Maria Clara.
Acordo tão feliz por ver outro ambiente. Viemos ontem e daddy e eu fomos dormir tarde por termos dormimos a tarde toda até às 18:30.
Nosso sono desregulou.
Eram umas 11h no máximo por que eu já ouvia música sertaneja lá em baixo e vozes.
Além do cheiro de...
- daddy. - sacudi ele que acordou na hora assustado.
- que foi?.. - me olhou mas logo depois fechou os olhos. - aff Maria que susto. - levou a mão ao rosto.
- daddy cheira. - digo eufórica.
- cheira oque? - riu me olhando.
- o ar né. - ele riu mas cheirou.
- hummm. - sorriu. - não é cheira, é inspira. - penso até dar de ombros.
- mas ninguém fala "inspira esse bolo", todo mundo diz "cheira esse bolo". - daddy riu mas minha frase fez mais sentido do que a dele.
Quando nos levantamos, daddy me mandou pro banho e entrou comigo.
Nosso banheiro era tão aconchegante.
Vi seu pipi cheio de sabão e mesmo mole era grande... Ou ele tá sempre meio termo não sei.
Ao sair daddy me obrigou que eu usasse short ao invés dos meus vestidos e olhei pela sacada vendo Bia na piscina com a Malu, mas elas só estavam sentadas na borda. Daddy sugeriu que eu vestisse o biquíni por baixo mas não quis, por que não tinha bóia pra ir na piscina e eu tinha medo.
Ele ficou triste e disse que mais tarde entraria comigo... Aaaah eu adoro quando daddy entra na piscina comigo por que ele me segura hihi.
E sinto seu pipi em mim lógico.
Quando terminamos de nos arrumar descemos.
Lá em baixo tava uma "baderna".
Meu pai e Pedro andam se dando muito bem ultimamente e eles tavam na sala jogando videogame. Na cozinha eu via saindo fumaças de batatas enquanto tia Cris e Pri descascavam elas.
Malu e Bia estavam na piscina, Caio e Matheus estavam colocando o carvão na churrasqueira enquanto um deles colocava, o outro esperava salsichão e colocava junto com carnes.
Daddy e eu fomos no balcão e foi quando vi pelo canto do olho Letícia.
Num biquíni azul clarinho, sua barriga estava grande mas... s***s e b***a também.
Daddy olhou por ouvir alguém vindo mas vi que ele não olhou mais do que os olhos.
Sabe, não tenho medo de daddy me trocar por ela, afinal, ele a largou anos atrás e foi eu que fui pedida em casamento pelo daddy.
Mas era uma sensação muito estranho pensar que Letícia já ficou de quatro pro daddy e que ele gemeu e gozou durante o ato.
Era estranho. Era uma sensação muito r**m.
- que foi? Hum? - o senti atrás de mim, mesmo estando em frente a sua mãe e Pri.
Me virei pra ele.
- que carinha é essa? - sorri normal e neguei. - já sei, fome. - rimos.
Deixei daddy achar que era isso e realmente, estava faminta.
Ele fez o meu lanchinho e comecei a perceber coisas que nunca pensei tão freneticamente.
Daddy será um bom pai, é só fingir que sou sua filha... Tirando o s**o, beijos, mãos bobas e diálogos... Daddy será um ótimo pai!
Ele colocou sobre um prato grande e raso: um iogurte, Sucrilhos sem leite só ele puro e três morangos e um kiwi cortado.
Não era lá a melhor combinação mas ele disse que não colocou o leite pra eu não ficar enjoada, mas me deu essas coisas que eram nutritivas e me deixariam de estômago cheio até a carne estiver pronta.
Daddy será um bom pai, aquele pai que se preocupa.
Quando meu pai era como era, lembro quando eu dormia na sua casa... Nunca era só nós dois... Tinha as putas.
E eram putas sim!
Aquelas que se fazem de boba e falam como uma.
Meu pai não tinha nada na sua geladeira amém de bebida alcoólica, gelo e aqueles queijos fatiados que eram caros.
Ele nunca se importou quando dizia pra minha vó que passaria o final de semana comigo... Ele nem tinha uma casa direita pra mim!
Não tinha um quarto pra mim, os quartos de hóspedes eram cheio de roupas femininas então eu dormia no sofá.
Um fato curioso pensar nisso. Hoje ele esta diferente, frequentando a minha casa e sendo o melhor pai do mundo!
E tenho a maior certeza de que daddy também será.
- vou comer aqui contigo pra não ficar sozinha. - ao contrário do meu café da manhã, daddy roubou um pouco de maionese e eu queria muito experimentar mas já tinha comido um pouco de cada coisa do meu café da manhã e acho que misturando com salada de maionese ficaria r**m.
E eu teria a maior dor de barriga.
- que foi? Hum? Acordou feliz mas agora tá pensativa. - me deu carinho. - quer me dizer alguma coisa?... Alguma confissão... Uma queixa... - se aproximou. - quer que eu bata no Pedro por que ele te irritou? - ri mas sabia que daddy brincava.
- não é nada daddy... Você só é um bom homem. - dei carinho em seu rosto e daddy retribuiu pegando minha mão.
- por isso te escolhi pra ser minha mulher, por que pensa isso de mim. - sorri apaixonada e me inclinei pra dar um beijo no daddy.
Quando voltamos a comer eu confesso que estava morrendo de fome mas comi só um pouco e devolvi três morangos.
O iogurte tomei todo, era aqueles que vinha no potinho e daddy nem trouxe colher pra eu raspar. Só desperdicei por que fiquei com preguiça de pegar uma... Mas peguei o máximo com o dedo.
Mas o Sucrilhos comi tudo também.
Após a gente terminar de comer, daddy foi pra churrasqueira e eu pra piscina, mas ficaria só na borda.
Letícia conversava com as meninas e Bia fingia que nem tava ouvindo.
Mas Letícia tinha um tom de voz suave e não falava só dela, ela e Malu estavam debatendo sobre gostar de nadar.
Como sabem, daddy sempre foi rico... Tão rico que entrou em uma das melhores escolas brasileira.
Letícia também era rica e estudou com daddy.
Aquilo dela andar atrás do daddy por que todas as meninas o queriam, era verdade. Talvez na época os skatista com aqueles estilos eram atraentes.
Até hoje é.
Mas daddy disse que usava preto, uma bandana pendurada na calça da mesma cor, cabelo tipo o do Pedrinho e só ouvia rap.
Era um estilo bem... Sei lá, na minha opinião é f**o.
Mas Letícia investiu no daddy e ele retribuiu... Porém só queria s**o.
Bom, pensando agora, daddy não era forte e gostoso como é e Letícia não tinha tanto corpo assim eu acho.
Então não dá tanto ciúmes imaginar daddy transando com ela.
Me daria se daddy tivesse esse físico... Todo gostoso fodendo ela, com seu pipi enorme e mãos firmes... Da até vontade de chorar só de imaginar.
Se daddy perdesse a cabeça aquele dia em que Letícia o beijou, talvez teria sido o segundo melhor s**o na sala do daddy.
Por que já transei lá quando eu tinha que ir estudar a tarde e daddy atrasou por estar na reunião.
Foi por isso que ele contratou a van também.
Bom, de qualquer forma não posso dizer que seria "o segundo melhor s**o na sala do daddy" até por que não sei se Letícia é boa na cama ou não.
Fiquei apenas com os pés na água e ouvindo a conversa enquanto olhava pra baixo.
O cheiro e som de churrasco e música me fizeram ter sensações felizes, tipo um frio na barriga.
Estava aflita pelos pensamentos mas feliz por estar em uma viagem em família.
Hoje nem era domingo pra ter churrasco.
Resolvi entrar.
Na sala o jogo de tiro continuava e Pedrinho e meu pai pareciam se dar muito bem. Pri me chamou pra um abraço e ficamos abraçadas de lado enquanto ela me oferecia comida, outra pessoa que será uma boa mãe... Com certeza ela.
Tia Cris disse pra eu não ficar perto do Pedro por enquanto, por que ele tá meio mau humorado e hoje de manhã já fez Beatriz dar um soco nele... Ele tá bem.
Mas tia Cris avisou que ele estava se divertindo com Álvaro e que conversaram bastante.
Tenho medo da saúde mental do Pedrinho. Mesmo sendo menino, a depressão é pra todos. Digo isso por que acho que conheço mais meninas tristes do que garotos e não acho que isso seja verdade de apenas as meninas serem tristes.
Cada mente age de um jeito totalmente diferente.
Daddy bebia cerveja sem camisa na área da churrasqueira e mesmo ele estando totalmente distraído, vi que não olhava nem pra Letícia e nem pra Bia ou Malu na piscina, embora elas usassem biquínis.
Conheci o homem certo e acho que esse pensamento nunca vai mudar.
Mas estava com sensações tão estranhas.
Subi pro meu quarto.
Querido diário.
Você vai demorar um pouco pra acabar mas tenho reservas que ganhei de natal e antes disso. Estamos em uma viagem em família, há pessoas que gosto e pessoas que tenho simpatia.
Digo no plural mas na verdade é apenas uma.
Pedrinho, Malu, Bia e eu agora somos os únicos adolescentes da família... Crianças pra ser mais exato mas em breve terá mais dois meninos.
Porém a atenção é sempre nossa. Pedrinho ontem teve a brilhante ideia de sair sem avisar, ele não disse "vamos sair sem avisar, f**a-se", ele disse "vamos dar uma volta já que vamos ficar fora por muito tempo".
Essa "voltinha" foi parar no mercado e demoramos muito por causa da fila no caixa.
Iríamos viajar algumas horas depois e estávamos em um supermercado cheio.
Ao chegar em casa todo mundo estava preocupado e sim, erramos e sim... Tinham todo direito de estarem bravos.
Mas daddy e eu fizemos as pazes.
Vim aqui pra te dizer que sinto uma sensação estranha, antes era só paixão por ver daddy tão carinhoso comigo, me fazendo imaginar que ele será assim com nossos filhos. Aí o sentimento mudou após ver Letícia e fiquei pensando nos dias em que daddy teve relações sexuais com ela...
Depois isso se tornou um nada na minha cabeça.
Mas me sinto pra baixo.
Sinto uma sensação estranha e não é fome e nem dor de barriga.
Bom, eu só queria te dizer que estamos no Rio e que será divertido e talvez colocando pra fora no papel, eu me sinta melhor... Tem alguém vindo, mais tarde eu volto.
- mor. - olhei pro lado e fechei meu diário sobre a mesinha. - tá escrevendo? - daddy veio até mim. - hum? - me deu carinho e me levantei.
- sim. - ele me olhou triste, com a cerveja na mão.
- que foi? Estamos bem já. - sorri.
- eu sei, só tô com... Fome. - sorri e ele fez o mesmo acreditando.
- vim aqui justamente pra te levar pra comer salsichão. - sorri e daddy já foi pegando na minha mão.
A gente desceu e eu fui direto pra churrasqueira e sentei na cadeira do balcão onde daddy ria e falava enquanto cortava um salsichão pra mim.
Matheus já tinha levado outro lá pra dentro mas daddy me daria aqui também.
- ó meu amor, põe farofinha. - me deu o saco e se virou.
Ouvi eles falarem de time de futebol e aquela conversa chata de sempre, mesmo não tendo graça eles riam.
Fiquei comendo sentindo milhões de coisas na cabeça e isso estava me machucando.
Acho que eu queria ir pra casa.
[...]
Já era noite quando daddy saiu do banho, eu estava virada pra minha ponta, que era pra sacada mas ela estava fechada, porém via a rua pelas cortinas entreabertas.
Passei o dia assim, pensativa e daddy m*l percebeu por que ficou meio bêbado, depois dormiu e acordou quando era o café da tarde mas nesse momento eu estava no quarto da Bia com ela e Malu vendo filme.
Pra ter uma ideia nem lembro do filme, nem uma só cena e muito menos o nome.
Daddy disse algo após desligar a tv e ir perdurar a toalha no banheiro. Quando ele voltou se deitou do meu lado em baixo das cobertas e me abraçou.
- tá distante. - me puxou mais pra ele. - olha aqui pra mim. - me virei calmamente. - que isso? Eu fiz algo?... Fiquei meio alterado mas não lembro de ter brigado contigo. - daddy disse muito paciente e educado. - me perdoa se fiz algo... Ainda é sobre a discussão? - neguei e olhei pra ele, no meio termo do escuro já que entrava luz do quintal, que deixamos ligado lá na piscina.
- não é sobre nada de hoje. - mexi no seu peito, sentindo o cheiro do shampoo pra homem do daddy e seus cabelos estavam úmidos.
- sabe que pode me contar as coisas sempre né? - concordei fraquinho. - então me conta. - daddy se inclinou por cima de mim e ligou o abajur do meu criado mudo. - vem, vamos conversar. - a gente se sentou, eu virada pra ele em perna de índio como sempre.
Daddy se acomodou na cabeceira da cama e esperou por algo mas eu não sabia como começar a dizer que não sei oque sinto.
- tá triste por algo ou triste do nada? - fiquei mexendo nas minhas meias, estava um pouco frio quando sai do banho.
- eu não sei...
- tá chato a viagem? - olhei pra ele e neguei na hora. - então oque é?... Foi Letícia? - neguei novamente. - mor... Tem alguma coisa que tu quer me dizer? - fiquei quieta mas pensando. - Maria...
- não tem nada daddy. - o interrompi. - acho que são aqueles dias chatos onde eu não sei nada da vida. - sorri fraquinho. - eu só fiquei sem vontade de fazer algo hoje, só isso. - daddy pegou minha mão.
- olha pra mim. - olhei e vi que ele fazia isso firme então fiz também. - não tá assim por causa do Pedro né? Por estar preocupada com ele né? - neguei. - tá... Mais não tá assim por sentir vontade de... Se cortar.. - neguei na hora interrompendo daddy e tirando a mão da dele.
- eu já parei com isso. - daddy se ajeitou.
- sei disso, eu sei... Mas a gente tem recaídas em tudo meu amor. Quando ficamos tristes, na hora vem sentimentos, sensações e humores diferentes... Aí ficamos bem mas depois temos algumas recaidinhas assim. - me deu carinho. - acho que isso é um conselho que todo mundo deve ouvir: "não é errado ficar triste de vez enquanto e querer chorar". - me tocou e eu olhei pra ele. - pode chorar, pode gritar... Desde que faça isso aqui comigo e não longe onde não posso saber oque tá acontecendo... Muito menos dentro de uma banheiro ou com pensamentos muito além disso. Ouviu? - concordei. - vem cá. - daddy me puxou pro seu peito, igual ontem. - diz pra mim oque tá sentindo nesse momento. - penso.
- parece um vazio. - continuou me dando carinho e murmurando. - parece que nada tá de acordo ou que algo vai acontecer... Mas acho que é por... - me sentei novamente e daddy me olhou. - talvez eu tenha ciúmes da Letícia... Talvez eu esteja muito preocupada com Pedro e não quero que ele fique triste com nada, sua mãe está tratando ele m*l ultimamente mas ele também faz coisas erradas... Eu não sei daddy. - suspirei. - talvez fico pensando que Letícia vai ter um bebê e Pri também e todo mundo vai babar em cima dos dois... Talvez Malu seja... Diferente de mim e ela anda só com a Bia e meu pai tem toda a atenção pra ela. - daddy negou.
- mor... Olha pra mim. - olhei e daddy sentou igual a mim. - Malu mora com Álvaro mas Álvaro também te dá atenção meu amor... Sei qual é esse sentimento mas não diz isso. - é, eu exagerei, meu pai é muito bom comigo. - terá dois bebês na casa sim mas a Maria sempre vai ser a nossa pequena. - sorri fraquinho. - e... Tem razão em sentir ciúmes da Letícia mas tenta lembrar que oque tive com ela não passou de noites onde eu só queria gozar e nada mais... Não teve diálogo depois do s**o, beijos e abraços... Foram só sexo... - daddy me dava carinho. - e realmente, também acho que minha mãe tá sendo má com Pedro mas por tudo que ele fez, ele mudou sim mas...
- toda vez que eu choro ou que acontece algo de errado, ela sempre diz "oque tu fez Pedro?!" Ele ri dizendo que nada mas isso machuca, ele sempre vai se sentir culpado daddy.
Daddy parecia pensar.
- tem razão meu amor... Tá coberta de razão. - daddy me puxou novamente pra si. - olha aqui. - olhei pra cima. - vou sair amanhã com ele e vamos conversar, tá bom? - concordei animada. - depois do que ele fez contigo é difícil de acreditar nele. - fiquei pensando até deitar novamente no daddy.
Ele tinha razão... Mas errar é humano.
Ficamos assim por um tempo, abracadinhos até daddy sugerir que eu comesse chocolate. Ele comprou e nem me lembrava.
Peguei diamante n***o mesmo e dividi com daddy enquanto a gente olhava filme.
- olha só... Só quero que mude o humor logo. - disse com um sorrisinho. - mas quero que converse comigo, e como o Dr. Mário mesmo sempre disse e eu vou repetir como antes "pode chorar, pode gritar e fazer oque quiser". - sorri olhando pro daddy, cheia de chocolate na boca. - tudo bem? - concordei normal.
[...]