não estava lendo. O filme era Shrek terceiro, escolhido por mim mas todos aceitaram. Henrique. - mor? - dei carinho nela e sorri. - ela não vai acordar, ontem ela fez isso só que na minha cama, mais era cedo e depois ela foi pra dela. - disse Malu e sorri. - é, pelo visto vou ter que levar no colo. - Malu fechou seu livro. - vai ser médica? - concordou sorrindo. - cirurgiã cardiotorácica. - fiz uma expressão de surpresa. - ah eu conheço alguém que... - que é cirurgiã?! - ficou animada, parecia Maria só que com a voz mais grossa que o normal e um pouco diferente. Sorri. - é, conheço. - Malu ficou feliz. - uau, deve ser demais. - quando a gente puder sair e der pra ficar o dia todo fora, te deixo com ela no hospital pra um tour. - isso a deixou feliz e me deixou feliz por vê-la assim. - obrigada Henrique. - sorrimos. - bom, agora vou levar essa mocinha pra cama. - riu. - eu também vou, manhã é sexta mas tem aula. - disse e concordei. - é, só mais amanhã. Nos levantamos e Maria escorregou pro lado deitando na almofada. - nada disso, vamo pra cama. - com muito esforço consegui pegá-la no colo. Maria tá ficando pesada e ela deitou em uma posição r**m também. Malu ficou mais um pouco, dizendo que tinha remédios pra tomar e tentei ser o mais breve possível pra não deixá-la triste. Ela já fez uma carinha quando falou dos remédios. Deve ser difícil. Mas cheguei no quarto. - hummm.. - Maria murmurou brava mas a deitei na cama. - o.. filme. - ri. - já acabou. - tá frio. - cobri ela. - a cama tá fria. - ri. - já vou deitar meu amor, vou no banheiro. - dei um beijinho nela e a cobri bem, saindo do quarto logo depois. - ela dormiu? - era Melissa, já de pijamas. - no meio do filme. - sorriu. - podemos conversar? - concordei. - vamos pro meu escritório. - fomos andando. Era no andar de baixo. Lá entramos e ela fechou a porta, era quentinho aqui dentro e composto por muitas coisas. A mesa com computadores, um sofá grande, cadeiras, estantes com muitos livros, arquivos provavelmente dá polícia, tinha até tv. - parece filme mas ninguém nunca pensa nisso. - olhei pra ela. - aqui atrás dessa estante tem um lugar secreto. - riu e fiquei curioso. - ninguém pensa nisso mesmo. - ri e ela mostrou, não era puxando um livro como nos filmes e sim acessando algo na prateleira. - é grande e só você, Adam e o segurança que está no comando sabem dele. - concordei olhando. - é espaçoso, tem comida, saída de ar... Não vão precisar mas é bom que saibam que tem um lugar protegido na casa. - concordei outra vez olhando em volta. Era como um cômodo pequeno na casa. Tinha um sofá, atrás deles oque pareciam ser colchonetes, estantes com livros, jogos, uma pia e um armário, uma mini geladeira, ao lado mantimentos enlatados, um mini banheiro com uma porta de correr e um armário com cobertores. - não vai acontecer nada, tem muitos seguranças, o condomínio é meu e desde a entrada já tem gente cuidando de vocês. - concordei. - só... Tenho medo de perde-las. - sorri fraquinho. - do jeito que tá cuidando delas eu acho difícil. - sorriu. Saímos dali e ela fechou a passagem secreta. - olha... Pode sentar. - tinha duas cadeiras atrás da sua mesa. Me sentei e ela ligou os computadores. - alguém Henrique... Eu não sei quem mas alguém.. - ficou eufórica e o computador ligou. - na Espanha, o primeiro país que fui pra fugir, tinham uns funcionários da polícia, que ainda tão lá, são de lá... Eles me ensinaram como usar o computador igual a polícia e falaram que se um sistema igual a esse ou próximo acessa a mesma linha que eu, ele pode mandar sinais. - eu não entendi nada. - como assim? - isso não importa... Oque é importa é que... - ela engolhiu em seco. - alguém me mandou isso, alguém entrou na mesma linha que eu, alguém... Eu não sei quem. - ela digitava tão rápido, era tudo preto com letras coloridas mas ficou branco e vi. Malu? - Malu? - perguntei. - alguém digitou Malu Henrique. - me olhou. - deve ser alguma criança, ela não tá com crianças? Cadê aquelas crianças? - ela estava muito eufórica. - Melissa calma. - é que... Não é isso... O meu servidor é privado, obviamente não tem a minha foto, muito menos um código sei lá... Entramos na mesma linha.. - oque é linha? - é como um espaço. Eu estava em uma linha que conseguia ver toda a grande São Paulo. - concordei entendendo. - essa pessoa estava dentro de São Paulo, na mesma linha que eu. - eu ainda estava confuso mas entendi. - como uma criança entra em um computador? - olha... O primeiro celular que a Malu teve, Maria ensinou a ela e ela aprendeu rápido, mas ela não sabia usar nada dele. - digo. - não acho que essas crianças sabem usar o computador, mas se ela sabe escrever, deve ser um adolescente... Deve ter sido sequestrado já grande. - ela se levantou pensando. - não tem como rastrear? - negou. - ela mandou mensagem dessa página, isso é equipamento da polícia, muito fácil de acessar pela deep web mais... O computador devia tá ligado... Só que eu não entendo é que veio pra mim, pro meu servidor. É isso que é estranho, poderia ter caído em qualquer computador. - agora eu entendi. - então... - me olhou. - essa pessoa pode.. - tá tentando se comunicar. - nos encaramos. Alguém bateu na porta. - oi? - disse Melissa se assustando. - mãe? - era Malu. Ela foi lá atender. - oi meu amor, entra. - na verdade queria saber se posso comer queijo... E fazer uma receita. - disse tímida. - claro que pode meu amor, as empregadas podem ajudar.. - ah tudo bem, elas estão dormindo... Na verdade pensem em você me ajudar. - Melissa me olhou e sorri. - amanhã conversamos. - digo indo até elas e Melissa diz tudo bem. Elas foram pra cozinha e achei bom, mas fiquei pensando tanto. Tem que ser esperto pra entrar na deep web, tem que conseguir o servidor da Melissa... Tem que conhecer Malu. É algo tão... Surreal. Fui pro quarto após finalmente mijar, Maria ainda dormia só que bem pra ponta e eu não podia deitar no canto, ela não gosta de dormir na ponta. Ajeitei ela com cuidado na cama e me deitei do seu lado, ela se mexeu. - humm.. - me empurrou e ri. - para amor. - se virou pra mim já que estava de barriga pra baixo. - a gente... Ia t*****r. - ri fraquinho e beijei ela. - amanhã, agora já é tarde, amanhã tem aula. - aaah.. você sempre diz isso. - mas pro seu bem. - dei carinho. - de ladinho, e se eu dormir você pode continuar. - meu deus. - isso passaria a ser e*****o e eu tô bem, o daddy tá cansado também. - digo pra ela não ficar falando nisso. - tá bom. - disse de olhos fechados e dei outro beijo nela. - você gosta de t*****r com a Maria? - disse cansadinha e ri. - uhum, muito. - ela também gosta de t*****r com o daddy. - o daddy também gosta. - abracei ela e em alguns segundos vi sua respiração ficar mais pesada. Ela dormiu e ri. Sapequinha. Fechei os olhos também, me prendendo a sensação de que aquela mensagem era como um pedido de socorro. E se a pessoa confiou o nome "Malu" á mensagem, ela provavelmente sabia que ninguém veria, até por que se alguém ver pode saber de cara quem digitou aquilo. Mas e se essa pessoa sabia que era seguro? Por que não pediu socorro, ou mandou o endereço ou até mesmo algo que ouviu pra saberem onde ela tá. Por que obviamente uma criança sequestrada não sabe o nome da rua onde tá, mas deve ouvir algo que deduza um lugar. Igual naquele filme, o Quarto de j**k, não deixo Maria ver, eu particularmente acho algo muito pesado pra ela, ainda mais agora que ela tem alguém na vida dela que passou por algo parecido. Mas no filme o menino não sabia onde morava quando foi encontrado pela polícia, mas disse sobre a clarabóia no teto da sua casa e foi assim que acharam a mãe dele também. Mas... Essa pessoa sabe escrever, sabe ler... Nossa isso tá me torturando tanto! [...] Maria Clara. - ó meu amor. - disse daddy colocando um prato e um copo na minha mesa. - tá com soninho? - perguntou e eu concordei com cara de sono. - não vai demorar muito. - era 8:30 arrecem, a aula vai até às 13h. - fica aqui? - concordou. - uhum, vou fazer umas coisas no computador aqui mesmo, mas depois preciso ir pro escritório. - concordei e ganhei um beijo. Na minha escola é assim, aula presencial ou online, porém são outros professores ou os mesmos desde que eles estejam em seu tempo livre. Tipo a professora de artes, ela tá dando aula aqui agora pra mim e outros alunos, mas só por que ela tá sem turmas até às 9:45. Ela passou um desenho pra gente copiar e pintar, parece fácil mas não era não. Ela disse que quem tivesse aqueles computadores com canetas igual o da Becca, seria melhor mas eu não tinha e nem quero, eu não gosto muito de desenhar. Então fiz oque pude, ficou h******l e me irritei várias vezes, mas deu certo no final. As outras aulas correram bem até o final. Nos intervalos eu ia no banheiro e ia tomando meu café aos poucos, Nescau com torrada de queijo e presunto que daddy fez. As empregadas meio que... São mais especialistas em almoço e janta e no café da manhã e tarde fazem bolo ou algo assim mas não Nescau e torradas. Mas em fim, a aula foi até 12h ainda bem. Daddy tinha ido pro seu novo escritório depois das 10h e voltou agora. - você terminou o trabalho? - perguntei fechando meus livros. - basicamente não tem muita coisa pra fazer. - disse. - e a Maria? Terminou já? - concordei. - a próxima aula era de educação física e a professora mandou a gente fazer exercícios em casa e eu só falei que fiz. - Maria... - mais ela não viu. - daddy negou. - pode perder nota. - mais ela não passa só isso, ela da trabalho também. - hum, quero ver então tu fazendo esses trabalhos. - eu vou. - terminei de guardar tudo. - o almoço só vai ficar pronto uma hora já que a aula termina nesse horário. - concordei. - tá bom, eu não tô com fome. - eu estava cansada isso sim. Fui até a cama onde daddy tava e me sentei do seu lado. - oque isso? - ele enviava algo... Pra Juliane. - ela precisa responder uns e-mails pra mim, vou mandar pelo celular mesmo. Fiquei quieta. Ele salvou o nome dela normal, só Juliane. - que foi? - riu. - nada. - ele saiu do w******p e desligou o celular me olhando. - Ju e eu não passamos de mais nada além de amigos. - sei. - hum... O nome dela não é Ju. - daddy riu e subiu em cima me de mim me deitando na cama. - é sim, é o começo do nome dela. - cruzei os braços ainda em baixo dele e daddy começou a beijar o meu pescoço. Confesso que foi bom. - para... De... Ser... Tão... Ciumenta. - disse me dando selinhos no meu pescoço todo e ri. - Ju dorme com todo mundo sabia? - se sentou e fiz o mesmo olhando brava pro daddy. - tá chamando ela de p**a, você não pode. - ele riu. - não, não é isso... Ela dorme com todo mundo, por opção dela, a vida é dela. - penso. - com você também? - não. - riu. - para Maria. - me olhou. - ela me falou, e tá grávida de um cara que ela dormiu e nem sabe da onde ele é. - pensei. - ela ainda tem uma conta bancária enorme e ainda tá pensando se vai viajar ou não. - meu deus. - tá mais por que ela tem dinheiro? E por que tá grávida? - é herança e ela tá grávida por que... Sei lá aconteceu. - e o anticoncepcional? - talvez ela esqueceu de tomar ou não fez efeito. - refleti nisso. - mais para de pensar, ela tá bem, tem dinheiro pra fazer oque quiser e a nossa vida é aqui, eu e você. - sorri. - gatinha do daddy. - abracei ele. - me dá colhinho? Vamos ficar em baixo das cobertas até o almoço? - sorriu e logo concordou. Nos deitamos em baixo das cobertas e eu enfiei as pernas sobre as do daddy por ele tá quentinho e ele ligou a tv. - daddy a nossa filha não pode te chamar de daddy. - riu. - ela vai me chamar de papai. - a gente já falou isso uma vez né? - perguntei. - parede um dejavu. - riu. - já, falamos disso várias vezes. - e... Será estranho quando eu te chamar de daddy na frente deles? - pensou. - e se eles pensaram que você é o meu pai também. - daddy riu outra vez. - amor, acho que até lá tu vai tá mais... Grandinha. - refleti. - quero que cresça do jeito que quiser. Mas um dia eu tenho certeza que vai se cansar de me chamar de daddy. - não gosto de chamar de Henrique. - pode chamar de amor... Vida... - me beijou mas eu fiquei pensando. - até lá eu vou crescer? - é... Sem pressão... Tem que ser naturalmente. E vamos ser os pais, eles vão te chamar de mamãe e eu de papai, não vai ter essa de acharem que você é irmã deles também. - daddy era fofinho. - eles vão ver a gente como o porto seguro. - sorri. - como heróis né? - concordou sorrindo pra mim. - uhum... E até lá a Maria vai ser adulta... Outros pensamentos e se continuar igualzinha a agora... Vamos amar igual, eu vou amar e nossos filhos também. - abracei daddy por sentir vontade de fazer isso com tanta força. Ele sorriu. - você acha que o meu infantilismo vai acabar? - nos olhamos. Daddy ficou pensando ou procurando palavras. - meu amor... - vi que ele falaria sério. - o infantilismo é algo permanente em uma pessoa, oque pode ocorrer é ele não evoluir ou a Maria evoluir nele, igual ela já fez. - eu já evolui? - concordou. - sim, pra bom... Pra Maria entender bem... O infantilismo meio que é uma pessoa agir e ser como criança e a Maria evoluiu pra bom nele por que não brinca mais de boneca, não usa mais aqueles vestidinhos estampados com a Barbie. - ri. - ficava lindinha. - me beijou. - agora ela mudou, já tá grande, gosta de coisas da idade dela, é muito, muito, muito inteligente... Se não evoluísse no infantilismo, teria problemas no aprendizado escolar. - penso. - e eu sou muito inteligente né? - sorriu. - muito, acho impressionante como não me chama mais pra te ajudar. - sorriu pra mim, me olhando todo apaixonado. - tenho orgulho de ti, e saiba que o infantilismo nunca será uma barreira, a Maria nunca vai deixar os filhos de lado pra fazer outra coisa... Tu será uma ótima mãe, independentemente de qualquer coisa e outra... - pegou seu rosto. - vou sempre estar ali, nunca vai fazer nada sozinha, vamos ficar cansados juntos se é pra isso que servem filhos, pra cansar a gente. - sorrimos mas logo daddy parou. - sério tá? Não se preocupa com nada do futuro agora... Nossos filhos serão lindos, vão te chamar de mamãe, vão pedir colo, pra ler historinhas e tu vai ser uma excelentíssima mãe. - sorri. - eu amo você. - o abracei. - você também vai ser um bom pai... Menos quando nossos filhos baterem a porta do quarto. - riu. - é, odeio. - daddy odeia mesmo. - vou ser bravo mas só quando realmente for necessário, se não tiver motivo não vou. - olhei pra ele. - tipo se o nosso filho sair com os amigos e roubar um carro? - daddy riu confuso. - é, por aí. Por ele faria isso? - dei de ombros. - Pedrinho disse que uma vez ele saiu de uma festa e uns amigos dele roubaram um carro, só que o Pedrinho foi em outro carro. É que os pais do dono da festa chegaram de viagem antes do previsto. - daddy riu negando. - tá, isso é uma das coisas que vou fazer de tudo pros nossos filhos não fazerem. - sorri. - e vamos ensinar as nossas filhas a não darem tão cedo. - sorriu. - vai sair tudo bem. - me deu carinho. - vai ver. - cheguei mais perto pelo frio e abracei daddy. Quero tudo isso, pra sempre. Um dia vou ter minhas filhinhas, não vejo a hora. [...]
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