204° capítulo

2757 Words
No dia seguinte... Hoje era dia de praia, eu me sentia muito melhor, talvez por que passei a manhã toda na internet e tive algumas ideias de looks. Gostei muito do estilo "aesthetic", mas gostei de outros e pensei em misturar de tudo um pouco. Daddy me chamou pro almoço e larguei tudo pra descer por que no café da manhã só comi dois pães de queijo e tomei meia caneca de Nescau. O almoço era cachorro quente feito em casa! Daddy fez pra mim por que todo mundo tava se servindo junto. Tinha pão francês e aqueles pão que são mais macios, eu pedi esse. Adolescentes no balcão novamente e dessa vez Pedrinho tava na minha frente... Com suas palhaçadas ainda. - mor, o daddy colocou batata palha. - disse e fiz uma carinha. - quer que eu troque? - neguei na hora. - não, tudo bem. - sorri. - eu não gosto muito mas é bom. - daddy sorriu me dando carinho e logo depois voltou pra mesa. Enquanto eu tinha um pão apenas no meu prato, Bia tinha dois, Malu dois também e Pedrinho quatro. E ele comia com vontade e bebia refrigerante que deixava a gente mais cheio, mas ele parecia esfomeado. Cachorro quente feito em casa varia de família em família, por exemplo, não gostamos de colocar milho... Por que Bia não gosta então não colocamos. É salsinha cortada em rodelas, o molho e depois você monta como quer. Gosto de colocar alface por que daddy me ensinou a comer assim, mas com alface picado e não a folha inteira se não eu mordo e ela vem toda junto. Coloco também queijo ralado, ketchup, mostarda e maionese... O resto eu não gosto mas tem tomate, cebola... Coisas assim. Então varia de família por que na casa da Luh, sua mãe nunca colocava queijo ralado na mesa e nem cebola, tomate ou alface. Mas aqui em casa é assim e adoro. Pedi ao daddy um pouco do refrigerante de uva que estava sobre a mesa, era o preferido de Pri e ninguém tem ideia do quanto era legal ouvir Matheus bem abracadinho nela perguntando oque ela quer do mercado, e ela muito carinhosa dando carinho e pedindo tal coisa. Eles são perfeitos! - Pedro para, que saco! - Bia xingou e ele riu. - esquentadinha. - teu cu. - voltou a comer e acho que Pedro jogou algo nela, já que enquanto ela mordia o pão deu um gritinho de raiva. - aaaah... Que saco! - disse de boca cheia e ri. - ó amor. - daddy me deu o copo e sorri. - obrigada. - para c*****o. - que isso? - perguntou daddy bravo. - essa pulga chata. - se referiu ao Pedrinho e eu e Malu rimos baixinho. - não tô fazendo nada. - ele foi muito sincero e era mentira. - não tá fazendo nada, é o que tu sempre fala, não é homem pra assumir os erros né? - daddy disse bravo e apertei sua mão ao meu lado. - sou homem sim, essas garotas que não sabem brincar. - não é brincar, a gente tá comendo Pedro. - disse Bia. - mais tá tudo bem agora, né daddy, não fica bravo. - digo com medo e ele continua com aquela cara pro Pedrinho. - na mesa não é lugar de brincar não Pedro, se elas não querem não insiste. - daddy continuou. - aff eu sempre saio por r**m, e daí? Elas são frescas por que são garotas. - daddy ficou bravo e soltou minha mão. - daqui a pouco te deixo em casa e tu não vai pra praia p***a nenhuma. - Pedro não falou nada e daddy ficou uns segundos parado esperando por algo. - me chamem qualquer coisa. - disse mas Pedrinho desceu do balcão. - não precisa, eu saio. - pegou seu prato e seu copo e quando ele tava passando pelo daddy, daddy o segurou. - quero falar contigo depois, tá muito mau educado. - soltou ele e o mesmo foi pra sala. Me senti péssima e daddy foi pra mesa, bravo. - Henrique tem que bater nele de vez em quando. - disse Bia voltando a comer e eu me senti péssima. - mais ele só tava brincando. - aquele dia tu fez a mesma coisa. - refleti. - ele é chato e não sabe ouvir não... - mas ele só tava brincando. - comecei a chorar. - Bia você faz o daddy xingar ele e ele pode apanhar. - Bia riu com sarcasmo. - que apanhar oque, o máximo que minha mãe faz é tirar o Xbox dele e ele sabe sobreviver a isso... Aí quando sou eu, eu fico de castigo, eu escuto um montão de coisa... Eu sempre saio pior do que ele na história. - não falei nada além de pegar meu prato e meu copo. Daddy me viu indo pra sala mas não tô nem aí. - Pedrinho... - eu ia dizer algo mas ele olhou pra baixo... Como se escondesse chorar. - você tá... - não, não tô. - fui até ele me sentando. - mais é brincadeira. - sim, brincadeira, é isso que eu tava fazendo, brincando... Vocês são muito mimadinhas, tá louco. - fiquei m*l. - daddy não vai bater em você... - não vai mesmo, ele só é meu irmão, não meu pai. - isso é.. - mais... - tô tão cansado disso, eu sei que brinco nas horas erradas e irrito mas é sempre assim, faço algo, Beatriz ou tu gritam ou começam a chorar ou sei lá oque e eu saio por ruim... "Por que a culpa é do Pedro, por que Pedro, Pedro, Pedro, Pedro". Se nem meu pai me aguentava por que minha mãe vai fazer isso? - ele largou suas coisas na mesinha de centro e se levantou. - Pedrinho... - parou. - eu gosto de você, muito. - voltou a andar e me senti péssima. Da última vez ele só tava brincando mas eu chamei o daddy e chorei e agora ele também só tava brincando e Bia ficou brava. Daddy xingou ele em vez de ter xingado Beatriz que gritou e falou palavrão. Mas ele é menino e menino faz essas brincadeiras enquanto as meninas não gostam, ele não tá errado, só brincou com quem não queria. Comecei a chorar por que ele deve sentir que ninguém o ama... Ele pode estar deprimido... - mor. - não olhei. - Pedro começou de novo? - fiquei brava e me levantei do sofá. - é sempre o Pedro, vocês sempre colocam a culpa nele. - passei por daddy e subi correndo pro nosso quarto, onde me atirei na cama muito triste. Daddy obviamente veio atrás de mim. - Maria.. - não respondi além de chorar no travesseiro. - Pedro errou e também erramos quando colocamos a culpa nele. - me sentei e olhei pro daddy, ainda chorando. - ele deve se sentir culpado por tudo, deve se odiar e odiar a gente daddy!... Você não dá uma chance pra ele. - fiquei muito magoada. - ele erra e não pede desculpas... - por que você não dá opção ou oportunidade. - daddy se calou ficando sério. - tá mesmo magoada com isso? - veio até mim. - eu não confio em quem assedia minha mulher... - me irritei. - aff daddy isso aconteceu a muito tempo e ele pediu desculpas! Você é muito i****a. - me levantei mas daddy me puxou. - tá... Não quero brigar por causa dele. - me sentou no seu colo e eu soluçava. - vou conversar com ele hoje. - mais ele ainda vai na praia? - concordou. - ele nem deve querer mais, tadinho. - daddy suspirou. - vou convencer ele e vou conversar tá? - concordei normal. - sem xingar. - se for necessário eu vou. - disse firme e olhei com cara de má pra ele. - você disse que vai conversar com nossos filhos normalmente então não é pra xingar Pedrinho. - cruzei os braços. - Pedro não é meu filho. - é seu irmão! Um irmão muito bom. - fiquei triste. - seja educado com ele... Após muito tempo ouvindo daddy dizer e tentar me explicar que nem sempre Pedrinho é o inocente da história, a gente desceu e todo mundo já arrumava as coisas pra levar. O bom da família Pavanelli, é que somos esfomeados... Principalmente Matheus e isso faz com que ele queira muito comida. As meninas como sempre, fazendo os lanchinhos que levariamos. Daddy pegou um Cheetos do pacote azul pra mim gigante e levou outras coisas que não vi. Ajudei tia Cris, Pri e Letícia a fazer os sanduíches com presunto e queijo e alguns cachorros quente que sobraram do almoço. Gostava dessa vibe "os ricos que não são ricos". Se fosse a família de Cheli, estariam levando comida importada pra praia... Ou melhor, teriam sua própria praia com um cozinheiro profissional mais famoso do mundo. Mas aqui, não damos bola pra isso. Peguei um iogurte pra ir tomando no carro e daddy desceu com uma mochila preta que era dele, parecia cheia e eu já usava o meu biquíni por baixo do meu vestidinho mas tinha mais roupas minhas ali. Na hora de sair eu esperei por Pedrinho e ele foi com Matheus e Priscila e nem quis saber de mim, parecia triste e magoado. Fomos igual viemos, mas dessa vez meu pai foi com Caio, tia Cris e Letícia enquanto Bia e Malu vieram com a gente. No caminho daddy parou em uma loja e comprou bóias pra mim e pras meninas também. Aí seguimos viagem. A praia não tava tão cheia e sim, tínhamos uma bem atrás da nossa casa mas queríamos perto de bares, quiosques e onde tivesse pessoas pra ser mais legal. - não vai tirar? - perguntou Bia tirando sua saída de praia ao ar livre, pode ser normal mas todo os homens ficavam olhando e me senti invadida sendo que eu ainda usava o vestido. - eu... - eu vou. - Malu me interrompeu. - mas só por que você vai e por que eu amei meu biquíni novo. - Malu tirou sua blusa grande, que tenho certeza ser do meu pai. O biquíni da Bia era preto e de fio e a deixava bem bonita. Já o de Malu era normal e verde água. Me senti convencida e tirei o meu vestido, relevando meu biquíni roxinho que era tomara que caía... Por que os outros estavam molhados e eu não achei oque eu queria, e eu trouxe. - deu? - daddy apareceu do porta malas com cadeiras de praia. Ele me encarou e eu não estava a vontade. - mor.. - fui até ele deixando as meninas. - se não se sente a vontade não precisa ficar assim. - disse paciente. - você vai ficar pertinho? - concordou na hora. - claro que vou, ou melhor, tu vai, não te quero longe. - sorriu no final. - não vai ficar só com Matheus? - riu e negou. - se tu sentar do meu ladinho vou estar ali. - concordei. Peguei minha bolsa que na verdade era uma nécessaire e só tinha balas dentro. Quando começamos a andar encontramos com Pri e Matheus saindo do carro e os demais já estavam lá na frente montando os guarda sóis. Pri levava uma bolsa que se levava a praia, era diferente. - tô levando protetor solar pra gente. - me deu a mão e sorri pra ela. Quando chegamos lá, andando pela areia fofinha e quentinha, eu automaticamente fiquei com fome e já pedi um cachorro quente pra tia Cris. Como ela fez e todo mundo gostava de tal jeito, ela só colocou maionese, ketchup, mostarda, molho, salsinha e batata palha mas tava bom. Daddy me deu uma latinha de fanta uva e fiquei comendo sentada do lado dele com minha toalha nas pernas mas as meninas me chamaram pro chão e eu fui por que Pedrinho tava lá. Me cobri com minha toalha e Bia havia trazido um pano pra gente sentar em cima. Basicamente conversávamos sobre tudo e Pedrinho não dava um pio, oque me deixou triste e tentei puxar assunto, nada... Até cutuquei ele igual ele faz naquelas brincadeiras mas nada. Pedro estava muito branco por não tomar sol diariamente, com seu short apenas e sua corrente prata no pescoço, o cabelo de "Sasuke" estava todo na testa e olhos enquanto ele olhava pra baixo. - Pedrinho. - o toquei e ele me olhou, seus olhos não estavam vermelhos, ele não chorou. - Quer? - ofereci a bala fini e ele concordou e dei duas a ele, não era a ácida mas era aquelas que parecem uma cobrinha vermelha. Minha predileta. Depois fomos pro mar e daddy não insistiu a bóia por que eu ficaria na beira e tia Cris já xingou Pedrinho "é pra ficar na ponta, não te quero pro meio como sempre faz e se for vai sozinho, não leva as meninas". Sentia raiva da tia Cris por nunca ouvir Pedrinho, mas entendia que ele fez coisas ruins e nunca mostrou mudança, só quando começou a namorar Becca. Mas pra mim ele pediu desculpas, pro daddy também... Se mostrou alguém do bem. Ele só precisa de alguém e quero ser esse alguém com quem ele pode contar, por que seu alguém de verdade é Becca mas ela é adolescente e ainda mora com os pais. Se eles fossem adultos já poderiam ter suas vidas próprias. - Pedrinho. - ele tava com as mãos no bolso do short chutando a água. - você quer fazer faculdade? - me olhou e negou fraco. - por que? - deu de ombros. - minha mãe não vai confiar em mim, queria fazer faculdade na Alemanha, aquela que meu pai viu pra mim... - riu com sarcasmo. - mas pensa se dona Cristina vai confiar um cartão de crédito na minha mão pra eu me manter e pagar as mensalidades da faculdade... Isso nunca vai acontecer. - chutou a água com mais força e suspirou. - meu pai era r**m pro Henrique e pra ela, mas nunca pra mim. - Pedrinho deu meia volta mas quando estava perto de todo mundo, ele se afastou um pouco e se sentou em uma das mesas de um quiosque, onde ele pediu algo e provavelmente depois pediria dinheiro a sua mãe pra pagar. Seu pai era bom... Seu pai me salvou. Pedrinho tem dores. - Maria vem! - Malu me chamou e parecia muito feliz na água, ela estava pra lá demais, a água estava acima do seu umbigo e dependendo da onda, cobria seus s***s. Por que a tia Cris não xinga Bia? Por que Bia tá entrando pra dentro do mar e levando Malu. Mas eu fui mas não muito e não tinha tantas ondas, elas não eram enormes. Nadei, engoli água eca, meus olhos aderam, Bia, Malu e eu fizemos competição de quem chegava na areia primeiro nadando... Eu era sempre a segunda por que Malu era muito boa nisso. Ficamos muito tempo até eu sentir frio e cansaço e ir lá me secar. - se divertiu? - me sentei ao lado de Pri. - sim. - ela enrolou a toalha em mim. - por que água da fome? - riu. - boa pergunta, vamos no restaurante ali do outro lado? - concordei. Avisamos o daddy claro e eu fui toda molhada com minha toalha rosa. Atravessamos a rua apenas e elas eram bem parecidas com as ruas... Daquele dia.. Estávamos com fome... Dormimos na praia... As meninas estavam doentes... - oque quer meu amor? - voltei a realidade e percebi que já estávamos dentro do mini restaurante. - qualquer coisa. - a moça do balcão deu dois cardápios pra gente. Tinha tantas opções e eu nem soube escolher mas quando vi que tinha crepe... Crepe e praia combinam muito. Foi oque Pri pediu pra todo mundo e levando mais cervejas por que um grupo de homens certamente beberam tudo. Aí voltamos com nossos crepes e daddy estava um pouco assanhado... "Senta no colhinho do daddy", "vem cá"... Sempre com aquele olhar e como só sinto t***o por um único homem, eu fiquei molhadinha mas ninguém percebeu os olhares do daddy por que só eu sei como são. Meu crepe era de queijo e presunto e o outro de doce de leite, Pri me deixou pedir dois! Pro daddy a mesma coisa mas ele tava muito s****o. ...
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