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Já havíamos almoçado, Malu desceu só pra fazer isso e voltou correndo pro seu quarto. Ela disse que tem aulas online com um professor de medicina por chamada de vídeo duas vezes na semana, hoje é sexta, ela tem hoje e ganha vários temas pra estudar no final de semana.
Ela é escrava da medicina que h******l.
Mas um dia vai salvar a vida de várias pessoas e isso vale muito a pena. Imagina uma mãe sofrendo com o seu filho quase morrendo e os médicos negligentes nem aí?
E aí Malu estaria lá pra salvar de todas as formas a vida daquela pessoa.
É uma bela profissão, mas e a vida? Sem férias e folgas?
Cida disse que ela trabalhava até no natal. Da vontade de chorar.
- daddy podemos ficar na rua um pouquinho? - concordou subindo atrás de mim as escadas.
Quando passamos no quarto na Malu eu ouvi a voz de um homem velho, falando sobre coluna?
Ossos.
Mas segui pro meu quarto junto do daddy... Que foi no banheiro bem em frente a minha porta.
Ele não fechou ela, tirou seu pipi pra fora... Apoiou a mão na parede me fazendo ver o seu braço forte e com a outra segurou aquele maravilho pênis.
E quando terminou daddy fez gestos como se tivesse masturbando ele mas era só pra sair o restinho de xixi.
Por que os homens não podem limpar o pipi com papel higiênico?
Daddy me viu quando foi lavar as mãos.
- para Maria viciadinha. - ri.
- é que é... Gigante. - riu negando.
- não é, é normal.
- esse tamanho é normal? - mostrei abrindo os braços e mostrando o tamanho do seu pipi.
- não exagera.
- mais é daddy, que horror, você pode doar um pouco pra quem não tem. - eu falava sério e ele começou a rir.
- meu deus Maria. - secou as mãos e saiu do banheiro. - como que pode gostar tanto de pênis.
- eles são fofinhos e masculinos, por que tem muitas veias. Nenhuma menina tem veias nos braços igual os meninos, e se tem é bem pouquinho. - daddy riu negando.
- tá, se vamo na rua vai colocar um moletom e pegar um cobertor. - concordei.
- você também.
- eu também. - foi até o guarda-roupa pegar e eu até a cama pegar o cobertor. - esse é muito grande meu amor, pega o outro mais fininho. - peguei, tava nos pés da cama.
- não quero esse. - digo olhando o moletom que o daddy pegou, sem capuz e bolsos.
- ué? Por que? - olhou pro moletom. - é bonitinho, rosinha igual a Maria gosta.
- quero esse. - digo tímida apontando pro outro que estava na sua mão. Daddy riu.
- esse é meu. - ri também. - pega, eu pego outro. - fui toma feliz pegando e abraçando o moletom do daddy.
Ele ria.
Coloquei e já fiquei bem quentinha. Era gigante em mim.
Daddy colocou outro, preto igual o meu e nele ficava até o pipi e em mim até o meio da coxa.
Eu vou usar todos os dias. Amo os invernos por causa disso, por que daddy sempre me deixa usar suas roupas.
Então descemos, daddy levando a coberta e eu nossos celulares e meu tablet.
Tinha sol mas ele não estava nada quente, tava gelado.
Um sol gelado.
Meu deus o sol tá estragado!
- daddy será que o sol tá muito longe? - riu se sentando.
- claro que tá.
- mais taaaao assim? - riu novamente.
- é por que ele não tá esquentando? - concordei. - é por causa do clima, ele tá no mesmo lugar mas tem algo impedindo ele de chegar totalmente na gente. - penso. - em outros termos, só eu lembrando de geografia pra saber. - ri.
Me deitei do lado do daddy na espreguiçadeira confortável e espaçosa e daddy cobriu a gente bem.
Os seguranças ficavam longe, mas perto protegendo a gente.
- Matheus me ligou essa semana.
- sério? E oque ele disse? O bebê dele já nasceu? - perguntei eufórica e daddy riu.
- ainda não, acho que no mês que vez. Ele ligou mesmo pelo chá de fraudas. - fiquei triste.
- você foi? - negou.
- não meu amor, é no domingo... E mesmo que eu tivesse livre, não iria querer ir sem você. - olhei pra ele.
- você é fofinho. - sorriu pra mim. - sabe oque eu tava lembrando? - negou e deitei no seu peito outra vez. - que a gente se conheceu quando o seu pai ia na minha casa... Mas aí ficamos um tempo longe por que você trabalhava...
- calma, não foi assim. Eu fui na sua casa durante uma semana, brincamos das coisas que a Maria gostava e na próxima semana não fui nenhum dia por causa do trabalho, a Maria ficou triste e a vó dela me ligou, aí eu fui mas eu tava ocupado.
- sim, e na outra semana a gente se encontrou na boate. - daddy suspirou bravo.
- é.
Era um fim de semana, onde eu estava passando com o meu pai por que se ninguém lembra ele só começou a fazer o papel de pai pra mim por que minha vó colocou ele na justiça por pensão, então pra ela mudar de ideia ele me levava pra "casa" dele todo fim de semana.
Que na verdade era a boate.
E daddy estava lá com seus amigos pra beber, ele me viu, me levou pra casa... Ocorreu tudo bem.
- tá mais você lembra? - concordou. - você ia t*****r com alguém? - riu.
- não meu amor, o daddy tava tão cansado, meio que fui arrastado pelos meus amigos. - refleti, eu lembro.
Eu estava tímida, com medo e quando vi daddy fiquei mais tímida ainda, ele estava só sorrindo e seus amigos rindo alto de algo engraçado. Daddy não tava afim de estar ali. Parecia cansado.
- mais ainda bem que você tava lá. - o abracei forte e ele fez o mesmo.
- é... - suspirou.
- oque foi?
- nada... Só foi uma noite h******l aquela... Sei lá, sei que você era menor de idade, e começamos cedo como beijos, concinhas... Essas coisas... Mas tinha homens velhos que pagariam o que fosse pra te... Pra terem uma noite contigo. - daddy quase disse "pra te foderem" hihi. - não consigo imaginar alguém forçando algo, eu já forcei? - ri.
- não.
- fala a verdade. - penso.
- uma vez a gente tava de concinha no escurinho e eu tava te atiçando... Mais aí eu falei que ia dormir de verdade e você tava afim e ficou fazendo assim em mim um bom tempo. - imitei, me esfregando no daddy até ele rir. - aí você... - falei mais baixo. - baixou o meu pijama e se esfregou em mim até eu empinar a b***a, aí você meteu.
- e tu diz isso na maior empolgação. - ri e me deitei de bruços.
- daddy eu queria obviamente, é muito difícil ignorar o seu pipi. - ele ficou sério.
- tem voz pra dizer não, sabe disso. - ri.
- mais eu não quero dizer não, eu amo s**o. - riu de mim me dando carinho.
- morro de medo de alguém te forçar a fazer algo e tu ter medo de dizer não. - me deu carinho ainda e falou sério.
- mais ninguém faz isso, nem você. - digo confusa.
- não te obrigam a aprender luta? Ou atirar? - neguei.
- não, eu gosto. - daddy suspirou tirando a mão do meu cabelo.
- é perigoso, só o fato de sem querer tu apertar o gatilho errado... Meu deus que horror. - me ajeitei ficando de lado.
- daddy eu cuido, e o moço que me ensina é profissional, ele treina os polícias. - digo triste.
- então me promete ter responsabilidade das coisas, não tô dizendo que a Maria é ingênua e não sabe de nada... Mas tu é criança amor.
- tá dizendo isso por que eu tenho infantilismo. - fiquei triste.
- não, Maria olha pra mim. - olhei. - já viu um adolescente de 16 anos entrando pra polícia e ganhando uma arma? - não falei nada. - nem no exército eles podem andar com armas sendo tão novos. Tu não tem 18, se tivesse eu teria a mesma preocupação mas seria normal saber que tu tem uma arma... Só que nenhum adolescente de 16 anos tem uma arma no quarto pra se proteger. - eu entendia que daddy estava preocupado. - tem que jurar pra mim usar essa arma só quando for necessário, deixar sempre guardada, não pegar por que tá curiosa... Tem que ter responsabilidade Maria. - concordei.
Daddy suspirou.
- não tô te chamando de criança, não pensa assim, seria a mesma coisa se fosse Malu, Pedro... Nenhuma criança no mundo deve andar com arma, elas tem que ser protegidas por alguém que realmente saiba usar. - pensei.
Na favela tem crianças que crescem com armas na mão e matam... Mas é diferente.
E por que eles dão armas pras crianças na favela?
- daddy.
- hum?
- você tá bravo?
- não meu amor... É só.. - suspiro. - medo. Só isso. É pra ti tá na escola, se divertindo com os amigos, saindo...
- mais tem uma mulher atrás de mim.
- eu sei... Tenta me entender. - olhei pra ele. - tem muitos seguranças aqui, que vão te proteger com a vida, então é inútil tu ter arma. - pensando assim era verdade.
- mais eu acho que eu preciso aprender pra caso não tenha seguranças... Caso ela me pegue. - daddy fechou os olhos suspirando.
- tá certo, tem razão. - me puxou pro seu peito. - precisa aprender a atirar pra caso esteja em perigo e veja uma arma. - concordei ainda no seu peito. - então faça isso direito. - sorri.
- eu vou.
- só com pessoas más.
- tá bom. - o abracei forte.
Personagem desconhecido.
- ei. - olhei pra frente assustada. - o jantar já tá sendo servido. - concordei e esperei ele sair.
Ele nem viu que escondi super rápido o meu diário.
Levei ele até a madeira solta do quarto, ao lado da minha cama, puxei ela pra cima e enfiei o diário lá, fechando logo depois e nem parecia que tinha um esconderijo ali.
Aí desci, com dor no braço ainda.
Eu tirei o gesso a alguns dias.
- por que demorou?
- eu... Fui ao banheiro. - me sentei no meu lugar de sempre.
- esses são senhor e senhora Gomes. - olhei para duas pessoas, um casal, idades entre 50 a 55.
- olá. - me sentei.
- ela é linda, olhos iguais aos seus. - disse a senhora Gomes.
- ah obrigada, é o meu melhor presente. - disse minha.. mãe.
Mais não sou o seu presente.
E nunca serei.
- tenho tanto orgulho dela. - continuou.
- e em qual série está? - perguntou o senhor Gomes pra mim.
- é..
- no primeiro ano, repetiu ano passado.. sabe como são adolescentes. - ela mentiu.
- ah, então ela e meu neto são iguaiszinhos. - todos riram e sorri forçado.
- e você gosta mais de qual matéria meu amor? - perguntou a mim.
- eu... De... - olhei pra minha mãe.
- conte que estava estudando matemática.
- é, isso. - mentira.
- então temos uma moça inteligente entre nós? - perguntou senhor Gomes.
- isso... - sorri forçado.
- só tira boas notas.
- mamãe. - me calei e olhei pra baixo assim que Luis falou algo.
- sim meu filho.
- está descrevendo Sabrina. - engoli em seco.
Sabrina morreu.
Mamãe enfraqueceu.
- Sabrina quem era boa em matemática e a melhor aluna da classe, repetiu de ano pela quimio!
- Luis... Saia da mesa. - ouvi o som da cadeira e ele se afastou.
Logo depois ouvi seus passos.
- não tomará o lugar dela.
- eu vou m***r você. - digo.
- com licença, vou ao toalete. - mamãe se levantou e a segui com os olhos.
Estava triste.
- e então... Quem é Sabrina?
- precisam me tirar daqui. - digo eufórica.
- como?
- ela me tortura, ela é uma péssima mãe! - ouvimos barulhos e eles ficaram espantados.
- ah, onde estávamos... Me perdoe por Luis. - ela nem foi ao banheiro. - ultimamente anda na fase pós faculdade.. uma mistura. - riu se sentando.
- ele fez faculdade de que? - disse o senhor Gomes, enquanto sua esposa me olhava atentamente com um certo tipo de preocupação.
- ele quis fazer administração, escolha dele e não pude interferir. - os dois riram.
Eu ainda olhava pra ela... Até sussurrar socorro.