Árduo Trabalho

1070 Words
Filippo é o filho mais novo de um casal de camponeses de Bergamo. Seus pais são agricultores, donos de uma fazenda que produz legumes. Ele aprendeu desde novo a cultivar tomates. É o filho encarregado de cuidar da plantação de tomates. Um trabalho que requer muito cuidado e paciência. Os tomates são sensíveis e precisam de muita atenção. Se não tiverem o cuidado devido, podem pegar muito sol e desidratar facilmente. O mesmo deve ser observado em tempos de chuva e dias mais frios. Não é uma tarefa fácil, mas Filippo ama o que faz. – Pippo, corra aqui! – Sua mãe o chamava para ajudar a pegar umas caixas com couve-flor. O plantio da família era grande. Uma extensa área plantada. Não mantinham nenhum tipo de gado. Se dedicavam integralmente à agricultura. – Oi, mãe. – Quero que me ajude com estas caixas. – Está bem. – Seu pai quer todo esse trabalho pronto até a hora do almoço. Agora eu vou cozinhar. Filippo é de uma família de oito irmãos. É o mais novo de todos. Apenas outro, além dele, não é casado, juntamente com outras duas irmãs. Os demais são casados e vivem com a família na fazenda. – Fala pequeno. Preciso que me ajude a puxar uma terra pra fazer adubo. – Não posso, estou ocupado. – Ah, deixa disso. Que fraco! Ocupado? – Não está vendo? – Algumas caixas. – Preciso organizar tudo isso antes do almoço. – Moleza. Deixa que eu te ajudo. Os irmãos Filippo e Danilo organizaram tudo em meia hora. Depois saíram para o campo, puxar terra para fazer esterco para abóboras. A família deles apreciava muito a abóbora. Com ela se fazia tortelli de abóbora, um dos pratos preferidos de Filippo. Em Mantova, uma linda jovem chamada Anita é a filha mais nova de artesãos. Aos passos dos pais, seguiu a mesma profissão, fazendo coisas para vender na feira. Vai ser a primeira vez que irá junto com os pais e irmãos para vender os seus produtos. – Filha, a feira aceita nossos trabalhos. Quero que capriche e faça boas peças para vender. – Sim, mamãe. – Você vai ganhar um bom dinheiro com isso. Anita é uma bela garota branca de olhos e cabelos castanhos claros, magra, sua cintura finíssima, sempre coberta com seus belos vestidos. Suas cores preferidas são azul e rosa. Ela é de uma família de quatro irmãs e três irmãos. Alguns trabalham no campo, ajudando famílias vizinhas, enquanto ela e outras duas irmãs trabalham em casa, no ateliê de sua mãe. Os rapazes terminaram o trabalho. Estavam sujos e foram se banhar. Era um começo de tarde quente. Filippo é um rapaz de dezoito anos, branco, loiro, de cabelo sempre espetado, olhos castanhos claros, porte físico magro. Seu irmão Danilo tem olhos e cabelos castanhos mais escuros, magro e mais alto, tem vinte anos de idade. Os jovens foram se banhar num tanque, onde costumam tomar banho e também lavar roupa. A regra da casa é que ao tomar banho cada um lave sua própria roupa. Aprenderam desde cedo isso. O tanque fica um pouco distante da casa, cerca de trezentos metros. Para acessa-lo é preciso passar por um caminho aberto numa campina e atravessar uma pequena mata coberta de árvores. Logo, é possível ver um riacho e o tanque ao lado. O local é escondido, mas quem subir pela colina pode avistar o tanque logo abaixo. Desceram para o tanque cada um com um saco de roupas limpas nas mãos. As meninas, duas de suas irmãs cochichavam e como não tinham mais nada o que fazer antes do almoço, pois já haviam varrido todo o quintal, subiram disfarçadamente pela colina. – Vamos. Quem sabe a gente não os vê pelados. Elas chegaram no alto da colina e se esconderam por trás da pequena vegetação. De lá avistaram os rapazes já sem roupa se banhando. – O que você faria se fosse picado por uma cobra? – Eu? Acho que nada. Morreria, por certo. – Eu tentaria correr e pedir ajuda. – Mesmo se estivesse todo pelado como agora? Os dois riram bastante. Do alto, as meninas não podiam ouvir o que conversavam, apenas ouvir as altas risadas. – O que será que estão falando? – Não sei. – Será que eles têm a mesma curiosidade de nos ver tomando banho? – Ah, não sei. Mas do jeito que eles são. Já devem ter nos visto há muito tempo. – Misericórdia! – O que foi? Vai dizer que não gosta? – Ah, sei lá. Pode ser bom ser vista, mas dá uma vergonha. – Eu também tenho vergonha, mas se eles gostarem do meu corpo, não ligo. Observaram bem os irmãos tomando banho. Repararam cada detalhe deles. – Olha só o tamanho do negócio do Danilo. – Grande. O do Pippo é pequeno. – Nem tanto. Mas o do Danilo dá medo. – Verdade. Eu não sei se aguentaria aquilo dentro de mim. – Boba. Na hora sempre dá um jeito. – Imagino quando eu me casar, acho que vou olhar pras coisas deles antes. – Vai escolher o maior. – Sua doida! Eu não. Não quero sofrer na lua de mel. – Você é engraçada. As meninas desceram a colina e pegaram o caminho de volta pra casa. A tarde já estava quente e a temperatura delas subiu com o que viram. – Ai, tomara que não fique mais quente o dia. – Estou morrendo de calor. – Me deu vontade de descer lá e tomar banho com eles. – Doida! Mas eu tive a mesma vontade. Chegaram em casa para almoçar. A mãe delas já havia preparado a comida e só estava esperando os meninos retornarem para dar o almoço. – Onde estavam que sumiram? – Ah, fomos dar uma volta no campo. – Arrumem a mesa que logo seus irmãos estão voltando. O pai delas estava na despensa organizando as últimas coisas para a feira. Lá eles venderiam tudo o que produzem no campo separando uma parte para o próprio sustento. Os rapazes chegaram e as meninas se olharam e riram timidamente. Filippo havia arrumado um pouco mais o cabelo. Estava mais charmoso depois do banho. – O que foi meninas? – Nada. – Riram bastante. – Essas meninas são tão bobas. O almoço foi servido. Legumes e massa. Carne mesmo, só a de frango. Raramente comem carne bovina. Todos comeram satisfeitos.
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