Maria Clara.
- uau! - digo olhando o quarto que agora é da Malu.
Hoje o dia inteiro tive que ficar do lado de fora, por que haviam um pessoal reformando aqui dentro.
O espaço do meu quarto com um móvel cheio de divisórias para livros que ficava no chão, foi substituído por uma mesinha de estudos.
Não tinha um espelho nela mas dava pra usar como penteadeira se quisesse.
Minha mãe fez tudo isso por que Malu estava vindo, fiquei muito feliz, finalmente uma companhia da minha idade, e também por que já iríamos voltar a estudar.
Pedi para os moços fazerem prateleiras em cima da mesa na parede e ficou muito legal, depois eu coloquei vários livros que peguei na biblioteca ali.
Meu quarto ficou muito bonito e o da Malu também.
- você gostou? - concordei pro Adam.
- Malu vai amar. - tinha tudo que ela gosta ali, sobre medicina e coisas de escola.
Malu está estudando medicina, mas só por cima, ela ainda não entrou na faculdade.
Ouvimos o som de um carro e eu já saí correndo.
- Malu! - ouvi Adam dizer algo como "cuidado" mas eu não tava nem aí, Malu chegou!
Porém na garagem oque notei foi outra pessoa... Alto... Aqueles olhos.
Meu daddy.
Seu sorriso perfeito ao meu!
- daddy! - corri até ele e o mesmo me abraçou forte.
- que bom sentir esse abraço. - não me soltou e eu nem queria.
- vai ficar? Fica só um pouquinho assim? - mostrei descendo do seu colo e ele riu.
- eu vou.
- ebaaaa. - festejei.
- não vai dar oi pra Malu? - me virei e Malu estava tímida.
- oi irmãozinha! - abracei ela forte. - ahn! Você tá grande! - me afastei séria.
- e o que tem? - me olhou rindo mais fiquei triste.
- daddy Malu cresceu. - olhei pra ele triste e ele também riu.
- ué... Aaaa... Isso não significa que você não vai. - fiquei triste. - Maria.. - riu. - crescer pode ser uma característica da Malu, talvez ela seja a mais alta e tu a mais baixinha. - pensei.
- verdade né?
- claro que sim. - disse Malu e ri, voltando a abraça-la.
- você veio! - enchi ela de beijos até ela rir.
- bom, eu soube que tem um banquete só pra gente. - minha mãe apareceu.
- meu deus, vocês são mais parecidas! - digo olhando as duas e elas riem.
- você e eu somos gêmeas, não esquece disso. - Malu entrelaçou nossos braços.
- então vamos? Vou pedir pros rapazes levarem as suas coisas pro seu quarto.
Malu me soltou pra abrir a porta e se enfiou dentro do carro pegando algo.
- Luigi! Daddy o Luigi! - peguei ele dos braços da Malu. - você veio! - ela riu e daddy também... Mais daddy tinha uma risada grossa.
Hummm..
- vamos dormir juntos. Podemos? - olhei pra Malu quase implorando.
- tudo bem, ultimamente ele dorme na caminha dele mas ela pode ficar no seu quarto. - fiquei animada.
Fomos andando.
- daddy por que você veio? E como foi? - ficamos pra trás, Malu e minha mãe foram indo juntinhas.
- Malu teve uma crise de pânico por causa das cartas que a sua mãe mandou a ela. - abri a boca surpresa. - aí eu encontrei ela no hospital psiquiatra e Melissa ficou muito preocupada e decidiu trazê-la... Seu pai já sabe de tudo e concordou pro bem dela... Aí eu tô junto por que Melissa não conseguia sozinha... E por que eu queria vim te ver. - abraçou e me beijou.
Luigi miou.
- você também quer beijinho? - beijei ele. Daddy riu.
Enfim, entramos.
Adam levou Luigi para suas necessidades e depois de eu ir ao banheiro lavar as mãos assim como todos, nos sentamos a mesa.
O jantar era assado, o favorito da Malu e como sou uma boa irmã, pedi para comprarem o sorvete de cookies que ela mais gosta.
Eu não gosto mais, é só chocolate e alguns cookies parecem velhos, mas eu posso misturar com o de creme que pedi.
Eu estava tão feliz.
Por algum motivo quando estou feliz, ajo muito como criança... Oque só percebi hoje, eu era a única que não parava quieta na cadeira.
Mas ninguém me julgava claro, mas eu me senti infantil de mais.
Porém daddy sempre diz que isso não é um problema e se eu falasse pra ele isso que pensei agora, ele iria dizer que não é crime ou que não é f**o ficar feliz por algo que trás alegria.
E realmente, eu estava feliz.
Após o jantar, que mesmo quando acabou a gente continuou na mesa comendo a sobremesa e conversando, daddy disse que dormiria aqui mas que ficaria só até o almoço amanhã, ele tinha que trabalhar.
Eu claro, feliz da vida.
Ainda bem que daddy deixou algumas roupas dele aqui, a pedido da minha mãe ainda.
Assim podemos t*****r e ele pode tomar banho...
Aaaah.
Então subimos após um tempo, obviamente eu não tinha ciúmes nenhum da minha mãe com Malu, pelo contrário, ficava tão feliz de vê-las juntas abraçadas subindo as escadas.
Daddy também me abraçava.
E meio que o sonho de ter uma mãe é da Malu, eu sempre tive a minha mãe comigo e Malu não.
Fico pensando o quanto ela não tá feliz.
Malu viu o seu quarto, chorou por ver fotos, algumas minha mãe teve que tirar dali por que eram da Malu com aquela mulher... Não era a cara da mulher que tava nas fotos mas foram tiradas quando Malu tinha 4/5 anos.
Ela disse que lembrava, foi uma infância muito marcante. Minha mãe pediu desculpas mas Malu a abraçou e falou que não era culpa dela e elas estavam se conhecendo ainda.
O quarto da Malu era como ela queria, tinha livros de um escritor que escreveu algo sobre todas as matérias da escola, livros de pesquisas e de medicina, que é oque ela gosta.
Mas os móveis eram iguais aos meus e o seu quarto era do mesmo jeito que o meu, cama em baixo da janela virada pra tv, só mudava que o quarto dela era roxo e o meu rosa.
Quando Malu conheceu o meu, amou o meu abajur, o seu era de nuvem e eu também amei o dela.
Aí conversamos, daddy contou histórias boas da Malu e eu contei alguns micos engraçados hihi.
Foi um momento tão bom.
Eu amo tanta gente mas eles são as minhas pessoas favoritas, só falta meu pai, Matheus, Pedrinho, Bia e tia Cris.
Aí eu estaria completa.
Na hora de ir dormir definitivamente, minha mãe resolveu dar privacidade a Malu e eu falei que diria onde é o nosso banheiro e tals, minha mãe foi deitar dizendo várias vezes que Malu poderia fazer o que quissese.
Claro... Sem escritório e terceiro andar e ela entendeu.
- não é um máximo?! - perguntou pra mim. - tô doida pra ver a piscina.
- ah! Daddy agora tem alguém pra ir na piscina comigo! - daddy riu pegando uma roupa pra mim.
- a bóia, não esquece da bóia. - concordei e Malu me olhou.
- oque? - ri.
- Mari não tá aqui. - daddy estava atrás dela e me olhou.
- mais ela tá aqui sim, no nosso coração. - daddy concordou me incentivando.
Não quero que Malu tenha outro ataque de pânico, eu começaria a chorar.
Tem como morrer de ataque de pânico?
Malu pode morrer?!
- não posso ser a Mari mas eu prometo ser como vocês duas eram uma pra outra. - ela sorriu e me abraçou forte e daddy sorriu orgulhoso de mim.
- quem vai primeiro pro banho? - saímos do abraço após daddy falar.
- eu vou... Posso? - perguntou Malu.
- claro, tem shampoo e as coisinhas da Maria lá que agora serão suas também. - sorri.
- tenho alguém pra dividir aaaaaa! - digo feliz e daddy ri.
- e... Será que você pode ficar lá comigo? É que é novo e...
- claro que posso, posso daddy?
- claro que pode.
- então vamos. - fomos andando. - daddy vê uma roupa pra Malu? - ele riu.
- não posso ver uma roupa pra ela, só pra Maria. - penso.
Seria estranho daddy pegar uma calcinha da Malu?
- pode sim, por que não pode? - por que as pessoas pensam besteira automaticamente?
- tá, qual roupa tu quer Malu? - sorri toda feliz.
- tem um pijama na mala roxa... Ele é azul clarinho. - ela disse tímida.
- mala roxa? Tá, vão lá que eu bato na porta pra entregar. - concordamos e fomos.
Eu fiquei tão feliz.
É muito legal quando o daddy vê a minha roupa e agora ele tá vendo pra Malu também!
Então entramos no banheiro e tranquei a porta.
- não... Não tranca. - destranquei.
- tudo bem? Ela não fica presa, eu também tenho medo.
- é que... - tá, eu entendi, ela tá com medo das coisas.
- tudo bem, a gente deixa assim. - sorri e ela fez o mesmo.
Malu se despiu, não olhei mais queria pela curiosidade, basicamente somos quase a mesma pessoa na aparecia.
Duas sósias.
Mais Malu entrou no box de vidro e fui obrigada a olhar pra ela quando ela perguntou se tinha secador pra secar o cabelo.
Falei que daddy não deixa secar o cabelo a noite e logo lembrei que essa regra é só pra mim, mas Malu falou que ele tinha razão então não lavou o cabelo.
Ela falou sobre Gabriel... Oque me deixou... Um pouco com medo dela parar de ir pra escola... Eles não vão se ver.
Mas ela não pensou nisso ainda, ela tava bem feliz aliás com o encontro que eles tiveram.
Daddy bateu na porta eu abri bem pouquinho.
- você não precisa fechar os olhos. - ri mas daddy me entregou a roupa.
- quando ela sair a gente entra tá? - olhou pra mim e concordei.
Fechei a porta e pensei.
Eu sou tão inocente, eu nem cogitei que daddy fechou os olhos pra não ver Malu nua e nem pensei que daddy vendo um pijama pra ela, estaria entrando na sua privacidade de mais.
Mas pra mim tudo é simples e normal, a vida é inocente pra mim.
Mas Malu saiu, se secou, colocou o pijama e a calcinha que eu fui pegar... Calcinha de unicórnio!
Mas daddy disse que meninas não podem emprestar calcinha por que cada ppkzinha é diferente.
Mais eu quero uma igual.
Malu foi pro quarto dela comigo e daddy foi pro banho, iríamos tomar banho juntos mas ele achou melhor eu ficar com a Malu.
- será que... - olhou em volta tímida. - posso ligar pro nosso pai? - penso até concordar.
- sim, mais a mãe diz que o nosso celular pode ser rastreado.
- aah, ela me deu um igual o meu no caminho. - mostrou e fiquei animada.
- então podemos, vamos ligar. - ela sentou na cadeira da sua masinha e eu peguei um dos puffs e fiquei do seu lado.
Aí ela ligou.
- eu estava com muita saudades, achei que não ligaria. - rimos. - as duas estão juntas.
- pai você precisa levantar o celular mais pra gente ver o seu rosto todo. - disse Malu e rimos.
- ah.. assim?
- isso.. oi pai.
- oi pai. - digo após Malu.
- olha só pra vocês, minhas filhas... Idênticas... Únicas! - sorri feliz assim como Malu.
- como o senhor está pai? Não esquece de colocar sua gravata pra lavar separadamente por que ela enche de bolinha das roupas tá?
- não vou me esquecer, agora tenho uma empregada para me ajudar.
- pai, tô morrendo de saudades. - digo.
- eu também minha filha, muito. Como você está? Oque anda fazendo?
- eu leio pai, eu amo ler, fico o dia todo na biblioteca. - digo.
- ah mais isso bom, ler é bom, eu no momento só tô lendo jornal mesmo mas é bom. - rimos.
Conversamos bastante com ele, eu nunca terei ciúmes da minha irmã com nossos pais e amava a relação deles, eu ficava muito feliz.
E Malu merece por que ela sofreu muito e hoje sorri.
Ninguém que passa por essas coisas fica feliz do nada.
Tipo... Passar por tudo que malu passou.
Aí o meu pai disse que seus remédios estavam fazendo efeito e eles falaram algo sobre "lanche da madrugada", talvez seja algo deles então não queria interromper.
E eu nem sinto fome de madrugada então não perguntei oque era mesmo.
Mas Malu continuou falando e daddy me chamou pro banho.
- daddy. - ele tirou a minha blusa.
- hum? - depois o meu short.
- você acha que sou inocente? - me olhou após virar o short do lado certo.
- acho. - sorriu mas eu não. - a gente ja conversou sobre isso Maria... Ser inocente não é um problema meu amor. - me deu carinho.
- é que falei pra você pegar a roupa pra Malu... Mais eu esqueci que dai você teria que pegar a calcinha ou sutiã. - ele sorriu.
- não tem problema, eu posso pegar só a roupa e ela pega o resto... E hoje é o primeiro dia dela aqui, tá tudo bem. - me deu carinho mas eu ainda não me convenci.
- não consigo ver maldade nas coisas ou ver que é errado. - suspirou.
- e exatamente por isso tu é perfeita sabia? Pensa de forma justa, sem maldade... Tem a cabeça limpa. - sorri pra ele quando ele fez isso. - não tem problema, não é errado eu pegar uma roupa pra ela, foi uma gentileza, tem que pensar assim... "Daddy vai pegar uma roupa pra Malu por gentileza por que hoje é o primeiro dia dela fora de casa e das duas rotinas". Não é errado meu amor. - penso.
- e é só hoje né? Por que amanhã você vai embora. - concordou.
- exatamente, viu? É uma vez como gentileza. Não precisa pensar que tu é ingênua de mais por que isso não é errado. Todos nós já fomos ingênuos um dia e a vida era muito melhor. - refleti e daddy me despiu por inteira.
Eu que tirei o meu absorvente claro.
Já estava no finalzinho, não saía mais nada. Esse mês ela m*l veio mas é por causa do anticoncepcional.
Tomei banho por fim, daddy me lavou e me contou novidades no trabalho... Não me privou de nada, ele disse que bateu em Daniel mas não como ele queria por que foi na escola. É claro que o xinguei mas daddy disse que ninguém mexe comigo e me senti poderosa.
Aí ele não escondeu o fato de ter ido com o nariz sangrando pro trabalho e que uma pessoa chamada Ju esteve na sua sala limpando o seu nariz.
Mas daddy dizia normal e Ju só foi gentil, mas daddy a cortou e ela foi embora.
Fico com ciúmes? Muito!
Não quero que daddy transe com ela, mas as vezes eu nem penso nisso, as vezes eu fico imaginando ela elogiando o braço dele ou chamando ele de daddy.
Se ela fizer isso eu vou ficar muito p**a.
E não pode t*****r também, óbvio, daddy já foi tempo de mais de todas as mulheres, agora é meu, só meu!
E eu sou egoísta com o daddy.
Ele me vestiu e penteeou o meu cabelo, aí voltamos pro quarto e Malu apareceu.
- é... Eu posso ir pegar água?
- claro que pode Malu, quer ir com ela Maria? - concordei. - pode fazer oque quiser. - ela estava tímida.
- tá bom. - respirou fundo. - é que preciso tomar os remédios. - mostrou em suas mãos e fiquei curiosa.
E se eu tomar? E se for pra eu não sentir medo?
- Malu pra que serve? - estavam dentro de um potinho com divisórias.
- esse é pra cabeça... Pro meu pânico mas só posso tomar quando eu estiver realmente em pânico, é perigoso tomar antes. Esse pra ansiedade, esse pra dormir mas só se eu não conseguir por que se eu tomar todos os dias vou ficar dependente dele e esse é pra eu ficar calma.
- então qual você vai tomar?
- pra dormir, eu tenho certeza que não vou conseguir dormir hoje. - descemos e eu fiquei pensando.
Na cozinha a gente bebeu água e vi ela tomar o remédio.
Era uma enorme cozinha.
- olha, aqui é a geladeira obviamente. - ri. - aqui é o armário de café da manhã que não precisa ficar na geladeira, esses armários são de pratos, potes, essas coisas... Mas o paraíso fica na despensa, que é ali. - apontei. - então você pode vim fazer o seu lanche noturno. - concordou. - e como é esse lanche? - fiquei curiosa.
- papai e eu sempre acordamos pra ir ao banheiro... Isso da sede e a gente se encontra no corredor. Aí a gente desce e faz algo pra comer... Papai come bolacha de água e sal com Nutella e eu Sucrilhos com leite e aveia. É tipo o lanche proibido da madrugada. Papai não pode comer doce o tempo todo e ele só come de madrugada e não é sempre, ele varia. E por algum motivo desconhecido, Sucrilhos não me desce o resto do dia inteiro, só de madrugada. - uau!
- e depois?
- aí a gente sobe conversando, eu coloco o pai na cama por que ele tem mania de querer um travesseiro em baixo da perna e se eu vou pro meu quarto primeiro, Luigi segue ele e outro dia papai quase o matou por que ele estava muito perto na cama e papai foi se virar e ele não viu Luigi ali. - arregalei os olhos. - mais ele tá bem, sem ferimentos. - ainda bem. - você pode se juntar a nós se quiser.
- eu não sinto fome de madrugada e também se eu acordar não volto a dormir... Vocês voltam? - concordou.
- sim, por que depois de estar com a barriga cheia a gente se sente tão leve e dormimos... Pelo menos eu e papai. - pensei. - mais tudo bem, papai e eu faremos vídeo chamada pra ficar juntos, só não vou poder colocar ele na cama e ele vai ter que se ajeitar sozinho... Ele meio que fica um zumbi depois de comer. - rimos.
Quando subimos de volta, após eu dar bala fini pra Malu, daddy e eu esperamos ela deitar e ela colocou em um filme, demos boa noite e fomos pro nosso quarto... Eu, daddy e Luigi.
- sei que a Maria não tem asma mais, mas o pelo do gato da renite... Por isso o daddy dizia pra deixar o Lennon e a Lily pros pés. - disse e fiquei triste.
- mais tá frio.
- amor eles são bem quentinhos. - fiquei com dó.
- você não tem peninha? Ele não vai fazer concinha com ninguém. - daddy riu.
- tá, é que ele tem o dobro de pelo que os nossos gatos tem. - isso é, Luigi é uma bola de pelos. - quando tu dormir vou colocar ele pros pés.
- mais com cuidado e tem que dar um beijinho. - riu.
- tá.
- você promete? - não falou nada. - daddy!
- eu prometo, vou ter cuidado. - puxou o cobertor e eu fui pra de baixo dele.
Vi daddy tirar a camisa que ele usava.
- deve ser muito bom dormir sem camisa né?
- e é, muito. - fiquei triste. - oque foi? - riu.
- nós mulheres temos seios... E dói. Quando eu fui dormir nua aquela vez doeu o meu seio. - daddy me deu carinho.
- tadinha... - concordei fazendo beiço e ele riu.
- mais em compensação pode dormir sem nada da cintura pra baixo que não machuca. - pensei. - em nós homens meio que machuca.
- é, por que o pipi de vocês fica pendurado. - daddy soltou uma gargalhada muito engraçada.
- meu deus Maria. - rimos. - minha neném. - se virou pra mim e eu pra ele, com Luigi ali no meio de nós. - te amo muito, e já tô com saudades. - ri.
- a gente pode fazer ligação todos os dias igual fizemos. - concordou.
- uhum, ficar bem pertinho assim. - daddy tava cansado.
- tá com sono? - concordou.
- tô meu amor, muito... Não vamos poder fazer nada.
- tudo bem daddy. - dei carinho em seu rosto e ele ficou muito fofinho. - eu amo você.
- eu também amo você. - dei um selinho nele e fiquei orgulhosa por que daddy trabalha muito por nós dois e um dia vou poder recompensa-lo.
Logo fechei os olhos e acabei dormindo também, sentindo a mão do daddy na minha cintura enquanto a sua outra mão eu segurava firme perto do meu peito e rosto... Ah, e Luigi ali, de barriga pra cima igual um bebê.